A Vespa já tinha dado um sinal no dia da tomada de posse. Quatro anos depois há nomeações feitas de mota, outras que vão de Audi, algumas que utilizam submarinos, e um montão delas vai de jacto. Isto é, de Falcon, para não se perder tempo.
Desconheço se são estas coisas que agora se ensina na catequese, mas o que vale é que os portugueses já estão habituados a pagar para este peditório. Há quem lhe chame falte de vergonha e outros nomes que não se coadunam com a elevação deste blogue, mas o certo é que desta forma evita-se que aumentem as listas de desempregados e continua-se uma prática que vem do passado e se insere já no programa de reforma do Estado do … próximo governo. De “eliminação de gorduras” e acrescento de “emplastros”.
Embora não se saiba muito bem quando existirá um novo Governo, nem com quem, o importante é que assim a molecada do partido fica orientada para os próximos anos, com um salário jeitoso, e pode ir comungar descansada depois do cafezinho na Garrett.


Também acho vergonhosa esta forma de proceder, que tem, como sabe, muitos antecedentes.
O que não entendo é a sua referência ao ensino da catequese. Parece-me que faria mais sentido referir-se à CRESAP, entidade que o actual governo criou e deixar a religião em paz.
Não percebe ou faz-se despercebido?
Então não são os hereges que costumam ter comportamentos corruptos?
E não são os crentes que têm apertadas regras morais de comportamento?
Quanto ao seu aviso (não fossem as pessoas esquecer-se) de que há antecedentes, é redundante.
O autor do post di-lo à cabeça: «… e continua-se uma prática que vem do passado …»
Dói vermos os nossos serem iguais aos outros, não é, retiram-nos a força moral para criticarmos os hereges.
Não, infelizmente não são os hereges os campeões destas vergonhas – o mal está mais espalhado, parecendo-me que elas acontecem com mais frequência entre os grupos com espírito de seita, quer ele seja religioso ou não. O que me parece é que isso não é ensinado na catequese e que não tem a ver com a religião que cada um professa; mas, se tiver, penso que a balança nunca penderá para o lado dos seguidores de uma religião cristã, antes pelo contrário. Entendido?
Caro:
A catequese aqui é usada em sentido metafórico.
Caro:
Disse: «nunca penderá para o lado dos seguidores de uma religião cristã, antes pelo contrário. Entendido?»
Se quer sair da metáfora e entrar de cabeça na realidade, analise quantos dos autores das maiores vigarices que se fizeram ultimamente em Portugal (estou a falar desde que jorrou leite e mel da UE, 1986) não se definem como crestes.
Talvez se excepcione o 44 e pouco mais.
É evidente que na catequese se não ensina a roubar, antes pelo contrário, mas não é menos verdade que é num determinado quadro mental e cultural , baseado em regras éticas e morais que cada um de nós actua.
E os catequisados têm obrigação de resistir melhor ao tilintar das moedas de ouro.
Mas não é isso que se tem visto, antes pelo contrário.
Também acho, MS, que os catequizados (cristãos) têm obrigação de resistir, mais do que os hereges, ao tilintar do dinheiro. Só não entendo é porque se está a discutir isto e não se está a discutir o papel da CRESAP, que é um organismo com responsabilidades na nomeação do pessoal superior para o aparelho do estado e que foi criado pelo actual governo.
Agora, de ser entre os portugueses que professam uma religião cristã o campo onde se pode encontrar a maioria do corruptos, essa é uma novidade para mim. Só gostava de saber qual é fonte e se é credível. Mas não se incomode, fiquemos por aqui.
Como dizia um cónego jesuíta (se calhar num livro que me deram a ler na catequese, mas não estou muito certo..), há muito cristão que do “Padre Nosso” só se lembra daquela frase que diz “(…) venha a nós o Vosso reino!”…
:-)))
Estalou o verniz ao JERÓNIMO.
Aquela vozinha de comunista/catequista tornou-se um vozeirão.
Nem no parlamento nem na Festa do Avante chegou a tantos decibéis.
Adrenalina? Atracção do abismo?
Nada disso !
foi simplesmente … ” cheiro do poder ” .
enfim …
Esta faz-me lembrar o licenciamento do FREEPORT, na véspera da saída do PS do Governo!
“Vocês sabem de quem estou a falar”
Não aprendem. Não percebem que assim se aproximam do estilo socialista. Estragam tudo.
Estilo socialista?
Essa é boa.
Desde quando o mestre segue o aprendiz tosco?
Desde que jorrou leite e mel da UE (1986) faça a lista dos grandes vigaristas que entraram na política com uma mão atrás e outra à frente e que agora vivem em grandes mansões, têm grossa fortuna pessoal, são «empresários» de sucesso que conhecem o mundo e arredores (onde até parece que alguns deram uns tirinhos e outros venderam ficticiamente empresas falidas com o nosso dinheiro que sacaram dos nossos bancos e que somos nós agora temos de o pagar).
Eu sei que o 44 é que teve a culpa da nacionalização: assim repete o pensamento «mainstream».
Mas aquele cujo nome é indizível limitou-se a assinar de cruz e afirmou (e ele tinha a última palavra): «disseram-me que havia efeito sistémico, portanto assinei a nacionalização».
Como não é do ramo dos números, e não tinha interesses na chafarica, não admira e está desculpado.
O ex-educador da ex-classe operária Arnaldo de Matos é que os topa. Há dias, referindo-se aos que andam a lamber o pote, mas que se aplica a todos, disse: «Isto é tudo um putedo».
E desta vez tem razão.
Concordo consigo. Estes catequistas da porcalhota são vespas que lançam o ferrão em tudo quanto é sítio.
Andam por aí gajos a beijar anéis para poder iludir com falsos sinais de reverência.
Não são assim por serem catequistas. É por serem do Benfica.
Nomeações “a pedido” e “por cunha” são essencialmente execráveis. Ponto.
Colocar no mesmo saco destas os legítimos procedimentos concursais e as renovações de comissão de serviço também resultantes de procedimentos concursais é que me parece mau princípio. E nem há sigilo nenhum pois as aberturas de concursos e todas as nomeações são publicadas em Diário da República.
Interromperem-se procedimentos concursais e respetivas renovações por “motivos eleitorais” não só frustrariam as aspirações de TODOS os concorrentes (os quais mantêm intactos todos os mecanismos de reclamação e de recurso previstos na lei) como também tresandariam (aí sim) a factores políticos, para além de prolongarem concursos que, por norma, já são morosos.
A reportagem da RTP pretende ser polémica, entende-se. A Sandra Felgueiras é aquilo (num dos casos apontado, o nomeado viu prorrogada a sua comissão de serviço por… 32 dias – façam pause na imagem e confirmem).
Mas algo que gostava que lá tivesse sido explicado: quando foram abertos os concursos e quantos concorrentes tiveram? Esse dado teria sido relevante para se retirarem conclusões mas acima de tudo para se distinguir quem pretendeu ascender legalmente na carreira daqueles que se aproveitaram dos seus contactos políticos.
Tratar todos por igual é que me parece uma manifesta injustiça.
Se ao longo de 40 anos sempre foi assim não vejo onde é que está a novidade!
Isso já é tradição. Mas aos olhos dos invejosos desejosos, até parece que é algo nunca antes visto. Tudo igual, com o seu partido foi igual, é igual e será igual.
bom, justamente no inicio da leitura do post ocorreu-me espontaneamente um palavrao, pois tem a ver com azeite, embora nem seja palavrao que use, mas ocorreu-me.
Pois e essa seita tem justamente isso pior que os demais, isto é , comportam-se igualzinho aos ordinarios, oportunistas, e assaltantes.
Eles não se comportam como. Eles são assim mesmo. Basta ver o que desbarataram de Portugal, enquanto puderam. E quando estavam perto do fim, foi de qualquer maneira, mesmo à descarada em ajustes directos.
Felizmente vão à vida, e já vão tarde !