Percebo o discurso maniqueísta no futebol, já não percebo que se faça o mesmo em política, sobretudo numa fase em que a realidade não nos deixa margem para efabulações. Não falo dos dirigentes políticos. Esses fazem o seu marketing. O que me encanita são os “civis” que preferem trocar de passeio a ouvir argumentos que ponham em causa o desempenho do partido em que costumam votar. Apesar de as sondagens indicarem que os portugueses estão cada vez mais desiludidos, na hora de discutir política com os amigos este sentimento de pertença a um dos clubes continua a minar a sua lógica de raciocínio.
O pensamento suprapartidário não é popular. Arrefece qualquer troca de argumentos, gera desconfiança e antipatia. É como no futebol. Só dá gozo discutir com quem veste uma camisola. Haverá então uma dimensão lúdica neste tipo de argumentação clubística. Mas com a crise a insinuar-se no bolso não deixa de ser espantoso que ainda haja tanta gente disposta a jogar este jogo. Será um atavismo do pós-25 de Abril?
No futebol os que não têm clube podem rever-se na selecção. Em política essa fuga não existe e é pena. Em política vestir a camisola da selecção seria, nesta altura do campeonato, talvez a forma mais eficaz de pressionar os treinadores de bancada que nos puseram de calças na mão a rever as suas tácticas para nos levar a jogo.
Pero… no pasa nada. Basta seguir os debates, à noite, na televisão e as conversas de café na manhã seguinte. A letra e a música seguem ao mesmo compasso, sem surpresas. O tempo em que o PCP tinha o monopólio das cassettes já era. Trá-lá-lá. No pasa nada. E que bom que isso é para quem está, ou sabe que não tarda vai estar no poder.


No pasa nada, no mi querida Teresa, estás equivocada porque los ministros tien una sensibilidad mui especial para las viages e si no lo sabes, yo con lo mio espanol tecnico socratista, te puedo decir que se pasa mucho e se no lo entiendes tienes que ir más abajo a el post de D. Juan de Angra del Heroismo e confirmares que se pasa mucho en Macau com la visita del hombre del año, lo mismo que hay lido uno discurso del seu hermano secretário, e que en el Oriente se pasa algo de mucho importante que és una assinatura para ser vista ao més altíssimo nível de la governacion portuguesa…
Beijo.
besos