Contributo para um Governo de Salvação Nacional


Rui Rocha,

 

Primeiro-Ministro: Padre Fontes. Isto  não  foi  lá  com  mentiras.  Talvez se  arranje  com  mezinhas. É homem para fazer o esconjuro da dívida.

Ministro das Finanças: Anthímio de Azevedo. Uma revolução nas contas públicas: vamos acertar uma previsão de vez em quando.

Ministro das Obras Públicas: José Malhoa. Apitó Comboio / Lá vai apitar… 

Ministro da Economia: Galopim de Carvalho. Vai ser preciso escavar muito até encontrar o caminho do crescimento.

Ministro da Educação: Jorge Jesus. As coisas ‘vão melhorarem’ no ensino.

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Zezé Camarinha. A chave disto tudo é a Merkel. O ZeZé tem muita experiência em diplomacia com as bifas. E sabe falar inglês: “Want you ZeZé to massajate your back, Angela”? Carrega, Zezé!

Ministro do Emprego: Quim Barreiros. Um gajo que ganha dinheiro a cantar o Mestre da Culinária e a Garagem da Vizinha também é homem para criar 500.000 empregos. Digo eu.

Ministra da Agricultura: Rita Pereira. Uma nova reforma agrária! Aposta nos leitifúndios e na  monocultura intensiva da meloa lusitana.

Ministra da Saúde: Rita Pereira. Sim, vai ficar com um par de ministérios. E daí? Alguma coisa contra? Quem preferir a Ana Jorge que escreva um post.

Ministro da Cultura: José Sócrates. Depois de rebentar com o Estado Social, acabar com os subsídio-dependentes das artes e dos espectáculos vai ser uma brincadeira de meninos. Ficamos todos a ganhar.

Ministro da Defesa: Padre Vítor Melícias. Tem um nome para-militar e sempre se poupava na pensão de reforma. Nada de acumular seu maroto!

Para racionalizar custos, o Conselho de Ministros passará a reunir no salão paroquial de Vilar de Perdizes que, diz quem conhece, é um espaço com alguma dignidade e não será pesado ao erário público.

9 comentários em “Contributo para um Governo de Salvação Nacional”

  1. Gostei! Sugestão original. Diria mais: assume-se como o novo talento no mundo da política, congregando esforços nesta difícil tarefa de reabilitação social, fiananceira e económica. A implementar: fazer contactos e mobilizar as tropas…eheh.

  2. Desculpe a intromissão, mas penso lembrar-me de si… Há algum tempo que não lia o Delito, por motivos que não se prendem com a qualidade da leitura, e penso recordar-me dos seus comentários… caracterizados precisamente pela originalidade, sarcasmo divertido, e imaginação elaborada. Se estiver enganada, aceite as minhas desculpas! Se não estiver, os meus aplausos.

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