No país de Sócrates e de Cavaco (II)


Pedro Correia,

 

Retrato do País de José Sócrates e Cavaco Silva nos títulos do Expresso de hoje:

 

– “1/5 dos funcionários da nova loja da Ikea são licenciados”

– “Confusão nas Obras Públicas. Ministro sob fogo cerrado é obrigado a explicações contínuas. Terceira ponte já só arranca em 2013”

– “Semana de caos no Governo. Francisco Assis defende que a partir de agora só Sócrates e Teixeira dos Santos é que devem falar”

– “Os buracos que aí vêm: empresas públicas, empresas municipais, PPP e BPN são os próximos pesadelos das finanças públicas”

– “Três ramos das Forças Armadas em risco de ruptura este Verão”

– “Tudo o que o Governo disse e desdisse”

– “Vamos pagar imenso até 2013… e depois ainda mais”

– “União Ibérica agrada cada vez mais”

4 comentários em “No país de Sócrates e de Cavaco (II)”

  1. Infelizmente, o nível de irresponsabilidade do actual governo – bem ilustrado pelo anúncio recente de grandes obras públicas incluindo concessões do Pinhal Novo e outras, nova ponte em Lisboa e novas linhas férreas, a última das quais provisória (!) – não encontra paralelo na nossa história e, para mim, constitui crime.

  2. Pedro, a primeira página do Expresso de hoje assusta: até 2013 o Estado endivida-se em mais 44 mil milhões de €. Assusta porque o país é o estado.
    Há quem ainda acredite que as medidas agora tomadas vão salvar o país e os portugueses da depressão económica, não compreendendo que este regime morreu e que, para continuarmos a viver em Democracia, necessitamos de, urgentemente, “mudar de vida”.
    Aqueles que não gostam da Alemanha, e por isso de tudo o que é alemão, deviam por os olhos nas medidas que ali estão a ser tomadas para evitar a depressão. Os DM (deutsche mark) estão preparados para, se for necessário, à Alemanha, esta sairá da moeda única (apesar das declarações contrárias dos governantes germânicos).
    Voltando ao que destacaste: sim, este é o Portugal de Sócrates e Cavaco.

  3. Portugal farpado…

    São dolorosas as farpadas
    de profunduras seculares,
    quais complexidões ensopadas
    de devaneios exemplares.

    Com o tino assaz perdido
    e por caminhos enganados,
    assim seguirá confundido
    com resultados enfunados.

    Portugal também tem de mudar
    depois de tantas incorrecções
    porque a crise faz engordar
    o valor das nossas inacções.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *