Durante cerca de dois minutos assistimos à triste cena. Pela rua molhada, João Gouveia, protegido por um chapéu de chuva, parece tentar esquivar-se à patética perseguição da rapariga com um microfone na mão que assim, à primeira vista, parece uma jornalista. Na troca de palavras entre os dois o rapaz não explicou nem um bocadinho muito pequenino de nada. Mas é a forma como a situação é noticiada no Público on line que menos sentido faz. De acordo com o título, o “dux” quebrou o silêncio, quebra essa que corresponde a um “nada acrescentou”, no texto da notícia. Eu cá fiquei muito mais esclarecida…
“No fundo era só para explicar um bocadinho” o título da notícia
Ana Lima,

muito apoiado. defenda sempre ojornalismo sério – o melhor amigo do cidadão esclarecido ; a maneira certa é denunciar os travestidos de jornalistas – continue com muita garra.
Infelizmente, hoje em dia, vemos muitas coisas destas na comunicação social…
às vezes é assim que se chega a grandes descobertas, a partir de algo que nada parece acrescentar a algo que só existe porque se vai fazendo aos bocadinhos.
por exemplo, hoje ouvi o relato do benfica, que tem um jogador chamado garay, que é argentino, cuja capital é buenos aires onde, segundo jorge luis borges, existe uma “calle garay”, onde havia um edifício no qual habitaram o poeta carlos argentino daneri e beatriz viterbo e em cujo sotão se encontrava o aleph.
e então? está na cara: os americanos encontraram o aleph e entregaram-no à NSA.
Ora, quando se começa com um relato do Benfica já se sabe que vamos chegar longe. 🙂