Começaram as conversas do PS com os vários partidos. Curiosamente, para já são as “outras” esquerdas que se estão a arrogar impor condições ao partido de António Costa.
Mas será que no Partido Socialista, quando mais não seja por uma questão de honra, ninguém se lembrou que se há partido que, pelo menos por enquanto, imponha condições, é o PS e não a restante esquerda, seja ela o PC ou o BE?!

Isso não é bem assim. Veja por exemplo a formação do governo israelita: os partidos mais pequenos impõem sempre condições. São tipicamente partidos de causas e impõem que essas causas sejam satisfeitas.
Ou seja, é normal o partido dominante impôr a política geral, e os partidos mais pequenos imporem condições em temas específicos.
Por exemplo na coligação PSD-CDS, o CDS exigiu ficar com a pasta da Agricultura e exigiu que o PSD votasse contra qualquer liberalização em matéria de “costumes”.
Ó Luis Lavoura ode é que foi descobrir essa exigência em matéria de liberalização de costumes?!
Deve estar a ganhar lastro para tentar impor as suas condições á coligação por conta das muletas de emergência onde se quer pendurar. Simplicidade de método acima de tudo para Passos e Portas que não se atemorizando com as golpadas de Costa não podem ceder nem um milímetro, mandando-o de imediato pastar caracóis com a dita esquerda que agora lhe convém arrebanhar. Na assembleia na hora de tirar as medidas até pode acontecer que o figurão se estatele com estrondo e sem retorno. De referir que no tempo de Sócrates de que foi nº 2 diziam que não foram eleitos para governar com o programa e orçamento da oposição.
Os PS morreu ao deixar o combate político, ou seja as ideias, aos “idiotas úteis” que sempre fizeram parte dos média.
Nada de particular a Portugal, passa-se o mesmo no Labour no Reino Unido, no Partido Democrata Americano e um pouco por todo o lado.
Consequências da cultura da maioria dos jornalistas no Ocidente: Marxistas.
Um adolescente que leia os jornais portugueses e veja as TV’s vai votar no Bloco de Esquerda não no PS. Como desistiu de trabalhar as ideias o PS tem corrido atrás do discurso anti-capitalista e fracturante de um Bloco de Esquerda porque é essa a narrativa dos jornais e TV’s.
A Direita não sofre tanto, porque aprendeu com o tempo, mesmo demorando demasiado a desprezar a maioria do jornalismo.
O jornalismo é tão crucial porque hoje o jornalista faz a função do Padre de outrora, guardião da moral da sociedade.
lucklucky embora não esteja completamente de acordo com o que diz – há sempre umas gloriosas excepções – julgo que lhe assiste bastante razão.
O PS não tem andado atrás do discurso fraturante da esquerda. O PS tem procurado moldar-se ao que pensa que os eleitores querem e ao mesmo tempo os seus dirigentes tentam aproveitar o mais possível os benefícios que o poder lhe dá. Mas como esse benefícios costumam ser dados pelo capital, que não é habitualmente de esquerda, fica com um discurso diferente do modo de atuar.
Dizer que um partido que inventou a “abstenção violenta” é extremista é uma piada.
Não acredito que o PS vá discutir políticas com a coligação. Vão ser discutidos lugares e prebendas e se chegarem a acordo está tudo bem. Se não, há eleições em pouco tempo.
Um adolescente de hoje, infelizmente, diz que os políticos são todos a mesma “coisa” (para não usar aqui outra palavra), não tenta ser esclarecido ou esclarecer-se e nem vai votar. É um cenário triste demais!
Já disse isso, Helena, mesmo antes dos resultados. Parece que anda por aqui uma fobia a Costa que cega quase todos.
Já há muito tempo que se perdeu a honra neste meio…
Nada como soltar uma lebre, há sempre quem corra atrás.
O CDS foi o único partido que votou contra a Constituição da República Portuguesa e desde a primeira hora, ao longo das últimas quatro décadas, sempre se manifestou contra ela.
A comunicação social pertence a quem pertence e essa voz nunca se ouviu a dizer que o CDS não podia governar quando governou, e nos últimos quatro anos fez parte do Governo que foi sucessivamente batendo todos os recordes da inconstitucionalidade para chegar ao final do mandato com uma economia devastada, uma sociedade depauperada, uma população envelhecida pela sangria de emigração jovem e um país incomparavelmente mais endividado.
Já à lebre contra a maioria que não pode juntar forças no Parlamento para sustentar um Governo que inverta este rumo de destruição vemo-la por aí, doida, em corrida desenfreada, a semear medos que se propagam pela multidão que corre atrás dela, e isto porque, sem que de nenhum deles se fale que irá integrar o futuro Governo e apesar dos documentos em causa não terem o mesmo valor da CRP, dois partidos dessa maioria se relacionam com o Tratado Orçamental e as regras do euro de forma semelhante à que o CDS se foi relacionando com a nossa Lei fundamental, com a grande diferença de que defender salários mais dignos e mais equidade fiscal não viola nem um nem o outro, antes pelo contrário.
Têm medo concretamente do quê, afinal?
Ó Carlos Silva o facto de ter um filho no CDS não faz de mim militante desse partido. Do mesmo modo que ter tido um filho no PC e no BE nao fez de mim militante de qualquer deles.
Tenho uma cabecinha que pensa e não era agora que o ia deixar de fazer.
Acresce que não tenho medo de nada . Portanto não entendo a sua pergunta, quando digo que o PS é que deve comandar as operações porque é o maior partido da oposição.
Você tem medo de quê? Do PS? Não vale a pena…