Simples. Le Pen quer para a França o que Ventura quer para Portugal. Ou seja, Le Pen quer para a França o que André quer para Portugal. Ou seja, os nacionalismos querem para si o que não querem para os outros….dê-se um intervalo de tempo, mais ou menos fechado, aumente-se a temperatura de modo a cozinhar sem queimar…e voilà …conflito, a etapa natural do chauvinismo.
Parece-me que a Cristina Torrão sente um enorme desejo sexual pelo André Ventura. Espero para seu bem que esse facto não vire obsessão. O homem até é handsome.
Só prova que ao contrário da esquerda, que toca em uníssono, a direita tem muito mais opções e é muito mais rica em idéias. Marine é uma coisa e Ventura é outra. Marine é anti UE, Ventura não. Marine é mais nacionalista, Ventura, apesar de também o ser, tem no entanto uma vertente integracionista. Nem de propósito, este post só vem demonstrar que as tentativas de colar um ao outro, são absurdas. E vem também demonstrar que, porVentura, não será o bicho papão, comedor de criancinhas que tanto querem fazer dele.
Não estarei de acordo com o conceito de riqueza de ideias (perdão, “idéias”) da direita, mas a criatividade na escrita e flexibilidade argumentativa para justificar chauvinismo e populismo decalcado um do outro deixa-me prostrado de riso.
Apraz-me saber que Daniel Ribeiro (atenção que não é o fotógrafo de casamentos nem o realizador brasileiro nem o treinador de futebol (soccer) nos EUA) conhece finalmente dois dos mais avaramente guardados segredos da vida política portuguesa: André Ventura defende o ensino de português aos filhos de emigrantes portugueses em França e não deseja o fim da U.E..
E agora que Daniel Ribeiro sabe, já estarão reunidas as condições para as desejadas negociações entre entre o P.S. d) e o Chega. Aguarda-se ainda que acresça a tão esperançosos eventos, o bónus da ruidosa abstenção de Cristina Torrão nas próximas eleições.
Como única nota negativa de tão auspiciosa sequência de eventos, consultando https://expresso.pt/autores/2015-05-14-Daniel-Ribeiro-2 temos a lamentar que Daniel Ribeiro não seja idóneo para “always handsome”.
«André Ventura defende o ensino de português aos filhos de emigrantes portugueses em França» – enfim, chegou ao cerne da questão. No post anterior, desviaram o assunto, discutindo quem (dos comentadores) era a favor ou contra esse ensino.
Deve ser cansativo responder a todos os comentários a tentar passar entre as gotas da chuva. Como disse noutro comentário, privilegio a lógica e a razão e não há disso por aqui.
Cansativo? Nada disso, é bem divertido. Comentários bem feitos, que discordem de mim, mas com boa argumentação, inteligente e lógica, exigem (e merecem) tempo na resposta. Agora, comentários da treta, como estes, merecem respostas da treta, despachados num abrir e fechar de olhos.
Amigos amigos, negócios à parte. Le Pen e Ventura são muito amigos, mas quando a questão mete dinheiro, podem estar em desacordo. O ensino de português em França mete dinheiro do Estado francês, que Le Pen não quer gastar. A União Europeia dá muito dinheiro a Portugal, o que apraz a Ventura mas não a Le Pen.
O líder do CHEGA não tem de esclarecer nada. O líder do CHEGA tem as suas idéias e o seu programa e a francesa tem o dela. O facto de partilharem uma linha geral de posições políticas, não implica que também tenham de partilhar linhas mais específicas. O líder do CHEGA já mostrou que não é daqueles de baixar as calcinhas, só para seduzir parceiros. Podem não gostar, podem duvidar, mas é ainda prematuro sentenciar. Algo que parece acontecer com frequência. No final, o conselho que se deixa é informem-se. Leiam os planos políticos, económicos, sociais e legislativos e depois sim, critiquem. Mas critiquem com conhecimento de causa. Muito sinceramente, este post é um tiro no pé.
Assim até dá gosto. Nem o omo lava mais branco conseguiu ter maior publicidade que esta Chega. É um caso de marting como o calcitrim e todos os outras mezinhas anunciadas nas tvs que não se vende nas farmácias. É um caso de marting estudado nos métodos de vendedores da palavra do senhor. É um método de conversão como é feito pelas ditas igrejas evangélicas brasileiras. Repara-se no bracejar ou outros gestos para falar do assunto mais simplório. Os temos são escolhidos para provocar e assim se falar no produto. Aquela dos ovários é de mestre: fala tu disso pra chatear que depois vou eu dizer que não senhor não pode ser, assim sempre toda a gente fala de nós. Até nós agora estamos a escrever sobre a Le Pen e tal do ensino do português e o bracejante já disse por cá que dever ser proibido exercer qualquer cargo político quem não for português de descendência até aos afonsinhos.
Claro, quanto mais se fala, mais publicidade. Mas não será melhor do que ignorar e (ainda pior) subestimar? Bem sabemos o que acontece, quando ignoramos problemas, fazendo de conta que eles não existem. Admito que, por vezes, não é fácil decidir, mas eu opto sempre pelo desmascarar e denunciar. Até porque esse tipo de publicidade a todo o custo, mais tarde ou mais cedo, cai no ridículo. E o “chega, chega” já vai caindo no ridículo. Esperemos…
Cristina Torrão, sim, a extrema-direita “tuga” está recheada dessas contradições e até, na minha humilde opinião, de outras muito mais evidentes do que essa que tem vindo a insistir em denunciar aqui no DO: segundo o que li hoje no Público, há até um grupo de (pseudo) intelectuais dessa área ideológica que pretende resgatar a sua “imagem”, porque, dizem eles, ela foi “enlameada” pelo Chega (“Acho que o Chega vai implodir e é de captar os bons estilhaços. O Chega acolheu muita gente que não interessa. Ficou cheio de hooligans”, “O Chega é um partido de gente do sistema, do pior que o sistema tem e que está louquinha para arranjar tacho no Governo. Andam a tentar fazer, apesar de o André o recusar, coligações para as autárquicas e legislativas seguintes [em 2023] para ver se ganham lugares”, etc, etc). Como não poderia deixar de ser, como são “intelectuais” resolveram por começar da melhor possível: é que, como eles próprios reconhecem, nenhum deles é até “handsome” (e eu até diria, muito menos “always” – basta ver a foto publicada na notícia, para perceber que a coisa até se resume até muita mais a um “ever”…) e daí, «(…) uma das figuras contactadas até ao momento foi Suzana Garcia, antiga comentadora do programa da manhã da TVI (…). Contactada pelo PÚBLICO, a antiga comentadora confirmou o convite e disse tê-lo recusado.» Como não conhecia a tal “Suzana Garcia” (é que até vivo longe do palco…), resolvi “googlar” o nome da tal “figura” e até acabei elucidado com o resultado que me surgiu: a criatura é uma verdadeira bênção, para todos os alucinados com o passado que originaram guerras mundiais (a 2.a até terá sido apenas a mais “inaceitável”), por ser dotada de tudo o que, supostamente, até é exigido ao papel que todos os nacionalistas europeus exigem… a criatura é uma verdadeira opulência da superioridade da raça, em tudo: da sua exuberante presença física às suas extravagantes opiniões públicas. Uma verdadeira deusa caucasiana na melhor tradição judaico-grega-cristã da Europa nacionalista que até, na verdade, fez algures parte parte do discurso oficial da ”EU”! Só deus sabe, porque raio, ela até recusou assumir esse papel em que ela até tanto investiu?!?! Teria a ver com o “gang of 8” da foto do Público?….
Cristina Torrão, se não reconhermos que a extrema-direita europeia não surgiu do nada, que ela nasceu do sempre arriscado jogo dos partidos do “centrão” que a incentivarem… tal como a existência do Chega até foi sancionada pela nossa “democracia”: eles, de acordo com o nosso tribunal constitucional, até disseram que defendiam a Democracia… vamos acabar por andar anos, e mais anos, nesta lengalenga: é que o Ventura e a Le Pen, como no passado, é a cura contra a suposta iminente ameaça “bolshevique”!
«No pouco tempo que passei em Luanda (e até achei demais)» Antes de mais até lhe quero expressar a minha mais profunda simpatia para com a situação a que foi sujeito, descrita no seu comentário – apesar de eu, ao contrário de si, até tive a suposta “sorte” de me darem o tratamento de “24/20” (ou seja 24 horas com 20 quilos de bagagem) para abandonar o meu país. Estou a queixar-me? Não, não estou! Eu quando decidi renunciar à nacionalidade angolana até sabia o que me esperava, mas até sobre isso nem me quero pronunciar… pelo menos aqui. É que há matéria que, definitivamente, até sei que é definitivamente complexa demais para discutir com quer que seja… e muito menos com quem «No pouco tempo que pass(aram) em Luanda (e até ach(aram) demais)». Nada tenho a objectar à sua conclusão de que «os (m)eus textos (o) levam(…) a supô(r)-me ao nível do urbanismo» e isto porque: a) não faço a mínima ideia do que possa significar “nível do urbanismo”; b) e até espero que compreenda essa minha lacuna: é que eu nasci e vivi sempre “nas áfricas”… o que raio até mais poderia esperar de mim? E c) pelo que vem a seguir no seu comentário, até o compreendo… e por isso até decidi abordá-los: «P.S. – “Deus” escreve-se sempre com “D” maiúsculo ainda que não inicie uma frase.» Não me leve a mal mas eu escrevo deus como até me apetece e até mesmo obedecendo às regras gramaticais da língua portuguesa: é que eu não tenho de reconhecer o seu “D”… para mim, ele será sempre um “d” e não o seu “D”! Claro, nada tenho a objectar a que Você o descreva como Deus: o meu cérebro é um fenómeno: consegue ler D e entendê-lo como d! «P.S.2 – A repetição de “ela até” na mesma frase (na mesma linha) é “elegante”.» Obrigado pelo elogio! Confesso que até nunca foi objectivo meu, nos meus comentários, alcançar um qualquer nível literário superior ao do normal comentário: sempre apenas pretendi manifestar a minha opinião da melhor maneira, isto é, da maneira mais clara e sem qualquer dúvida, que me era possível. Ou seja, meu único objectivo é ser claro e não, “elegante”…mas “prontos”, se fui “elegante” até descubro uma razão para me sentir orgulhoso! Obrigado Francisco Almeida!
Não quero que continue na ignorância do que penso sobre o urbanismo de Luanda, que, por sinal, até foi escrito em resposta a um seu comentário https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/assassinato-em-cabo-delgado-11787416?thread=95817368#t95817368
Claro que escreve como lhe apetece e também claro que o faz ao nível do urbanismo de Luanda. Mas está a escrever para outros lerem e: a) se tivesse respeito por outros de diferente credos, escrevia Deus com maiúscula; b) se fosse capaz, utilizava os dois pontos correctamente. https://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono31_2.php (é brasileiro mas serve)
P.S. 1 – Lamento profundamente que tenha renunciado à nacionalidade angolana. P.S. 2 – Continuarei a ler atentamente os seus comentários pois acho que me poderão poupar algum tempo de purgatório.
Não seja tão picuinhas, Francisco Almeida! Há (pelo menos) um escritor português premiado e muito conceituado que escrevia tudo com minúsculas, mesmo depois de pontos finais. Escrevia o seu próprio nome com minúsculas (uso um tempo passado, pois acho que ele mudou de ideias; mas tem muitos livros publicados assim escritos; e com certeza que a palavra “deus” também por lá surge).
Isso de dizer «se tivesse respeito por outros de diferente credos, escrevia Deus com maiúscula» é uma afirmação muito subjectiva.
Descontraia-se!
Pois Cristina, passar entre os pingos da chuva nem sempre é fácil.
Citando: “Claro, nada tenho a objectar a que Você o descreva como Deus: o meu cérebro é um fenómeno: consegue ler D e entendê-lo como d!”
Esse escritor que mencionou, escreveu tudo em minúsculas, enquanto este ex-angolano e putativo tailandês inicia as frases e até escreve “Você” com maiúsculas. Como exemplo não cola. Já há anos que deixei de ser o leitor “quilométrico” que fui e agora só leio livros novos depois de ler uma crítica apelativa o que não aconteceu com Valter Hugo Mãe.
Mas como o incumbente aprecia e agradece que lhe gabem a “elegância” que me diz à “elegância” de dois conjuntos de dois pontos na frase citada? Se voltar a leccionar portugueses na Alemanha podia talvez aproveitar como exercício de estilo.
António Vaz, esperemos que sim, que o Chega impluda. Este tipo de partidos atraem sempre todo o tipo de gente insatisfeita, desde pessoas com alguma noção da realidade, até alienados e psicopatas, que vivem num mundo paralelo (e, infelizmente, sempre prontos para exercer a violência). Mais cedo, ou mais tarde, isso faz-se sentir. O mesmo acontece com o AfD, o partido da extrema-direita alemão, que também chegou ao Parlamento (Bundestag), mas que, há bastante tempo, se debate com dificuldades com os nazis “linha dura” que lá se infiltraram, alguns conseguindo posição de destaque. Não que o AfD não simpatize com nazis, mas tenta fugir a essa “linha dura” (para manter as aparências).
Os Venturas e as Marines aparecem por um motivo muito simples. Porque a esquerda exagera na sua esquerdice. Escolhe cavalos de batalha errados, despropositados e fora de tempo e enfrenta essas batalhas de forma desproporcional. Depois porque tem uma óbvia lacuna de princípios democráticos, ao não aceitar o contraditório. Opta por diminuir e entrar pelo caminho da jocosidade, em vez de ouvir, analisar e partir para a contra argumentação. Em vez disso prefere elevar-se numa espécie de superioridade moral e de inteligência, apelidando o oponente de estúpido, ou de pouco inteligente. Foge do debate, ou refugia-se no argumento de quem não pensa como eu é burro, machista, racista, ou outro ista qualquer que sirva para maquilhar a falta de capacidade de discussão. Aqui nestes comentários isso parece bastante evidente. Faz lembrar aquelas miúdas populares do colégio, que marginalizam as outras que não têm ténis de marca, ou que as mamãs não lhes pagam as viagens de finalistas a Barcelona. Daí que a expressão esquerda caviar cada vez faça mais sentido. Ora infelizmente não percebem que, quanto mais esta marginalização acontecer, quanto mais se esconderem do debate e refutação de idéias e mais se concentrarem na diminuição, omissão e pseudo superioridade moral e de inteligência, mais ganham os Venturas e as Marines. E isto é transversal. Ainda há poucos dias surgiu num canal noticioso um debate político sobre a direita em Portugal. Pasme-se quando se descobre que o tal CHEGA não foi convidado. Este é um pequeno exemplo da tal estratégia de omissão e descredibilização de baixo nível e fraca ética, que vivemos hoje em dia. Tal como exemplo são as respostas a certos comentários que não seguem a linha do politicamente correto, aqui mesmo. Onde não se responde com argumentos, mas sim com comentariozinhos jocosos, irónicos e desprovidos de conteúdo útil. Mais inacreditável é a óbvia ignorância daquilo que se critica. Quando se critica alguma coisa, convém primeiro estudar essa coisa. Perceber o que é, o que defende, o que pretende, como aparece. Criticar algo só porque sim, é atroz.
Comentários desprovidos de conteúdo útil merecem respostas dessas. Quem não apresenta argumentação válida e passa ao ataque pessoal, não merece que eu perca tempo em grandes considerações.
Concordo em parte com o que O Inconveniente disse (nomeadamente, no respeitante à chamada “esquerda caviar”). Só é pena que, no fim, tenha caído no caminho fácil de se armar em professor.
Bem escrito e melhor fundamentado mas que interessa isso . Esta “gente” anda tão cega / excitada que já nem lhes passa pela cabeça que possam existir pessoas que podem encontrar virtude numa ideia do PCP, ou do BE sendo de direita ou mesmo do Chega que como se comprova (não sabia do debate que menciona) não é considerado de direita.
Pois esse é de facto um problema que surge com os exageros e os extremismos. Neste momento a política parece o futebol, onde tudo o que vem do antagonista é logo à partida mau. Depois de verificar que a AR passou a contar com maior variedade de idéias, perdi algum do meu tempo a estudar o que cada partido queria. Cheguei à conclusão de que para ser o partido perfeito para mim, teria de haver um que bebesse determinadas opiniões de cada um deles. Infelizmente do Livre não consegui retirar nada de útil, mas de todos os outros fui buscar pontos que vão de encontro aos meus princípios. Mas infelizmente as coisas estão tão extremadas, que se torna impossível o diálogo entre eles. Sobre o CHEGA, sinceramente vi com bons olhos a sua chegada. É de enorme divertimento verificar o incómodo que o homem cria. Para os seus oponentes, o uso da máscara foi uma benção, pois as expressões que fazem quando algumas verdades inconvenientes são ditas, é de chorar a rir. Outra coisa que trouxe foi a demonstração de que o nosso PM é completamente impreparado, grosseiro a roçar o mal educado, brejeiro por vezes e intelectualmente limitado. E vê-lo gaguejar e incapaz de responder às questões do Ventura é de uma enorme diversão, tal como é de uma enorme tristeza. Se a princípio se pensava que a política portuguesa ficaria mais rica com a chegada destes novos partidos, chega-se à triste conclusão que ficou mais pobre. As elites fecham-se, os compadrios aumentam, os amiguismos ganham força. O controlo da sociedade civil, com laivos de ditadura e censura causa arrepios, como a manipulação da CS, ou a nova pide do facebook. Os partidos tradicionais fazem acordos às escondidas, para retirar margem a estes novos rebeldes e a oposição faz a triste figura que anda a fazer. O governo parece uma organização familiar, tipo cosa nostra, o bonacheirão do PM é um autêntico padrinho DDT, o presidente é uma anedota e ninguém se apercebe que tudo isto leva um CHEGA ao colo, dá-lhe combustível.
«Sobre o CHEGA, sinceramente vi com bons olhos a sua chegada.» Ora cá está uma declaração desnecessária e inútil: é que, ó “O Inconveniente”, qualquer leitor (independentemente da sua posição ideológica) dos seus 2 comentários aqui colocados retiraria rapidamente essa conclusão! Mas lá está, vade retro satana, se V. até é um simpatizante do Chega: na verdade, como diz, «Cheg(ou) à conclusão de que para ser o partido perfeito para (si), teria de haver um que bebesse determinadas opiniões de cada um deles» com uma excepção, a de que «Infelizmente do Livre (onde até) não consegui(u) retirar nada de útil» – seria intelectualmente estimulante que revelasse as tais “determinadas opiniões” que descobriu no BE, PEV, PCP e PS que não descobriu também no Livre !!! Se há algo em que até estou de acordo consigo é quando escreveu que «Os Venturas e as Marines aparecem por um motivo muito simples. Porque a esquerda exagera na sua esquerdice»: é que isso é apenas de uma evidência tão simplória que até chega a ser surpreendente que a evoque… não como o que ela tem de verdade (uma reacção dos trogloditas da direita ao avanço da Humanidade) mas sim como uma espécie de apelo ao imobilismo social: não façam ondas para não aparecerem ventura e afins… pretendendo uma inocência tão “desnecessária e inútil” quanto a sua afirmação com que iniciei este comentário, explique-me lá porque raio é que a “esquerda” até deveria abdicar da tal “esquerdice” de que fala? Para se parecer com a direita? Possivelmente será uma confusão minha quando associo que para V., «a expressão esquerda caviar cada vez faça mais sentido» tem a ver com o que escreveu («Aqui nestes comentários isso parece bastante evidente. Faz lembrar aquelas miúdas populares do colégio, que marginalizam as outras que não têm ténis de marca, ou que as mamãs não lhes pagam as viagens de finalistas a Barcelona.») – sem querer ser inquisitório, pergunto-lhe o que o leva a julgar que alguma esquerda até pode ser pintada como o que V. pintou? Dê exemplos!
Antes de mais, sugiro que interprete as frases na sua totalidade e não retire apenas a parte que lhe convém, ou não convém. Quando digo que a esquerda exagera na sua esquerdice, não quero com isto dizer que a esquerda deve deixar de ser esquerda. Apenas que o exagero em certas batalhas e a forma como essas batalhas são combatidas, fomentam o surgimento do oposto. Como exemplo dou-lhe as lutas quase selvagens sobre racismo, colonialismo, defesa dos animais, violência policial, cultura. E repare, critico a luta selvagem e violenta sobre estes assuntos, não a legitimidade da luta. E é nessa vertente que falo em exagero de esquerdice. É inadmissível que partidos políticos associados a estes movimentos não se distanciem das ações violentas, do discurso de ódio contra os polícias, contra o português, contra Portugal. As pessoas comuns não se revêem nestas lutas, daí optarem pelo oposto, daí o oposto crescer. Eu não sou simpatizante do CHEGA, nem de qualquer outro partido. Já votei da esquerda à direita, consoante a situação do país, da europa, ou do mundo. A chegada do CHEGA e da IL mostrou o estado de marasmo da política nacional, as relações promíscuas entre partidos, entre políticos, familiares, amigos, estado, empresas e bancos. Mostrou a fragilidade do sistema judicial, as suas lacunas e incapacidades legais. E o resto, em vez de levar aquilo a sério, preferiu desprestigiar. Olhou para aqueles dois isolados e do alto da sua arrogância, achou que não iam longe. Enganaram-se. E até o meu caro cai no mesmo erro, pois ao assumir que sou simpatizante do CHEGA, prefere diminuir-me do que levar-me a sério. Como se eu, caso fosse CHEGA, não tivesse o seu nível intelectual, fosse estupido, racista, nazi ou fascista. Cá está a arrogância que tanto combustível dá a estes partidos. E enquanto achar que os direitas são trogloditas, nunca conseguirá enriquecer as suas opiniões. Provavelmente nunca procurou conhecer os programas dos partidos mais à direita, tal como muita gente, que ridiculariza, sem conseguir argumentar, porque não conhece. Quando se assobia para o lado e se convence que os CHEGAS não existem, quando não lhes dão tempo de antena como dão aos outros, quando se recusam a entrevistá-los, quando no debate na AR não se consegue confrontar com argumentos, mas apenas com insultos e frases feitas, apenas fazem com que o fenómeno ganhe terreno. Ferro Rodrigues percebeu isso. Convido-o a procurar no youtube as intervenções de Ferro vs Ventura até maio de 2020 e depois de maio de 2020. Ferro percebeu que o ataque que fazia e a forma nada isenta com que desempenhava as suas funções, o estavam a enfraquecer a ele e a fortalecer Ventura. Mas lá está, é preciso pesquisar, não é só falar de cor com base em idéias e informações vagas. Se se der ao trabalho de ver que no youtube este partido tem um alcance muito maior que os outros e quiser perceber porquê, chega à conclusão que esta marginalização só lhe dá pontos nas redes sociais. E acredite que é bem divertido de ver.
«Antes de mais, sugiro que interprete as frases na sua totalidade e não retire apenas a parte que lhe convém, ou não convém.» Não sei onde é que descobriu que sobre a frase que citei, sic, «Sobre o CHEGA, sinceramente vi com bons olhos a sua chegada.» não era uma “frase na sua totalidade” e que até «retire(i) apenas a parte que (m)e convém, ou não convém.»?!? Mas claro, esse até é o seu pequeno equívoco inicial… «Quando digo que a esquerda exagera na sua esquerdice, não quero com isto dizer que a esquerda deve deixar de ser esquerda. Apenas que o exagero em certas batalhas e a forma como essas batalhas são combatidas, fomentam o surgimento do oposto» – E lá voltamos nós ao círculo vicioso que evidentemente, V. parece não estar disposto a perceber: o que V. descreve como “exagero” é apenas o deve ser exigido à esquerda. «fomentam o surgimento do oposto»? Não, meu caro. O “oposto” já existia só que acomodado à situação e, por isso, não sentia necessidade de, como V. diz, “surgir”. Sim, a “novidade” aqui é que alguma esquerda resolveu incorporar no seu discurso toda uma série de causas que aparecem como novas mas que até existem há muito. «Como exemplo dou-lhe as lutas quase selvagens sobre racismo, colonialismo, defesa dos animais, violência policial, cultura. E repare, critico a luta selvagem e violenta sobre estes assuntos, não a legitimidade da luta.» – o que eu acho interessante nesta sua frase é o quanto ela encerra de dramático (“as lutas quase selvagens”) quanto à nossa responsabilidade histórica na maioria dos temas que elenca: na verdade, até por parte dos países que colonizámos, se verifica a atitude de brandos costumes! Depois de ler algures as tais «ações violentas, do discurso de ódio contra os polícias, contra o português, contra Portugal» decidi que sim, que de facto a esquerda “exagera”… e que todos os que se queixam disso, que nunca são da direita “populista”, “intelectual” ou “naturalista”, até têm razão… e porque não? Se silenciarem os que teimam em reclamar, a que distância é que está a sociedade perfeita que vocês reclamam que existia até à pouco tempo?
Mas qual é a parte que você não percebe? É assim tão difícil? Mas alguma vez escrevi que as pessoas não têm o direito de reclamar, ou de se manifestar? O que não compreendo são as ações violentas, destrutivas e com mensagens de ódio que utilizam como veículo para reclamar. Eu acho que está bem explícito, se você não quer ler corretamente, já é um problema seu. Peço desculpa…. e ao cúmulo que isto chega, pedir desculpa por não compreender que se pilhem estabelecimentos, que se destrua propriedade, que se agrida os polícias, que se deseje a sua morte, que decapitem estátuas, que se vandalizem monumentos e que se rotule um país inteiro de racista.
Ah, Christine Torrón. Vous continuez à être l’enfant terrible du Délit d’Opinion…
Já percebi que V. fala “estrangeiro”… não é o meu caso (ou até pode ser, se V. estiver disposto a dialogar comigo em tailandês que até a única forma em que também falo em “estrangeiro”). Descrevê-la, à “Christine Torrón” como «l’enfant terrible du Délit d’Opinion» é, não me leve a mal, apenas uma palhaçada sem qualquer fundamento, ou alternativamente, um carinho até permitido aos seus amigos mais chegados mas que, até ela própria recusa… ou se preferirem, não quer assumir: «Concordo em parte com o que O Inconveniente disse (nomeadamente, no respeitante à chamada “esquerda caviar”).» É que lá esta, ela até acha que, tal como “O Inconveniente”, de algum modo, a «chamada “esquerda caviar”» deve ser apontada como a “culpada”… e porque não?
António Vaz, nunca fui, nem sou de esquerda (embora ande muito desiludida com a direita, a democrática, que sempre aceitou a, e se inseriu na, democracia pós-25 de Abril). É verdade que concordei, em parte, com o Inconveniente, quando ele falou na tendência de a esquerda achar possuir «superioridade moral e de inteligência». Mas isto não quer dizer que eu responsabilize unicamente a esquerda pelo aparecimento de partidos da extrema-direita. Todos os partidos que, até agora, estiveram no governo, são culpados! Porque se vergam ao capitalismo desenfreado (sim, também uma certa esquerda, que, na verdade, pouco se diferencia da direita). Nada fazem para travar a pobreza e a desigualdade social e as pessoas sentem-se sozinhas com os seus problemas. Esta onda de descontentamento é que as leva para partidos extremistas, pois há um grande desejo de repor a “verdadeira ordem” (que elas julgam que já existiu, no passado, mas que, na verdade, nunca existiu; é uma espécie de ilusão da infância, quando vivemos no microcosmos da família, na ilusão de que tudo está em ordem e o mundo faz sentido).
Não faço ideia de quem resolveu apelidar-me de “enfant terrible”, o autor do comentário é tanto anónimo para mim, como para si. E realmente não sei se ele o diz com sentido irónico, ou se posso considerá-lo um elogio. Uma coisa é certa: se eu, de facto, sou “enfant terrible”, não é com desejo de me destacar, mas sempre, e só, por defender aquilo em que acredito.
Acho que ninguém é contra a desigualdade social. Mas cada vez existem mais pessoas contra esta forma de diminuir essa desigualdade. E esta forma levada a cabo pela esquerda atual, para além de apenas adiar a desigualdade, nada faz para promover a elevação dos mais diminuídos. Não se acaba com a desigualdade com subsídios, cheques prenda, ou isenções. Acaba-se com formas que ajudem as pessoas a elevarem-se. Para isso responsabilidades devem ser exigidas. Contrapartidas. Compromissos. As pessoas devem ser imbuídas num espírito de retribuição e de iniciativa para lutarem por algo mais que um subsídio grátis. Infelizmente isso não acontece. Acomodam-se a esse tipo de vida fácil e o estado não exige absolutamente nada, nem tão pouco penaliza aqueles que se dedicam a prejudicar os seus concidadãos. Com esta esquerda a classe média vê-se depauperada e revoltada com a injustiça com que é tratada. E arrisca-se a passar para o outro lado rapidamente. A justiça continua lenta, incompetente e demasiado branda, amarrada por uma CRP obsoleta em termos de poder sentencial dos juízes e em termos de burocracia inacreditável. A esquerda abandonou o país, as batalhas que escolheu travar, nomeadamente neste final de ano, não vão de encontro ao cidadão comum. Veja-se as exigências de um BE para aprovar o OE 2021. Ou seja, a desigualdade não se combate com esmolas. Combate-se com princípios de sociedade, com formação cívica e social, com meritocracia sobre quem cumpre e procura elevar-se. O estado ser o dínamo da economia, como é o nosso caso, é um erro. O dínamo deveria ser a iniciativa privada, as empresas. Só assim se diminui a despesa do estado e se aumenta a receita. Mais produção, mais receita. Ou seja, a palavra certa é responsabilizar. Com esse princípio presente, o combate à desigualdade seria muito mais eficaz.
“Mas isto não quer dizer que eu responsabilize unicamente a esquerda pelo aparecimento de partidos da extrema-direita”
O aparecimento de partidos de extrema-direita na minha opinião aparecem por culpa exclusiva da própria direita conservadora onde os extremistas de direita não conseguem ter voz, e por isso a necessidade de criar um novo partido onde possam verbalizar as suas ideias de treta, que no fundo não é mais do que tentar entrar no “sistema”. E a Cristina faz bem em trazer estes temas porque esta gente do Chega é de facto perigosa, e ainda mais grave é que estão a crescer. É preciso não subestimar esta gente, e devemos estar atentos.
E cá temos o exemplo daquele que diminui, em vez de argumentar. A altivez do intelectualmente e moralmente superior, que apesar de não conseguir fundamentar uma crítica bem construída, opta por marginalizar quem não pensa como ele. Se isto é ser democrático, civilizado e ponderado, não é de espantar que o CHEGA ganhe terreno. Porquê? Porque fala, apresenta as suas ideias e ninguém, tal como este exemplo, é capaz de discussão útil, preferindo o insulto fácil e a arrogância moral. Obrigado pelo seu testemunho, veio exemplificar com bastante sentido de oportunidade, tudo aquilo que se tem escrito aqui.
Para: 19:04
Se alguém que não tem feito outra coisa senão insultar são os seus comentários de facto bem inconvenientes, e de foro inquisitório. A sua inconveniência de espertalhão mostra bem o seu caracter de machista frustrado com laivos de facho. Pois tenho direito a minha opinião, e não me meti com ninguém,nem insultei quem quer que seja, por isso o melhor que o inconveniente tem a fazer é meter-se na sua vidinha e fazer uma desparatização cerebral.
Marta (autora do comentário das 16:19)
Cara Marta, esta sua tirada acaba por ser totalmente conveniente a este post. Porque com o que acabou de escrever, é caso para dizer: NEM DE PROPÓSITO… assumiu-se!!!!
Para os Queridos: Inconveniente,Berto e Francisco
Nem de propósito, têm toda a razão!!!
Pois quem anda aqui todo assumido é o trio de namorados constituído por o Inconveniente o Berto e o Francisco num assédio a Cristina Torrão. Realmente mostram bem a vossa natureza de espirito libertino ou devasso, como lhes soar melhor!
Marta
Mas vai escrever alguma coisa de jeito, ou vai continuar na onda das ofensas? É que assim torna-se difícil trocar ideias. Porque simplesmente desse lado não vem nenhuma. Nada a que já não estejamos habituados. E assédio a Cristina? Mas o intuito da Cristina em postar neste blog é precisamente acender o debate. Acho eu, que a Cristina quer que a troca de opiniões surja, senão em vez de escrever aqui, escrevia no jornal. Ou a Cristina posta as suas coisas para depois ninguém dizer nada? Acho que não. Já no seu caso, não é assédio… o seu problema é intolerância.
Mas que belo argumento!
Intolerância!!! Ofensas!!!
E agora até se vitimiza! Que coisa mais triste!
Apenas fiz um pequeno comentário, e o inconveniente feito “bandoleiro” assaltou-lhe com criticas, totalmente desnorteadas, sem mostrar uma ideia construtiva que “arrebata-se” aquilo que comentei, ou seja a sua estratégia é de intimidação em que ao abordar faz do ataque pessoal e politico a sua melhor defesa.
O inconveniente tem sorte de eu ser um rapariga educada, e poupar-lhe nas intempéries, pois como é que eu posso debater com gente(cheganos) sem ideias e com conversas de caves mundanas, onde se reunem com discursos eunucos e monolíticos, que se enredam num rodízio com base em privações de liberdade bebidas na rabacuada mais ordinária de falsos ilustres.
Marta
Será que só eu é que reparei que desta vez o comentário foi assinado pela Marta? Precisamente quando chama o interlocutor de machista.
Berto
Por favor! O que é a direita conservadora?
Se é você, anónimo, que define o que é direita e, dentro desta qual é a progressista e qual a conservadora, convém explicar a quem se refere porque, fora da sua cabeça, mais ninguém percebe. Mas se for a direita que se define, como parece razoável, então, segundo Jaime Nogueira Pinto, uma da vozes mais respeitadas da direita em Portugal, antes do Chega e da IL a direita não tinha representação parlamentar e o PSD era a direita da esquerda.
Eu admito chamar ao PSD centro esquerda sendo o CDS centro direita e, de qualquer forma, para os “extremistas de direita” como diz, terem voz no parlamento, seria então dentro do PSD ou do CDS. É isso? É sua opinião que o PSD devia ter continuado a dar voz a André Ventura e o CDS a admitir Pacheco de Amorim e mais uns tantos para que não fundassem outro partido? E acha que André Ventura, Pacheco de Amorim e os militantes do PSD e do CDS estariam de acordo? Será que pensar é assim tão difícil?
Por outro lado, se André Ventura e o Chega são os “extremistas de direita” (atenção que ser extremista de direita não é o mesmo que ser da extrema-direita) muito gostava de saber o que serão o PNR de Pinto Coelho e o não sei quê de Mário Machado.
Para a Sra. Dra. Cristina Torrão fica o esclarecimento de que só a cognomino como “enfant terrible” do Delito de Opinião, porque acho as suas opiniões estranhamente vanguardistas e desempoeiradas para este blog de direita, conservador, capitalista e ultraliberal (do ponto de vista económico), de gente que vai à missa aos domingos de manhã (ou então aos sábados às 19 h, quando não está para se levantar cedo), que usa camisa azul, calça bege e sapatos de vela e e outras cenas maradas. Nunca foi minha intenção ofender a Sra. Dra. Cristina Torrão. Muito pelo contrário. Se há não entenda uma inofensiva brincadeira, só me resta rezar para que a estupidez não se transforme em água, senão morremos todos afogados… Já agora (para os amantes de “tailandês”): คริสติน่า ก้อน คุณเป็นคนที่น่ากลัวของอาชญากรรมทางความคิด Fica melhor assim?
Simples. Le Pen quer para a França o que Ventura quer para Portugal. Ou seja, Le Pen quer para a França o que André quer para Portugal. Ou seja, os nacionalismos querem para si o que não querem para os outros….dê-se um intervalo de tempo, mais ou menos fechado, aumente-se a temperatura de modo a cozinhar sem queimar…e voilà …conflito, a etapa natural do chauvinismo.
É precisamente isso, Vorph.

Parece-me que a Cristina Torrão sente um enorme

desejo sexual pelo André Ventura. Espero para seu bem
que esse facto não vire obsessão. O homem até é handsome.
Oh, comove-me preocupar-se com o meu bem.
Não consigo perceber o “êxito”, desta personagem! E o perigo que representa! Um charlatão e demagogo. Enfim…
Nem mais.
Só prova que ao contrário da esquerda, que toca em uníssono, a direita tem muito mais opções e é muito mais rica em idéias.
Marine é uma coisa e Ventura é outra.
Marine é anti UE, Ventura não.
Marine é mais nacionalista, Ventura, apesar de também o ser, tem no entanto uma vertente integracionista.
Nem de propósito, este post só vem demonstrar que as tentativas de colar um ao outro, são absurdas.
E vem também demonstrar que, porVentura, não será o bicho papão, comedor de criancinhas que tanto querem fazer dele.
Essa da «vertente integracionista» é de estalo.
Não estarei de acordo com o conceito de riqueza de ideias (perdão, “idéias”) da direita, mas a criatividade na escrita e flexibilidade argumentativa para justificar chauvinismo e populismo decalcado um do outro deixa-me prostrado de riso.
Apraz-me saber que Daniel Ribeiro (atenção que não é o fotógrafo de casamentos nem o realizador brasileiro nem o treinador de futebol (soccer) nos EUA) conhece finalmente dois dos mais avaramente guardados segredos da vida política portuguesa: André Ventura defende o ensino de português aos filhos de emigrantes portugueses em França e não deseja o fim da U.E..
E agora que Daniel Ribeiro sabe, já estarão reunidas as condições para as desejadas negociações entre entre o P.S. d) e o Chega.
Aguarda-se ainda que acresça a tão esperançosos eventos, o bónus da ruidosa abstenção de Cristina Torrão nas próximas eleições.
Como única nota negativa de tão auspiciosa sequência de eventos, consultando aniel-Ribeiro-2
https://expresso.pt/autores/2015-05-14-D
temos a lamentar que Daniel Ribeiro não seja idóneo para “always handsome”.
«André Ventura defende o ensino de português aos filhos de emigrantes portugueses em França» – enfim, chegou ao cerne da questão. No post anterior, desviaram o assunto, discutindo quem (dos comentadores) era a favor ou contra esse ensino.
Deve ser cansativo responder a todos os comentários a tentar passar entre as gotas da chuva. Como disse noutro comentário, privilegio a lógica e a razão e não há disso por aqui.
Cansativo? Nada disso, é bem divertido.
Comentários bem feitos, que discordem de mim, mas com boa argumentação, inteligente e lógica, exigem (e merecem) tempo na resposta.
Agora, comentários da treta, como estes, merecem respostas da treta, despachados num abrir e fechar de olhos.
Amigos amigos, negócios à parte. Le Pen e Ventura são muito amigos, mas quando a questão mete dinheiro, podem estar em desacordo. O ensino de português em França mete dinheiro do Estado francês, que Le Pen não quer gastar. A União Europeia dá muito dinheiro a Portugal, o que apraz a Ventura mas não a Le Pen.
Uma amizade bonita, que ultrapassa tantos obstáculos…
O líder do CHEGA não tem de esclarecer nada. O líder do CHEGA tem as suas idéias e o seu programa e a francesa tem o dela.
O facto de partilharem uma linha geral de posições políticas, não implica que também tenham de partilhar linhas mais específicas.
O líder do CHEGA já mostrou que não é daqueles de baixar as calcinhas, só para seduzir parceiros. Podem não gostar, podem duvidar, mas é ainda prematuro sentenciar. Algo que parece acontecer com frequência.
No final, o conselho que se deixa é informem-se. Leiam os planos políticos, económicos, sociais e legislativos e depois sim, critiquem. Mas critiquem com conhecimento de causa.
Muito sinceramente, este post é um tiro no pé.
Eu diria ainda mais: é um tiro nas calcinhas (do líder).
Esse anónimo faz-me lembrar aquela tipa (que poderia ser anónima) no congresso dos republicanos a gritar o discurso dela…
Assim até dá gosto.
Nem o omo lava mais branco conseguiu ter maior publicidade que esta Chega.
É um caso de marting como o calcitrim e todos os outras mezinhas anunciadas nas tvs que não se vende nas farmácias. É um caso de marting estudado nos métodos de vendedores da palavra do senhor. É um método de conversão como é feito pelas ditas igrejas evangélicas brasileiras. Repara-se no bracejar ou outros gestos para falar do assunto mais simplório.
Os temos são escolhidos para provocar e assim se falar no produto. Aquela dos ovários é de mestre: fala tu disso pra chatear que depois vou eu dizer que não senhor não pode ser, assim sempre toda a gente fala de nós.
Até nós agora estamos a escrever sobre a Le Pen e tal do ensino do português e o bracejante já disse por cá que dever ser proibido exercer qualquer cargo político quem não for português de descendência até aos afonsinhos.
Claro, quanto mais se fala, mais publicidade. Mas não será melhor do que ignorar e (ainda pior) subestimar? Bem sabemos o que acontece, quando ignoramos problemas, fazendo de conta que eles não existem.
Admito que, por vezes, não é fácil decidir, mas eu opto sempre pelo desmascarar e denunciar. Até porque esse tipo de publicidade a todo o custo, mais tarde ou mais cedo, cai no ridículo. E o “chega, chega” já vai caindo no ridículo. Esperemos…
O português é que tem que esclarecer o que a senhora colunista acha mal na francesa?
Claro! O português gaba-se da amizade que tem com a francesa.
Cristina Torrão, sim, a extrema-direita “tuga” está recheada dessas contradições e até, na minha humilde opinião, de outras muito mais evidentes do que essa que tem vindo a insistir em denunciar aqui no DO: segundo o que li hoje no Público, há até um grupo de (pseudo) intelectuais dessa área ideológica que pretende resgatar a sua “imagem”, porque, dizem eles, ela foi “enlameada” pelo Chega (“Acho que o Chega vai implodir e é de captar os bons estilhaços. O Chega acolheu muita gente que não interessa. Ficou cheio de hooligans”, “O Chega é um partido de gente do sistema, do pior que o sistema tem e que está louquinha para arranjar tacho no Governo. Andam a tentar fazer, apesar de o André o recusar, coligações para as autárquicas e legislativas seguintes [em 2023] para ver se ganham lugares”, etc, etc).
Como não poderia deixar de ser, como são “intelectuais” resolveram por começar da melhor possível: é que, como eles próprios reconhecem, nenhum deles é até “handsome” (e eu até diria, muito menos “always” – basta ver a foto publicada na notícia, para perceber que a coisa até se resume até muita mais a um “ever”…) e daí, «(…) uma das figuras contactadas até ao momento foi Suzana Garcia, antiga comentadora do programa da manhã da TVI (…). Contactada pelo PÚBLICO, a antiga comentadora confirmou o convite e disse tê-lo recusado.»
Como não conhecia a tal “Suzana Garcia” (é que até vivo longe do palco…), resolvi “googlar” o nome da tal “figura” e até acabei elucidado com o resultado que me surgiu: a criatura é uma verdadeira bênção, para todos os alucinados com o passado que originaram guerras mundiais (a 2.a até terá sido apenas a mais “inaceitável”), por ser dotada de tudo o que, supostamente, até é exigido ao papel que todos os nacionalistas europeus exigem… a criatura é uma verdadeira opulência da superioridade da raça, em tudo: da sua exuberante presença física às suas extravagantes opiniões públicas. Uma verdadeira deusa caucasiana na melhor tradição judaico-grega-cristã da Europa nacionalista que até, na verdade, fez algures parte parte do discurso oficial da ”EU”!
Só deus sabe, porque raio, ela até recusou assumir esse papel em que ela até tanto investiu?!?! Teria a ver com o “gang of 8” da foto do Público?….
Cristina Torrão, se não reconhermos que a extrema-direita europeia não surgiu do nada, que ela nasceu do sempre arriscado jogo dos partidos do “centrão” que a incentivarem… tal como a existência do Chega até foi sancionada pela nossa “democracia”: eles, de acordo com o nosso tribunal constitucional, até disseram que defendiam a Democracia… vamos acabar por andar anos, e mais anos, nesta lengalenga: é que o Ventura e a Le Pen, como no passado, é a cura contra a suposta iminente ameaça “bolshevique”!
“Só deus sabe, porque raio, ela até recusou assumir esse papel em que ela até tanto investiu?!?!”
No pouco tempo que passei em Luanda (e até achei demais) não pude avaliar o ensino básico mas os seus textos levam-me a supô-lo ao nível do urbanismo.
P.S. – “Deus” escreve-se sempre com “D” maiúsculo ainda que não inicie uma frase.
P.S.2 – A repetição de “ela até” na mesma frase (na mesma linha) é “elegante”.
«No pouco tempo que passei em Luanda (e até achei demais)»
Antes de mais até lhe quero expressar a minha mais profunda simpatia para com a situação a que foi sujeito, descrita no seu comentário – apesar de eu, ao contrário de si, até tive a suposta “sorte” de me darem o tratamento de “24/20” (ou seja 24 horas com 20 quilos de bagagem) para abandonar o meu país. Estou a queixar-me? Não, não estou! Eu quando decidi renunciar à nacionalidade angolana até sabia o que me esperava, mas até sobre isso nem me quero pronunciar… pelo menos aqui. É que há matéria que, definitivamente, até sei que é definitivamente complexa demais para discutir com quer que seja… e muito menos com quem «No pouco tempo que pass(aram) em Luanda (e até ach(aram) demais)».
Nada tenho a objectar à sua conclusão de que «os (m)eus textos (o) levam(…) a supô(r)-me ao nível do urbanismo» e isto porque: a) não faço a mínima ideia do que possa significar “nível do urbanismo”; b) e até espero que compreenda essa minha lacuna: é que eu nasci e vivi sempre “nas áfricas”… o que raio até mais poderia esperar de mim? E c) pelo que vem a seguir no seu comentário, até o compreendo… e por isso até decidi abordá-los:
«P.S. – “Deus” escreve-se sempre com “D” maiúsculo ainda que não inicie uma frase.»
Não me leve a mal mas eu escrevo deus como até me apetece e até mesmo obedecendo às regras gramaticais da língua portuguesa: é que eu não tenho de reconhecer o seu “D”… para mim, ele será sempre um “d” e não o seu “D”! Claro, nada tenho a objectar a que Você o descreva como Deus: o meu cérebro é um fenómeno: consegue ler D e entendê-lo como d!
«P.S.2 – A repetição de “ela até” na mesma frase (na mesma linha) é “elegante”.» Obrigado pelo elogio! Confesso que até nunca foi objectivo meu, nos meus comentários, alcançar um qualquer nível literário superior ao do normal comentário: sempre apenas pretendi manifestar a minha opinião da melhor maneira, isto é, da maneira mais clara e sem qualquer dúvida, que me era possível. Ou seja, meu único objectivo é ser claro e não, “elegante”…mas “prontos”, se fui “elegante” até descubro uma razão para me sentir orgulhoso! Obrigado Francisco Almeida!
Não quero que continue na ignorância do que penso sobre o urbanismo de Luanda, que, por sinal, até foi escrito em resposta a um seu comentário sassinato-em-cabo-delgado-11787416?threa d=95817368#t95817368
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/as
Claro que escreve como lhe apetece e também claro que o faz ao nível do urbanismo de Luanda. Mas está a escrever para outros lerem e: no/fono31_2.php
a) se tivesse respeito por outros de diferente credos, escrevia Deus com maiúscula;
b) se fosse capaz, utilizava os dois pontos correctamente.
https://www.soportugues.com.br/secoes/fo
(é brasileiro mas serve)
P.S. 1 – Lamento profundamente que tenha renunciado à nacionalidade angolana.
P.S. 2 – Continuarei a ler atentamente os seus comentários pois acho que me poderão poupar algum tempo de purgatório.
Não seja tão picuinhas, Francisco Almeida! Há (pelo menos) um escritor português premiado e muito conceituado que escrevia tudo com minúsculas, mesmo depois de pontos finais. Escrevia o seu próprio nome com minúsculas (uso um tempo passado, pois acho que ele mudou de ideias; mas tem muitos livros publicados assim escritos; e com certeza que a palavra “deus” também por lá surge).
Isso de dizer «se tivesse respeito por outros de diferente credos, escrevia Deus com maiúscula» é uma afirmação muito subjectiva.
Descontraia-se!
Pois Cristina, passar entre os pingos da chuva nem sempre é fácil.
Citando:
“Claro, nada tenho a objectar a que Você o descreva como Deus: o meu cérebro é um fenómeno: consegue ler D e entendê-lo como d!”
Esse escritor que mencionou, escreveu tudo em minúsculas, enquanto este ex-angolano e putativo tailandês inicia as frases e até escreve “Você” com maiúsculas. Como exemplo não cola.
Já há anos que deixei de ser o leitor “quilométrico” que fui e agora só leio livros novos depois de ler uma crítica apelativa o que não aconteceu com Valter Hugo Mãe.
Mas como o incumbente aprecia e agradece que lhe gabem a “elegância” que me diz à “elegância” de dois conjuntos de dois pontos na frase citada?
Se voltar a leccionar portugueses na Alemanha podia talvez aproveitar como exercício de estilo.
Recomendo. ccardo-marchi-os-lideres-dos-grandes-par tidos-de-centro-psd-e-cds-sempre-estiver am-mais-a-esquerda-do-que-as-suas-bases
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ri
António Vaz, esperemos que sim, que o Chega impluda. Este tipo de partidos atraem sempre todo o tipo de gente insatisfeita, desde pessoas com alguma noção da realidade, até alienados e psicopatas, que vivem num mundo paralelo (e, infelizmente, sempre prontos para exercer a violência). Mais cedo, ou mais tarde, isso faz-se sentir. O mesmo acontece com o AfD, o partido da extrema-direita alemão, que também chegou ao Parlamento (Bundestag), mas que, há bastante tempo, se debate com dificuldades com os nazis “linha dura” que lá se infiltraram, alguns conseguindo posição de destaque. Não que o AfD não simpatize com nazis, mas tenta fugir a essa “linha dura” (para manter as aparências).
Os Venturas e as Marines aparecem por um motivo muito simples. Porque a esquerda exagera na sua esquerdice. Escolhe cavalos de batalha errados, despropositados e fora de tempo e enfrenta essas batalhas de forma desproporcional. Depois porque tem uma óbvia lacuna de princípios democráticos, ao não aceitar o contraditório. Opta por diminuir e entrar pelo caminho da jocosidade, em vez de ouvir, analisar e partir para a contra argumentação. Em vez disso prefere elevar-se numa espécie de superioridade moral e de inteligência, apelidando o oponente de estúpido, ou de pouco inteligente. Foge do debate, ou refugia-se no argumento de quem não pensa como eu é burro, machista, racista, ou outro ista qualquer que sirva para maquilhar a falta de capacidade de discussão.
Aqui nestes comentários isso parece bastante evidente. Faz lembrar aquelas miúdas populares do colégio, que marginalizam as outras que não têm ténis de marca, ou que as mamãs não lhes pagam as viagens de finalistas a Barcelona. Daí que a expressão esquerda caviar cada vez faça mais sentido.
Ora infelizmente não percebem que, quanto mais esta marginalização acontecer, quanto mais se esconderem do debate e refutação de idéias e mais se concentrarem na diminuição, omissão e pseudo superioridade moral e de inteligência, mais ganham os Venturas e as Marines.
E isto é transversal. Ainda há poucos dias surgiu num canal noticioso um debate político sobre a direita em Portugal. Pasme-se quando se descobre que o tal CHEGA não foi convidado.
Este é um pequeno exemplo da tal estratégia de omissão e descredibilização de baixo nível e fraca ética, que vivemos hoje em dia.
Tal como exemplo são as respostas a certos comentários que não seguem a linha do politicamente correto, aqui mesmo. Onde não se responde com argumentos, mas sim com comentariozinhos jocosos, irónicos e desprovidos de conteúdo útil.
Mais inacreditável é a óbvia ignorância daquilo que se critica. Quando se critica alguma coisa, convém primeiro estudar essa coisa. Perceber o que é, o que defende, o que pretende, como aparece. Criticar algo só porque sim, é atroz.
Comentários desprovidos de conteúdo útil merecem respostas dessas. Quem não apresenta argumentação válida e passa ao ataque pessoal, não merece que eu perca tempo em grandes considerações.
Concordo em parte com o que O Inconveniente disse (nomeadamente, no respeitante à chamada “esquerda caviar”). Só é pena que, no fim, tenha caído no caminho fácil de se armar em professor.
Bem escrito e melhor fundamentado mas que interessa isso .
Esta “gente” anda tão cega / excitada que já nem lhes passa pela cabeça que possam existir pessoas que podem encontrar virtude numa ideia do PCP, ou do BE sendo de direita ou mesmo do Chega que como se comprova (não sabia do debate que menciona) não é considerado de direita.
WW
Pois esse é de facto um problema que surge com os exageros e os extremismos. Neste momento a política parece o futebol, onde tudo o que vem do antagonista é logo à partida mau. Depois de verificar que a AR passou a contar com maior variedade de idéias, perdi algum do meu tempo a estudar o que cada partido queria. Cheguei à conclusão de que para ser o partido perfeito para mim, teria de haver um que bebesse determinadas opiniões de cada um deles. Infelizmente do Livre não consegui retirar nada de útil, mas de todos os outros fui buscar pontos que vão de encontro aos meus princípios. Mas infelizmente as coisas estão tão extremadas, que se torna impossível o diálogo entre eles. Sobre o CHEGA, sinceramente vi com bons olhos a sua chegada. É de enorme divertimento verificar o incómodo que o homem cria. Para os seus oponentes, o uso da máscara foi uma benção, pois as expressões que fazem quando algumas verdades inconvenientes são ditas, é de chorar a rir. Outra coisa que trouxe foi a demonstração de que o nosso PM é completamente impreparado, grosseiro a roçar o mal educado, brejeiro por vezes e intelectualmente limitado. E vê-lo gaguejar e incapaz de responder às questões do Ventura é de uma enorme diversão, tal como é de uma enorme tristeza. Se a princípio se pensava que a política portuguesa ficaria mais rica com a chegada destes novos partidos, chega-se à triste conclusão que ficou mais pobre. As elites fecham-se, os compadrios aumentam, os amiguismos ganham força. O controlo da sociedade civil, com laivos de ditadura e censura causa arrepios, como a manipulação da CS, ou a nova pide do facebook. Os partidos tradicionais fazem acordos às escondidas, para retirar margem a estes novos rebeldes e a oposição faz a triste figura que anda a fazer. O governo parece uma organização familiar, tipo cosa nostra, o bonacheirão do PM é um autêntico padrinho DDT, o presidente é uma anedota e ninguém se apercebe que tudo isto leva um CHEGA ao colo, dá-lhe combustível.
Concordo inteiramente com o que escreve, um pouco fora do tema deixo-lhe 1 vídeo quanto a mim muito interessante (não sei se percebe italiano)
https://www.youtube.com/watch?v=I6axobDz IBw
O vídeo é da temporada 10 do “Polvo” , tenha especial atenção ao que diz Tano Caridi sobre o Estado e a economia
WW
«Sobre o CHEGA, sinceramente vi com bons olhos a sua chegada.» Ora cá está uma declaração desnecessária e inútil: é que, ó “O Inconveniente”, qualquer leitor (independentemente da sua posição ideológica) dos seus 2 comentários aqui colocados retiraria rapidamente essa conclusão! Mas lá está, vade retro satana, se V. até é um simpatizante do Chega: na verdade, como diz, «Cheg(ou) à conclusão de que para ser o partido perfeito para (si), teria de haver um que bebesse determinadas opiniões de cada um deles» com uma excepção, a de que «Infelizmente do Livre (onde até) não consegui(u) retirar nada de útil» – seria intelectualmente estimulante que revelasse as tais “determinadas opiniões” que descobriu no BE, PEV, PCP e PS que não descobriu também no Livre !!!
Se há algo em que até estou de acordo consigo é quando escreveu que «Os Venturas e as Marines aparecem por um motivo muito simples. Porque a esquerda exagera na sua esquerdice»: é que isso é apenas de uma evidência tão simplória que até chega a ser surpreendente que a evoque… não como o que ela tem de verdade (uma reacção dos trogloditas da direita ao avanço da Humanidade) mas sim como uma espécie de apelo ao imobilismo social: não façam ondas para não aparecerem ventura e afins… pretendendo uma inocência tão “desnecessária e inútil” quanto a sua afirmação com que iniciei este comentário, explique-me lá porque raio é que a “esquerda” até deveria abdicar da tal “esquerdice” de que fala? Para se parecer com a direita?
Possivelmente será uma confusão minha quando associo que para V., «a expressão esquerda caviar cada vez faça mais sentido» tem a ver com o que escreveu («Aqui nestes comentários isso parece bastante evidente. Faz lembrar aquelas miúdas populares do colégio, que marginalizam as outras que não têm ténis de marca, ou que as mamãs não lhes pagam as viagens de finalistas a Barcelona.») – sem querer ser inquisitório, pergunto-lhe o que o leva a julgar que alguma esquerda até pode ser pintada como o que V. pintou? Dê exemplos!
Antes de mais, sugiro que interprete as frases na sua totalidade e não retire apenas a parte que lhe convém, ou não convém.
Quando digo que a esquerda exagera na sua esquerdice, não quero com isto dizer que a esquerda deve deixar de ser esquerda. Apenas que o exagero em certas batalhas e a forma como essas batalhas são combatidas, fomentam o surgimento do oposto. Como exemplo dou-lhe as lutas quase selvagens sobre racismo, colonialismo, defesa dos animais, violência policial, cultura. E repare, critico a luta selvagem e violenta sobre estes assuntos, não a legitimidade da luta. E é nessa vertente que falo em exagero de esquerdice. É inadmissível que partidos políticos associados a estes movimentos não se distanciem das ações violentas, do discurso de ódio contra os polícias, contra o português, contra Portugal. As pessoas comuns não se revêem nestas lutas, daí optarem pelo oposto, daí o oposto crescer. Eu não sou simpatizante do CHEGA, nem de qualquer outro partido. Já votei da esquerda à direita, consoante a situação do país, da europa, ou do mundo. A chegada do CHEGA e da IL mostrou o estado de marasmo da política nacional, as relações promíscuas entre partidos, entre políticos, familiares, amigos, estado, empresas e bancos. Mostrou a fragilidade do sistema judicial, as suas lacunas e incapacidades legais. E o resto, em vez de levar aquilo a sério, preferiu desprestigiar. Olhou para aqueles dois isolados e do alto da sua arrogância, achou que não iam longe. Enganaram-se. E até o meu caro cai no mesmo erro, pois ao assumir que sou simpatizante do CHEGA, prefere diminuir-me do que levar-me a sério. Como se eu, caso fosse CHEGA, não tivesse o seu nível intelectual, fosse estupido, racista, nazi ou fascista. Cá está a arrogância que tanto combustível dá a estes partidos. E enquanto achar que os direitas são trogloditas, nunca conseguirá enriquecer as suas opiniões. Provavelmente nunca procurou conhecer os programas dos partidos mais à direita, tal como muita gente, que ridiculariza, sem conseguir argumentar, porque não conhece. Quando se assobia para o lado e se convence que os CHEGAS não existem, quando não lhes dão tempo de antena como dão aos outros, quando se recusam a entrevistá-los, quando no debate na AR não se consegue confrontar com argumentos, mas apenas com insultos e frases feitas, apenas fazem com que o fenómeno ganhe terreno. Ferro Rodrigues percebeu isso. Convido-o a procurar no youtube as intervenções de Ferro vs Ventura até maio de 2020 e depois de maio de 2020. Ferro percebeu que o ataque que fazia e a forma nada isenta com que desempenhava as suas funções, o estavam a enfraquecer a ele e a fortalecer Ventura. Mas lá está, é preciso pesquisar, não é só falar de cor com base em idéias e informações vagas. Se se der ao trabalho de ver que no youtube este partido tem um alcance muito maior que os outros e quiser perceber porquê, chega à conclusão que esta marginalização só lhe dá pontos nas redes sociais. E acredite que é bem divertido de ver.
Gabo-lhe a pachorra.
«Antes de mais, sugiro que interprete as frases na sua totalidade e não retire apenas a parte que lhe convém, ou não convém.»
Não sei onde é que descobriu que sobre a frase que citei, sic, «Sobre o CHEGA, sinceramente vi com bons olhos a sua chegada.» não era uma “frase na sua totalidade” e que até «retire(i) apenas a parte que (m)e convém, ou não convém.»?!? Mas claro, esse até é o seu pequeno equívoco inicial…
«Quando digo que a esquerda exagera na sua esquerdice, não quero com isto dizer que a esquerda deve deixar de ser esquerda. Apenas que o exagero em certas batalhas e a forma como essas batalhas são combatidas, fomentam o surgimento do oposto» – E lá voltamos nós ao círculo vicioso que evidentemente, V. parece não estar disposto a perceber: o que V. descreve como “exagero” é apenas o deve ser exigido à esquerda. «fomentam o surgimento do oposto»? Não, meu caro. O “oposto” já existia só que acomodado à situação e, por isso, não sentia necessidade de, como V. diz, “surgir”. Sim, a “novidade” aqui é que alguma esquerda resolveu incorporar no seu discurso toda uma série de causas que aparecem como novas mas que até existem há muito.
«Como exemplo dou-lhe as lutas quase selvagens sobre racismo, colonialismo, defesa dos animais, violência policial, cultura. E repare, critico a luta selvagem e violenta sobre estes assuntos, não a legitimidade da luta.» – o que eu acho interessante nesta sua frase é o quanto ela encerra de dramático (“as lutas quase selvagens”) quanto à nossa responsabilidade histórica na maioria dos temas que elenca: na verdade, até por parte dos países que colonizámos, se verifica a atitude de brandos costumes!
Depois de ler algures as tais «ações violentas, do discurso de ódio contra os polícias, contra o português, contra Portugal» decidi que sim, que de facto a esquerda “exagera”… e que todos os que se queixam disso, que nunca são da direita “populista”, “intelectual” ou “naturalista”, até têm razão… e porque não? Se silenciarem os que teimam em reclamar, a que distância é que está a sociedade perfeita que vocês reclamam que existia até à pouco tempo?
Mas qual é a parte que você não percebe? É assim tão difícil? Mas alguma vez escrevi que as pessoas não têm o direito de reclamar, ou de se manifestar? O que não compreendo são as ações violentas, destrutivas e com mensagens de ódio que utilizam como veículo para reclamar.
Eu acho que está bem explícito, se você não quer ler corretamente, já é um problema seu.
Peço desculpa…. e ao cúmulo que isto chega, pedir desculpa por não compreender que se pilhem estabelecimentos, que se destrua propriedade, que se agrida os polícias, que se deseje a sua morte, que decapitem estátuas, que se vandalizem monumentos e que se rotule um país inteiro de racista.
Ah, Christine Torrón. Vous continuez à être l’enfant terrible du Délit d’Opinion…
Já percebi que V. fala “estrangeiro”… não é o meu caso (ou até pode ser, se V. estiver disposto a dialogar comigo em tailandês que até a única forma em que também falo em “estrangeiro”).
Descrevê-la, à “Christine Torrón” como «l’enfant terrible du Délit d’Opinion» é, não me leve a mal, apenas uma palhaçada sem qualquer fundamento, ou alternativamente, um carinho até permitido aos seus amigos mais chegados mas que, até ela própria recusa… ou se preferirem, não quer assumir: «Concordo em parte com o que O Inconveniente disse (nomeadamente, no respeitante à chamada “esquerda caviar”).» É que lá esta, ela até acha que, tal como “O Inconveniente”, de algum modo, a «chamada “esquerda caviar”» deve ser apontada como a “culpada”… e porque não?
António Vaz, nunca fui, nem sou de esquerda (embora ande muito desiludida com a direita, a democrática, que sempre aceitou a, e se inseriu na, democracia pós-25 de Abril). É verdade que concordei, em parte, com o Inconveniente, quando ele falou na tendência de a esquerda achar possuir «superioridade moral e de inteligência». Mas isto não quer dizer que eu responsabilize unicamente a esquerda pelo aparecimento de partidos da extrema-direita. Todos os partidos que, até agora, estiveram no governo, são culpados! Porque se vergam ao capitalismo desenfreado (sim, também uma certa esquerda, que, na verdade, pouco se diferencia da direita). Nada fazem para travar a pobreza e a desigualdade social e as pessoas sentem-se sozinhas com os seus problemas. Esta onda de descontentamento é que as leva para partidos extremistas, pois há um grande desejo de repor a “verdadeira ordem” (que elas julgam que já existiu, no passado, mas que, na verdade, nunca existiu; é uma espécie de ilusão da infância, quando vivemos no microcosmos da família, na ilusão de que tudo está em ordem e o mundo faz sentido).
Não faço ideia de quem resolveu apelidar-me de “enfant terrible”, o autor do comentário é tanto anónimo para mim, como para si. E realmente não sei se ele o diz com sentido irónico, ou se posso considerá-lo um elogio. Uma coisa é certa: se eu, de facto, sou “enfant terrible”, não é com desejo de me destacar, mas sempre, e só, por defender aquilo em que acredito.
Acho que ninguém é contra a desigualdade social. Mas cada vez existem mais pessoas contra esta forma de diminuir essa desigualdade.
E esta forma levada a cabo pela esquerda atual, para além de apenas adiar a desigualdade, nada faz para promover a elevação dos mais diminuídos.
Não se acaba com a desigualdade com subsídios, cheques prenda, ou isenções. Acaba-se com formas que ajudem as pessoas a elevarem-se. Para isso responsabilidades devem ser exigidas. Contrapartidas. Compromissos. As pessoas devem ser imbuídas num espírito de retribuição e de iniciativa para lutarem por algo mais que um subsídio grátis. Infelizmente isso não acontece. Acomodam-se a esse tipo de vida fácil e o estado não exige absolutamente nada, nem tão pouco penaliza aqueles que se dedicam a prejudicar os seus concidadãos. Com esta esquerda a classe média vê-se depauperada e revoltada com a injustiça com que é tratada. E arrisca-se a passar para o outro lado rapidamente. A justiça continua lenta, incompetente e demasiado branda, amarrada por uma CRP obsoleta em termos de poder sentencial dos juízes e em termos de burocracia inacreditável. A esquerda abandonou o país, as batalhas que escolheu travar, nomeadamente neste final de ano, não vão de encontro ao cidadão comum. Veja-se as exigências de um BE para aprovar o OE 2021.
Ou seja, a desigualdade não se combate com esmolas. Combate-se com princípios de sociedade, com formação cívica e social, com meritocracia sobre quem cumpre e procura elevar-se. O estado ser o dínamo da economia, como é o nosso caso, é um erro. O dínamo deveria ser a iniciativa privada, as empresas. Só assim se diminui a despesa do estado e se aumenta a receita. Mais produção, mais receita. Ou seja, a palavra certa é responsabilizar. Com esse princípio presente, o combate à desigualdade seria muito mais eficaz.
“Mas isto não quer dizer que eu responsabilize unicamente a esquerda pelo aparecimento de partidos da extrema-direita”
O aparecimento de partidos de extrema-direita na minha opinião aparecem por culpa exclusiva da própria direita conservadora onde os extremistas de direita não conseguem ter voz, e por isso a necessidade de criar um novo partido onde possam verbalizar as suas ideias de treta, que no fundo não é mais do que tentar entrar no “sistema”.
E a Cristina faz bem em trazer estes temas porque esta gente do Chega é de facto perigosa, e ainda mais grave é que estão a crescer.
É preciso não subestimar esta gente, e devemos estar atentos.
E cá temos o exemplo daquele que diminui, em vez de argumentar. A altivez do intelectualmente e moralmente superior, que apesar de não conseguir fundamentar uma crítica bem construída, opta por marginalizar quem não pensa como ele.
Se isto é ser democrático, civilizado e ponderado, não é de espantar que o CHEGA ganhe terreno. Porquê? Porque fala, apresenta as suas ideias e ninguém, tal como este exemplo, é capaz de discussão útil, preferindo o insulto fácil e a arrogância moral. Obrigado pelo seu testemunho, veio exemplificar com bastante sentido de oportunidade, tudo aquilo que se tem escrito aqui.
Para: 19:04
Se alguém que não tem feito outra coisa senão insultar são os seus comentários de facto bem inconvenientes, e de foro inquisitório.
A sua inconveniência de espertalhão mostra bem o seu caracter de machista frustrado com laivos de facho.
Pois tenho direito a minha opinião, e não me meti com ninguém,nem insultei quem quer que seja, por isso o melhor que o inconveniente tem a fazer é meter-se na sua vidinha e fazer uma desparatização cerebral.
Marta
(autora do comentário das 16:19)
Cara Marta, esta sua tirada acaba por ser totalmente conveniente a este post. Porque com o que acabou de escrever, é caso para dizer: NEM DE PROPÓSITO… assumiu-se!!!!
Para os Queridos: Inconveniente,Berto e Francisco
Nem de propósito, têm toda a razão!!!
Pois quem anda aqui todo assumido é o trio de namorados constituído por o Inconveniente o Berto e o Francisco num assédio a Cristina Torrão.
Realmente mostram bem a vossa natureza de espirito libertino ou devasso, como lhes soar melhor!
Marta
Mas vai escrever alguma coisa de jeito, ou vai continuar na onda das ofensas? É que assim torna-se difícil trocar ideias. Porque simplesmente desse lado não vem nenhuma.
Nada a que já não estejamos habituados.
E assédio a Cristina? Mas o intuito da Cristina em postar neste blog é precisamente acender o debate. Acho eu, que a Cristina quer que a troca de opiniões surja, senão em vez de escrever aqui, escrevia no jornal.
Ou a Cristina posta as suas coisas para depois ninguém dizer nada? Acho que não.
Já no seu caso, não é assédio… o seu problema é intolerância.
Mas que belo argumento!
Intolerância!!!
Ofensas!!!
E agora até se vitimiza!
Que coisa mais triste!
Apenas fiz um pequeno comentário, e o inconveniente feito “bandoleiro” assaltou-lhe com criticas, totalmente desnorteadas, sem mostrar uma ideia construtiva que “arrebata-se” aquilo que comentei, ou seja a sua estratégia é de intimidação em que ao abordar faz do ataque pessoal e politico a sua melhor defesa.
O inconveniente tem sorte de eu ser um rapariga educada, e poupar-lhe nas intempéries, pois como é que eu posso debater com gente(cheganos) sem ideias e com conversas de caves mundanas, onde se reunem com discursos eunucos e monolíticos, que se enredam num rodízio com base em privações de liberdade bebidas na rabacuada mais ordinária de falsos ilustres.
Marta
Será que só eu é que reparei que desta vez o comentário foi assinado pela Marta?

Precisamente quando chama o interlocutor de machista.
Berto
Por favor! O que é a direita conservadora?
Se é você, anónimo, que define o que é direita e, dentro desta qual é a progressista e qual a conservadora, convém explicar a quem se refere porque, fora da sua cabeça, mais ninguém percebe.
Mas se for a direita que se define, como parece razoável, então, segundo Jaime Nogueira Pinto, uma da vozes mais respeitadas da direita em Portugal, antes do Chega e da IL a direita não tinha representação parlamentar e o PSD era a direita da esquerda.
Eu admito chamar ao PSD centro esquerda sendo o CDS centro direita e,
de qualquer forma, para os “extremistas de direita” como diz, terem voz no parlamento, seria então dentro do PSD ou do CDS. É isso? É sua opinião que o PSD devia ter continuado a dar voz a André Ventura e o CDS a admitir Pacheco de Amorim e mais uns tantos para que não fundassem outro partido? E acha que André Ventura, Pacheco de Amorim e os militantes do PSD e do CDS estariam de acordo? Será que pensar é assim tão difícil?
Por outro lado, se André Ventura e o Chega são os “extremistas de direita” (atenção que ser extremista de direita não é o mesmo que ser da extrema-direita) muito gostava de saber o que serão o PNR de Pinto Coelho e o não sei quê de Mário Machado.
“… por defender aquilo em que acredito.”
Mas a questão é que não defende. Afirma e ataca.
Para a Sra. Dra. Cristina Torrão fica o esclarecimento de que só a cognomino como “enfant terrible” do Delito de Opinião, porque acho as suas opiniões estranhamente vanguardistas e desempoeiradas para este blog de direita, conservador, capitalista e ultraliberal (do ponto de vista económico), de gente que vai à missa aos domingos de manhã (ou então aos sábados às 19 h, quando não está para se levantar cedo), que usa camisa azul, calça bege e sapatos de vela e e outras cenas maradas. ด
Nunca foi minha intenção ofender a Sra. Dra. Cristina Torrão. Muito pelo contrário. Se há não entenda uma inofensiva brincadeira, só me resta rezar para que a estupidez não se transforme em água, senão morremos todos afogados…
Já agora (para os amantes de “tailandês”):
คริสติน่า ก้อน คุณเป็นคนที่น่ากลัวของอาชญากรรมทางความคิ
Fica melhor assim?
Merci
A minha primeira impressão era que de facto me estava a fazer um elogio. Mas, neste mundo virtual, por vezes, é difícil distinguir intenções.