![thumbnail_20201006_143359[1].jpg thumbnail_20201006_143359[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21923797_7VTFJ.jpeg)
Quase em uníssono, numa verdadeira demonstração de unicidade institucional, o Presidente da República (nas linhas) e a ministra da Saúde (nas entrelinhas) vieram alertar-nos: o Natal, este ano, não será Natal.
Será um Natal virtual, à distância, com a brigada anti-contágios sempre vigilante. Contra o novo coronavírus, enquanto os portugueses vão morrendo (mais seis mil do que a média dos cinco anos anteriores) sobretudo com as velhas doenças. Mas morrem entre as quatro paredes domésticas, solitários como nunca, cada vez mais fechados em casa por terem medo de frequentar os hospitais.
Como não recear a nova peste se todas as noites, serão após serão, somos brindados com horas de noticiário em exclusivo sobre a pandemia, criando-se assim a ilusão de que todas as outras causas de infecção e morte foram banidas do planeta?
Deixou de haver doenças cardíacas, deixou de haver doenças oncológicas, deixou de haver acidentes vasculares cerebrais. Já não há homicídios, já não há suicídios, já não há “sinistralidade rodoviária” (eufemística alusão aos assassínios no asfalto), já não há violência doméstica. Ninguém mais ouviu falar de tudo isto, que antes dominava os telediários.
Nem sequer uma palavra, nos dias que vão correndo, sobre os riscos do aquecimento global, o degelo no Pólo Norte e a desmatação da Amazónia. Até a menina Greta se eclipsou do mapa mediático. “Vinte-vinte” é o ano do vírus. E 2021 ameaça repetir a dose, sem fim à vista.
Entretanto os centros comerciais vão fazendo pela vida nesta era de incertezas. Num deles, vi há uma semana exacta o cartaz que ilustra este texto – prova evidente de que o Natal se tornou mera abstracção, alheio às contingências do calendário. Falta pouco para começar na Páscoa. Ou no Carnaval.
Natal partilhado à distância de um clique no ilusório aconchego do zoom. Com distância física de tudo, excepto de um ecrã de computador.
O passo seguinte será a instalação de barreiras de acrílico em todas as divisões dos apartamentos domésticos, sob minuciosa fiscalização das brigadas sanitárias. E depois outras, a dividir cada divisão. Até cada um de nós se encerrar, devidamente “higienizado”, no metro quadrado tumular que lhe couber em sorte ainda em vida.
Prendas para a quadra? Façam desde já a vossa lista: máscaras com símbolos natalícios, luvas da cor da barba do Pai Natal, álcool gel com aroma de rena nórdica – tudo made in China, o país de origem do vírus. Deve ser isto a que alguns chamam “economia circular”.
Feliz Natal, portanto. Seja lá o que isso for.

Bom dia Pedro Correia.
Lá está, creio que havia uma canção que dizia – “Natal será quando um homem quiser”. Ou estou enganado? Se não estou enganado, então há que reconhecer ao cantor um excelente poder de premonição. Boa semana. Saúde.
António Cabral.
Ps: releve o atrevimento, veja no meu blogue um exemplo do que dá saúde, no caso “caminhada” . Dá saúde e ajuda a esquecer por momentos esta gente toda que nos pastoreia e dá cabo da nossa paciência
Caminhar dá saúde, sim, meu caro. Sobretudo à hora dos mais populares telediários.
Constitui um poderoso antídoto contra esta engrenagem que pretende sepultar tanta gente em vida. Confundindo precaução com proibicionismo de todo o género. Como se isolar toda a gente de tudo e de todos não acelerasse o declínio mental e não estimulasse perturbações do foro psicológico em gente de todas as idades.
Como se a solidão imposta à força, até com a chancela das entidades sanitárias e a bênção das autoridades políticas, não matasse também.
Excelente comentário.
Aprecio que o Pedro Correia esteja a despertar para os terríveis malefícios da política anti-covid levada a cabo pelo governo, com a cumplicidade ou tolerância de praticamente todos os partidos.
A pretexto do Covid, este país tem vindo a transformar-se numa casa de doidos.
Depressivos, amargurados, angustiados, solitários – e pobres.
Em tom de galhofa politiqueira, uma vez e outra, foi dizendo o PM que a expressão “vinha aí o diabo”, supostamente usada por Passos Coelho, era um disparate.
Pois o diabo chegou mesmo. E andamos todos a levar com ele.
Pois o meu Natal será com os mais velhos. Estes tecnocratas esboçam estratégias com uma máquina de calcular, esquecendo-se que nós somos também as nossas emoções. Infelizmente são cada vez mais, os mais velhos, com problemas emocionais advindos desse isolamento desumano e profilático (nem imagino os que há meses não sentem um abraço)
Que se quilhem esses estrategas sociopatas.
Os mais velhos têm vindo a ser exterminados nos novos “bunkers da morte” a que alguns se atrevem a chamar lares.
“Bunkers” que funcionam ilegalmente, por vezes a metros de distância das sedes autárquicas. Sem fiscalização, sem condições mínimas, porque o Estado fecha os olhos sabendo que jamais poderá acorrer àquela gente sem poder reivindicativo, sem acesso aos telejornais, deixada ao abandono e ao desamparo.
Há sete meses que estes desgraçados (os que ainda não morreram do vírus ou de outra causa) vegetam em reclusão, isolados do mundo, sujeitos ao pânico e à depressão, sem poderem sequer ver familiares.
Condenados à morte ainda em vida. Sem grupos de pressão, cá fora, a fazer manifestações por eles, a gritar por eles, a exigir que sejam tratados com a dignidade que merecem.
“Condenados à morte ainda em vida. Sem grupos de pressão, cá fora,”
Uma grande e triste verdade
Cada “lar” tornou-se numa pedra tumular.
Ouvi ontem, um sarcástico amigo, no fio da navalha: estão no “Velhão”!
Sim, uma espécie de vidrão só para velhos.
Faz sentido, dentro do sem-sentido de tudo isto.
Isso é algo que me tem feito imensa confusão. Fala-se tanto de casos de infecção em lares ilegais, como se a legalidade de um lar fosse um mero detalhe. Por que raio existem tantos lares ilegais?
Eu imagino qual será a resposta, mas julgo que é algo que ninguém com responsabilidades políticas quererá dizer em voz alta.
João Campos, leia isto e fica aperceber tudo:
https://observador.pt/opiniao/a-hipocris ia-dos-lares/
“Por que raio existem tantos lares ilegais?”
Porque para não serem ilegais teria de se construir de raiz em vez de se usar casas de habitação.
Agora pense quanto custaria uma mensalidade ao ser necessário esse investimento.
lucklucky
Tem sido uma questão que tenho feito a muito boa gente, penso que até já a coloquei aqui também… Se tudo o que for ilegal passar a ser tratado como os lares que assim o são, um destes dias ainda vai ser perfeitamente normal assaltar um banco ou vender comida estragada num restaurante sem disso retirar consequências…
Em relação à inquietação do Pedro… Por um lado não queria, mas a teoria do maior suicídio colectivo da história começa a fazer sentido.
Vamo-nos preparando para o pior.
Pedro, já nem há Daesh, ISIS, ou Al Quaeda. Agora só há o terrorismo covid.
O que interessa é manter o pessoal assustado. O que importa é manter o pessoal obediente. Agora só há o Ali “de Máscara”
Verdade. Acabaram as guerras – deixou de haver mortos no mundo por conflitos bélicos.
Acabou a fome – nunca mais houve uma notícia sobre desnutrição de milhões de meninos em África.
O terrorismo desapareceu – talvez porque os terroristas foram, também eles, acometidos de Covid.
Todos os telediários estão sujeitos ao império da pandemia.
“O Natal é quando o Marcelo quiser”.
Lai lai lai (com coro de renas virtuais e guizos chineses em fundo).
Os conflitos armados, as migrações, a seca, a fome e demais questões de relevo humanitário saíram do radar dos sound bites ou realidade paralela em que vivemos.
Se fossemos avaliar a existência dessas realidades (e de tudo quanto está para lá da covid) pelo peso que lhes é dado, diríamos que o vírus as debelou. Ou, pelo menos, parece que o tempo presente ficou suspenso com a pandemia.
O virtual tornou-se real. O real mora em parte incerta.
O PR e o 1ºM vão continuar a ser uma farsa festiva.
Bora lá repensar o Natal. Como ser divino que sou, na realidade há muito que venho advertindo as almas laicas e religiosas para se repensar o Natal, trazendo-o à sua verdadeira e expressiva dimensão.
O Natal não é uma festa de família. É antes uma proposta para que se constitua família com todos os demais, se as feministas também não obstaculizarem.
E constituir família com todos os demais não passa pelo simples aperto de mão e convite a um sem-abrigo que vive debaixo da ponte no morte para beber uma cerveja. É antes dar-lhe abrigo, conforto psicossocial, entender e ajudar a realizar seu projecto de vida.
Neste sentido, e enquadrando o princípio natalício, os profissionais de saúde também são os pais natal e mães natal, são também irmãos e irmãs, são a família que devemos construir respeitando e potenciando o carisma de cada um.
Em conclusão, Natal não foi o que se fez com as cativações na saúde e outras instituições, não é o que se faz nas diversas congregações religiosas, também não é o que se faz na comunidade de vizinhos e em um vasto espectro do que ocorre nos lares de idosos e com os demais idosos, que degradam-se e morrem por falta de assistência psicossocial e familiar e também, por não se construir o Natal, não morrem da covid mas por causa da covid.
Deixai-vos de merdas e construam o Natal.
Em breve teremos o Primeiro de Novembro, dia da tradicional romagem aos cemitérios. A ver vamos se nesse dia o Presidente da República não imporá uma proibição de as pessoas circularem entre concelhos, para que as pessoas não possam visitar os cemitérios de província onde repousam os seus pais. Não me admirava nada que tal medida já estivesse na calha.
Capazes disso são eles. Admitindo excepções aos sindicalistas da CGTP, como fizeram no 1.º de Maio, em pleno estado de emergência.
Há sempre uns mais iguais que outros.
Esteja descansado,a Igreja já disse que o Natal está assegurado,as visitas aos cemitérios, até Fátima não viram hoje?
Só acredito quando ouvir a Verdade Revelada, pronunciada pela diaconisa Graça Freitas.
No outro dia (enfim, em Dez/2008) achei graça numa florista a uma etiqueta dum boião de vidro cheio de Meninos Jesuses (será assim que se diz?) onde estava escrito “Menino Jesus – 4 cm -Made in China”. 8/12/prespio-do-natal.html
Daqui: https://imagenscomtexto.blogspot.com/200
Já foi há 12 anos!
(Infelizmente, sem ironia, nunca foi tão actual como hoje).
Não sei se estou a ver mosquitos na outra banda mas acho que a prédica paternalista do PR e da Ministra servem apenas para preparar/testar a reacção das pessoas para o que me parece ser inevitável: proibir novamente as deslocações entre o Natal e o Ano Novo.
É fácil de imaginar a barbuda de contágios se isso não acontecer. Mas pode ser que esteja enganado.
E os bordeis que nunca pararam de laborar e andam a infectar os necessitados do sexo
Já ninguém fala!!!!
Você parece ser especialista na matéria. Quer partilhar connosco mais informações sobre esse tema?
Se estão a testar a nossa reacção à proibição ou a preparar restrições no Natal… que tal mostrarmos-lhes como reagiremos?!
Como devemos reagir? Alguma sugestão?
E das “fake news” em que se pode confiar…
Como a maior parte dos casos de COVID-19 se registam nas grandes cidades, o governo, aconselhado por vários especialistas, está a estudar a hipótese de decretar a obrigatoriedade dos residentes saltarem de uma ponte baixo, aproveitando as várias existentes, como forma de quebrar cadeias de contágio, controlar a situação e acabar de vez com a pandemia.
Em entrevistas de rua, a generalidade das pessoas mostra-se favorável a esta solução porque já não suportam mais o fascismo sanitário e o terror infligido pela artilharia noticiosa. Alguns dos entrevistados sugerem que a medida entre em vigor a 25 de Dezembro, conferindo novo simbolismo ao Natal e à ceia natalícia, que será a última.
As empresas de comunicação já manifestaram grandes reservas relativamente à medida, argumentando que se ela se concretizar serão obrigadas a despedir inúmeras pessoas e, nalguns casos, a encerrar portas. Um dos responsáveis por uma dessas empresas terá mesmo afirmado que sem pandemia a sua existência não faz sentido, ficando sem se perceber a que existência é que se referia.
Entre outras medidas que o governo estará a estudar, merece destaque a proposta apresentada pela Associação dos Sem Abrigo. Perante o argumento de que não existem casos de COVID-19 entre os associados, o governo encara seriamente a possibilidade de transferir os ministérios, as secretarias de estados e todos os organismos públicos para a rua. Em alternativa, pondera decretar a remoção de janelas em todos os edifícios onde funcionem serviços públicos, que o Inverno está a chegar e é desagradável não ter abrigo.
Depois de registados 12 casos de COVID-19 numa cidade chinesa, as autoridades vão testar os 9 milhões de habitantes da cidade em 5 dias, a uma média de 20,8 pessoas por segundo. É obra.
“9 milhões em 5 dias. Cidade chinesa testa toda a população após detetar 12 novos casos” idade-chinesa-352396
https://zap.aeiou.pt/9-milhoes-pessoas-c
A única coisa que eu aceito no discurso de Trump, é ele chamar vírus da China ao vírus da China e não como hipocritamente o apelidaram de COVID 19. A prepósito, em todo este híper manancial de informação, por vezes intoxicante, não ouvi ninguém preocupado em saber da sua verdadeira origem.
Sim, o vírus veio da China. Nenhuma dúvida quanto a isso.
Dizer o contrário é aldrabar.
Acabem com o Natal o Ano novo!
Acabem com tudo!
Diz um provérbio alentejano: “Chuva em Novembro, Natal em Dezembro!”
Portanto, temos de aguardar, pois este ano o Natal até pode nem calhar… se não chover em Novembro!
O Marcelo é alentejano?
Que raio de preconceito esse?
O senhor por acaso se chama Marcelo?
Quem ler este post,até parece que é só em Portugal que se fala e age em função do Covid…Óbvio que acho um exagero,mas é por todo o Mundo.
Você está onde? A bordo duma nave espacial?
Acho que as festas deviam ser todas proibidas, menos o carnaval. E no carnaval as máscaras eram fornecidas pela Graça Freitas.
Ah isso não!

Eu quero uma máscara de careto, com fato e chocalho e tudo.
The story describes a world in which most of the human population has lost the ability to live on the surface of the Earth. Each individual now lives in isolation below ground in a standard room, with all bodily and spiritual needs met by the omnipotent, global Machine. Travel is permitted, but is unpopular and rarely necessary. Communication is made via a kind of instant messaging/video conferencing machine with which people conduct their only activity: the sharing of ideas and what passes for knowledge.
It’s six of one and half a dozen of the other.
Às vezes estas caixas de comentários parecem a sede da Organização Mundial da Saúde. Com o inglês como “língua de trabalho”.
Não encontrei a sinopse do livro na língua do Camões.
As citações ficam melhor na língua original que levando com o Translator em cima
Depende da língua e depende do tradutor.
Ao anónimo das 12.15: o seu comentário foi remetido ao “arquivo geral” (lixo) por conter uma expressão injuriosa que visava a directora-geral da Saúde.
Se quer injuriar, ao menos assine. Caso contrário, vai para o “arquivo”.
O Natal vai ser comemorado em duodécimos.
Nem pense nisso. O OE 2021 já está preparado – e condimentado com a “dramatização” da praxe.
Só falta ir ao forno.