O primeiro-ministro deve andar mortinho que lhe perguntem se acharia bom ter um TGV apontado a Espanha, pronto a minorar o caos que se instalou na Europa com os voos cancelados. (Claro que ele jamais iria referir que a linha espanhola não é de bitola europeia e que, por isso, a ligação com França não estaria resolvida.)
Problema seria perguntarem-lhe a seguir para que serve um aeroporto novo, quando há cada vez menos voos e menos companhias aéreas. O melhor mesmo é ele não se pôr a jeito para falar.

Agora fazia falta um Barcelona – Lisboa ou Barcelona – Porto, ou Barcelona outro lugar qualquer, desde que fosse em Portugal. Partindo de Barcelona por ser uma cidade linda e não dar muito jeito ser de Andorra. (Vir por ali abaixo aquela velocidade sei lá onde iriam parar). Mas os voos de e para o norte europeu estarem cancelados……lá que dava jeito dava. 1º Ministro contente, povo descontente. Aeroporto novo que faziam depois de passar este problema? Espero que não dure muito.
Esperamos todos, creio eu, que isto é o diabo à solta.
A questão da bitola deveria ser colocada sempre que alguém fala de TGV, seja de passageiros ou de mercadorias. Adoro o comboio e nada percebo de bitolas, mas enfurece-me que uma minudência tão decisiva para o futuro do transporte ferroviário seja sistematicamente ignorada. Como se fôssemos todos burros e ignorantes.
Não posso estar mais de acordo, José-Catarino. Se clicar no ‘tag’ TGV, há-de encontrar outras coisas.
Eu julgava que a linha espanhola de TGV (só essa, claro) fosse de bitola europeia.
Por uma vez, dou-lhe razão. Estive a estudar o assunto e a linha em Espanha é de bitola europeia. Ao contrário do resto da Europa, que adoptou bitola espanhola…