Mais uma vez se percebe a completa incompetência e debilidade dos assessores e pandilha para quem as crises são dos outros…
Foram absolutamente incapazes de justificar as medidas selectivas num quadro semelhante ao de 1978 ou 1983. Já se tinha passado o mesmo com Sócrates, e agora repete-se a dose… pronta ao chumbo do Constitucional. Medina Carreira foi o único que vi tentar justificar a coisa, e mesmo assim de forma pouco clara.
O que o Governo deveria ter dito era o seguinte: 1) Como não temos moeda própria, tentamos simular uma desvalorização da moeda através da introdução de uma inflação artificial, como feito em 1978 e 1983. Há uma perda de poder de compra equivalente, que tanto corresponde a uma perda de salário ou aumento de inflação. 2) A inflação será de 15%, e só os salários mais baixos da função pública serão actualizados convenientemente. Na prática, os 12% máximos que serão tirados aos funcionários públicos correspondem a 13.62% de inflação, a que acresce uma inflação normal à volta de 2%. Portanto, o que há é um congelamento de salário. 3) Alternativamente, como Medina Carreira gosta de gozar, diz-se que a inflação é de 20% e negoceiam-se 6.38% de aumento… similar ao que ele próprio fez! 4) Se os privados não descem os salários, isso é problema deles, na prática estarão a acompanhar a simulada inflação.
Dito desta forma, o Tribunal Constitucional terá tanta razão para chumbar o Orçamento como teriam os de 1978 ou 1983. No entanto, ao ser dito da forma que foi dito, é uma provocação explícita, um convite ao chumbo do TC… ou um erro dos assessores criançolas. Pior que isto, não visa a compreensão, mas sim mostrar uma perseguição ao “funcionário público”… o que é um erro de palmatória de qualquer governo, porque é quando o estado se ataca a si próprio.
Independentemente de tudo isso, este Orçamento de 2014 é mais uma prova de que o Governo está completamente ao serviço de um Status Quo de interesses instalados, e não aplica o plano da troika contra PPP’s e similares. Simula umas mer*inhas contra a banca, energia e telecomunicações, que são picadas de pulga em elefantes.
Outra provocação absolutamente desnecessária é a diminuição do IRC. Há empresas a ter grandes lucros e esse dinheiro não está a entrar na economia, nem a gerar emprego. As empresas exportadoras são um caso. Se há aumento da exportação e equilíbrio na balança comercial, ele não está a ser captado pelo estado. O governo não está a regular o investimento económico, que mais uma vez deve estar a ser canalizado pelos artistas financeiros do costume para actividades de casino, actividades faustosas de importação externa, etc.
Não se vê um imposto adicional ao consumo de luxo, nada… ou seja, é um Orçamento de República das Bananas. A prova adicional é o reforço do orçamento das Forças Armadas e da Soberania, o que indicia um aliciamento do poder armado, talvez com medo de sublevações populares. Enfim, a trapalhada habitual desta gente…
Um post que demonstra como o da Maia está bem com este Regime Socialista todo poderoso : desvalorizar não há problema, poder para fazer quase tudo também. O seu Orçamento ainda mais orçamento de Republica de Bananas seria, mais populista, aliás fica bem retratada a sua bananice quando diz que se dá aumentos de 1 digito para inflação de 2 dígitos…é preciso enganar o povo burro que não entende a bondade socialista.
Não creio que do comentário do da Maia se possa tirar essa conclusão. Penso que ele apenas se limita a explanar a forma minimamente lógica de como o Governo deveria ter argumentado a favor do “seu” orçamento. Este orçamento surge na sequência dos outros 2 carregando sobre os mesmos e AFAGANDO os do costume. O grande problema desde a entrada em funções deste Governo que dizia que conhecia bem a situação é esse mesmo : eles não sabiam nada e também não fizeram caso dos alertas que lhe foram dados. A única solução para esta situação seria ter seguido o programa da Troika o que não aconteceu ( reforma administrativa , reforma do estado , rendas de energia , rendas de telecomunicações , PPP , fundações etc. ) e ao mesmo tempo começar a ajustar as despesas sociais (de modo gradual) do Estado sendo que nesse bolo existem com certeza algumas que podiam ser melhor geridas e alocadas. Agora o que se está a fazer é pegar nas 3 variáveis principais da despesa (segundo os gráficos de Medina Carreira) e tirar indiscriminadamente para conseguir o défice pretendido , ora isso é um problema da escola primária e se é o se que obtém como resultado da educação de anos e anos (tirando o inginheiro “) até eu faço isso e só levo 500 euros ao mês mais despesas de representação.
“””””””””””””””””””Outra provocação absolutamente desnecessária é a diminuição do IRC. Há empresas a ter grandes lucros e esse dinheiro não está a entrar na economia, nem a gerar emprego. As empresas exportadoras são um caso. Se há aumento da exportação e equilíbrio na balança comercial, ele não está a ser captado pelo estado. O governo não está a regular o investimento económico, que mais uma vez deve estar a ser canalizado pelos artistas financeiros do costume para actividades de casino, actividades faustosas de importação externa, etc. . “””””””””””””””””””””””””””
A Estatística é uma ciência de números mas o problema é o que está por detrás deles, que nos diz efectivamente o que é vendido e isso é o que importa saber. É obvio que muito do que foi vendido ao exterior é apenas produção que antes se destinava ao mercado interno e / ou são vendas não repetíveis a curto e médio prazo (ouro , turismo , empreendimentos imobiliários , combustíveis refinados e matérias primas) e quando tal não for mais possível é que vai ser o descalabro total (já falta muito pouco na minha modesta opinião). Seria interessante saber quais as empresas (por sector de actividade) que irão beneficiar com essa redução do imposto e quanto investimento estrangeiro reprodutivo será angariado (em 2 anos por ex.) com essa baixa de imposto.
O William Wallace fez o favor de ler correctamente, e de facto apenas estava a colocar alguma lógica no corte de salários da função pública.
Tirando os fantasmas que vivem na cabeça do Lucky, ele teria alguma razão no ponto 3), mas era obviamente irónico, e enfatizei que essa confissão veio de Medina Carreira… não disse que concordava com ela, nem tão pouco com os cortes, apenas é útil para comparar com o que aconteceu no passado… e ver que a situação não é assim tão diferente. A maior diferença é que em 1978 e 1983 todos perderam poder de compra, e assim, como há até uma proibição de baixar salários privados, os trabalhadores privados terão um “aumento” por via da diminuição da referência – que é o público.
Tem toda a razão, William, grande parte dessas exportações foram artificiais, por não serem repetíveis. É muito bem lembrado e assinalado. Eu estava mais a pensar em empresas exportadoras que têm pouca margem de progressão interna e cujo investimento seguinte é natural que não seja intramuros. A diminuição de 2% no IRC é simbólica e ideológica, mas na prática trata-se de mais uma asneira pública, pois as empresas que dão mais lucro são justamente as que não foram afectadas pela crise. Portanto vai-se disponibilizar mais dinheiro a quem se está melhor a aproveitar do descalabro geral… em particular às empresas do sector energético, telecomunicações, banca e PPPs, etc.
Em 2001 no governo Guterres, o anafado e hoje critico severo deste gov. eng. Cravinho, apresentou 50 medidas inerentes à reforma do Estado… tão ou mais gravosas do que as actuais… Até constava a malfada convergência das pensões da CGA com a SSocial… despedimentos em massa na função pública, etc, etc 50!!!!!
Só que os senhores engenheiros preferiram as sacrossantas PPP.
Como eu já não sei a quantas andamos, até podia ser o OE para 1912 que me ia dar ao mesmo.
Mais uma vez se percebe a completa incompetência e debilidade dos assessores e pandilha para quem as crises são dos outros…
Foram absolutamente incapazes de justificar as medidas selectivas num quadro semelhante ao de 1978 ou 1983. Já se tinha passado o mesmo com Sócrates, e agora repete-se a dose… pronta ao chumbo do Constitucional.
Medina Carreira foi o único que vi tentar justificar a coisa, e mesmo assim de forma pouco clara.
O que o Governo deveria ter dito era o seguinte:
1) Como não temos moeda própria, tentamos simular uma desvalorização da moeda através da introdução de uma inflação artificial, como feito em 1978 e 1983. Há uma perda de poder de compra equivalente, que tanto corresponde a uma perda de salário ou aumento de inflação.
2) A inflação será de 15%, e só os salários mais baixos da função pública serão actualizados convenientemente. Na prática, os 12% máximos que serão tirados aos funcionários públicos correspondem a 13.62% de inflação, a que acresce uma inflação normal à volta de 2%. Portanto, o que há é um congelamento de salário.
3) Alternativamente, como Medina Carreira gosta de gozar, diz-se que a inflação é de 20% e negoceiam-se 6.38% de aumento… similar ao que ele próprio fez!
4) Se os privados não descem os salários, isso é problema deles, na prática estarão a acompanhar a simulada inflação.
Dito desta forma, o Tribunal Constitucional terá tanta razão para chumbar o Orçamento como teriam os de 1978 ou 1983.
No entanto, ao ser dito da forma que foi dito, é uma provocação explícita, um convite ao chumbo do TC… ou um erro dos assessores criançolas.
Pior que isto, não visa a compreensão, mas sim mostrar uma perseguição ao “funcionário público”… o que é um erro de palmatória de qualquer governo, porque é quando o estado se ataca a si próprio.
Independentemente de tudo isso, este Orçamento de 2014 é mais uma prova de que o Governo está completamente ao serviço de um Status Quo de interesses instalados, e não aplica o plano da troika contra PPP’s e similares. Simula umas mer*inhas contra a banca, energia e telecomunicações, que são picadas de pulga em elefantes.
Outra provocação absolutamente desnecessária é a diminuição do IRC. Há empresas a ter grandes lucros e esse dinheiro não está a entrar na economia, nem a gerar emprego. As empresas exportadoras são um caso. Se há aumento da exportação e equilíbrio na balança comercial, ele não está a ser captado pelo estado. O governo não está a regular o investimento económico, que mais uma vez deve estar a ser canalizado pelos artistas financeiros do costume para actividades de casino, actividades faustosas de importação externa, etc.
Não se vê um imposto adicional ao consumo de luxo, nada… ou seja, é um Orçamento de República das Bananas. A prova adicional é o reforço do orçamento das Forças Armadas e da Soberania, o que indicia um aliciamento do poder armado, talvez com medo de sublevações populares.
Enfim, a trapalhada habitual desta gente…
Um post que demonstra como o da Maia está bem com este Regime Socialista todo poderoso : desvalorizar não há problema, poder para fazer quase tudo também.
O seu Orçamento ainda mais orçamento de Republica de Bananas seria, mais populista, aliás fica bem retratada a sua bananice quando diz que se dá aumentos de 1 digito para inflação de 2 dígitos…é preciso enganar o povo burro que não entende a bondade socialista.
Não creio que do comentário do da Maia se possa tirar essa conclusão.
Penso que ele apenas se limita a explanar a forma minimamente lógica de como o Governo deveria ter argumentado a favor do “seu” orçamento.
Este orçamento surge na sequência dos outros 2 carregando sobre os mesmos e AFAGANDO os do costume.
O grande problema desde a entrada em funções deste Governo que dizia que conhecia bem a situação é esse mesmo : eles não sabiam nada e também não fizeram caso dos alertas que lhe foram dados.
A única solução para esta situação seria ter seguido o programa da Troika o que não aconteceu ( reforma administrativa , reforma do estado , rendas de energia , rendas de telecomunicações , PPP , fundações etc. ) e ao mesmo tempo começar a ajustar as despesas sociais (de modo gradual) do Estado sendo que nesse bolo existem com certeza algumas que podiam ser melhor geridas e alocadas.
Agora o que se está a fazer é pegar nas 3 variáveis principais da despesa (segundo os gráficos de Medina Carreira) e tirar indiscriminadamente para conseguir o défice pretendido , ora isso é um problema da escola primária e se é o se que obtém como resultado da educação de anos e anos (tirando o inginheiro “) até eu faço isso e só levo 500 euros ao mês mais despesas de representação.
“””””””””””””””””””Outra provocação absolutamente desnecessária é a diminuição do IRC. Há empresas a ter grandes lucros e esse dinheiro não está a entrar na economia, nem a gerar emprego. As empresas exportadoras são um caso. Se há aumento da exportação e equilíbrio na balança comercial, ele não está a ser captado pelo estado. O governo não está a regular o investimento económico, que mais uma vez deve estar a ser canalizado pelos artistas financeiros do costume para actividades de casino, actividades faustosas de importação externa, etc. . “””””””””””””””””””””””””””
A Estatística é uma ciência de números mas o problema é o que está por detrás deles, que nos diz efectivamente o que é vendido e isso é o que importa saber. É obvio que muito do que foi vendido ao exterior é apenas produção que antes se destinava ao mercado interno e / ou são vendas não repetíveis a curto e médio prazo (ouro , turismo , empreendimentos imobiliários , combustíveis refinados e matérias primas) e quando tal não for mais possível é que vai ser o descalabro total (já falta muito pouco na minha modesta opinião).
Seria interessante saber quais as empresas (por sector de actividade) que irão beneficiar com essa redução do imposto e quanto investimento estrangeiro reprodutivo será angariado (em 2 anos por ex.) com essa baixa de imposto.
O William Wallace fez o favor de ler correctamente, e de facto apenas estava a colocar alguma lógica no corte de salários da função pública.
Tirando os fantasmas que vivem na cabeça do Lucky, ele teria alguma razão no ponto 3), mas era obviamente irónico, e enfatizei que essa confissão veio de Medina Carreira… não disse que concordava com ela, nem tão pouco com os cortes, apenas é útil para comparar com o que aconteceu no passado… e ver que a situação não é assim tão diferente. A maior diferença é que em 1978 e 1983 todos perderam poder de compra, e assim, como há até uma proibição de baixar salários privados, os trabalhadores privados terão um “aumento” por via da diminuição da referência – que é o público.
Tem toda a razão, William, grande parte dessas exportações foram artificiais, por não serem repetíveis. É muito bem lembrado e assinalado.
Eu estava mais a pensar em empresas exportadoras que têm pouca margem de progressão interna e cujo investimento seguinte é natural que não seja intramuros.
A diminuição de 2% no IRC é simbólica e ideológica, mas na prática trata-se de mais uma asneira pública, pois as empresas que dão mais lucro são justamente as que não foram afectadas pela crise. Portanto vai-se disponibilizar mais dinheiro a quem se está melhor a aproveitar do descalabro geral… em particular às empresas do sector energético, telecomunicações, banca e PPPs, etc.
Em 2001 no governo Guterres, o anafado e hoje critico severo deste gov. eng. Cravinho, apresentou 50 medidas inerentes à reforma do Estado… tão ou mais gravosas do que as actuais… Até constava a malfada convergência das pensões da CGA com a SSocial… despedimentos em massa na função pública, etc, etc 50!!!!!
Só que os senhores engenheiros preferiram as sacrossantas PPP.