«Este é um discurso feito em 9 de Junho de 1928, há cerca de 90 anos, e já nem me lembro quem era o primeiro-ministro na altura.»
(José Junqueiro num comício do PS em Viseu – nas televisões)
«Este é um discurso feito em 9 de Junho de 1928, há cerca de 90 anos, e já nem me lembro quem era o primeiro-ministro na altura.»
(José Junqueiro num comício do PS em Viseu – nas televisões)
.. que vergonha.
Não se lembra? mas podia ter-se documentado? ou será que também não sabe ler? .. provavelmente.
Parece que só tinha fontes anónimas para consultar…
O primeiro-ministro – ou presidente do Ministério, como então se dizia – era o coronel José Vicente de Freitas. Liderava o 50º Governo desde a implantação da república, menos de 18 anos antes.
Exactamente, compadre. Junqueiro foi à lã e saiu tosquiado. Felizmente para ele, passou entre os pingos da chuva de incultura da época.
João:
Pois é, de tanto querer fazer graça, saiu-lhe o tiro pela culatra, mas nestes “iluminados da treta” do partido sócrates, o rigor, é coisa que não existe, têm apenas uma vaga ideia, daí ao estado em que o país está é um pequeno passo!!!
Pois é, Carlos. Saiu-lhe mesmo mal.
Bem, quem disse essas palavras foi Salazar: “Os problemas Nacionais ea Ordem da sua Solução”.
A passagem a que Junqueiro se refere pode ler-se no link abaixo
http://3.bp.blogspot.com/_qTV_dZIgp2o/Sq UPyxXUW7I/AAAAAAAABYI/FcGybAM4Vl4/s1600-h/s ala.jpg
E as palavras, todas essas palavras, podiam perfeitamente ser da autoria de MFL, não é?
Não vem a propósito do ‘post’.
Não teria, se o post em si não fosse desprepositado, mas nos seu posts manda você, claro. Agora, neste em particular, o João preferiu focar-se em dois detalhes sem grande importância em que Junqueiro errou (a data e o cargo de S à época) e assim menosprezar/menorizar o essencial do que Junqueiro fez: a comparação entre as palavras de S e de MFL. Isso sim, essa comparação, é que é pertinente, compreende o meu ponto de vista?
Compreendo perfeitamente. O Carlos encarregou-se de o fazer, focando-se no S (???) sem ser «desprepositado» como eu.
Quanto a mim, anotei o que anotei e nada mais. Fiquei-me pelos «dois detalhes sem grande importância», que apenas indiciam o grau de cultura geral e de rigor histórico de Junqueiro. O importante, pelos vistos, era atirar a pedra. A cultura e o rigor de um deputado? Que disparate: são pormenores de somenos…
Quanto ao “despropositado” tem toda a razão e agradeço a correcção. Por acaso dei logo fé dele assim que reli o comentário, só que o mal estava feito e pronto, até profissionais da língua, friso profissionais, por vezes metem água, ou não? Não me vai dizer é que não percebeu o que lhe escrevi e que isto indicia o meu «grau de cultura geral e de rigor», pois não?..
Meu caro, não leve as coisas tão a peito. Garanto-lhe que aquilo da sua ‘gralha’ foi apenas a gracejar. Ou acha que também não me acontece o mesmo?
Aqui entre nós, o “despropositado” inicial fora não só propositado como maquiavélico: era a ver se o João mordia a isca e assim eu fazia um paralelo com as “gralhas” do outro, eheheh…
Abraço
Ah! Entendo. Pode ser que outro dia me faça cair, mas ainda não foi desta. Hehe…
Abraço retribuído.
Não tem qualquer importância !
Era um filho da mãe igual aos outros…que lhe vieram a seguir…
Não vem a propósito do ‘post’.
A resposta é para o P. Correia, não para si, sobre o Pres. do Ministério.
Saudações.
M. Coelho, essa comparação nem parece da sua lavra. Então acha que o coronel José Vicente de Freitas era a mesma coisa que o Salazar?
Pelo que sei foi um muito pouco interessante presidente do do conselho de ministros entre 1928/1929, cerca de um ano, e que o melhor que fez foi como ministro do interior em que dominou algumas tentativas revoltosas, claro, contra o movimento do 28 de Maio.
Quer que o tenha em grande consideração ?
Se houver algo mais abonatório, e nesse caso será falta minha, indique-me para me esclarecer.
Saudações.
Pela minha parte, não é preciso tirar nem pôr ao que acaba de dizer sobre José Vicente de Freitas: V. mesmo se encarregou de evidenciar a diferença imensa entre ele e Salazar.
Mas o Pedro Correia lhe dirá o que melhor entender.
O José Junqueiro tirou do anonimato, sem querer, a figura irrelevante do coronel José Vicente de Freitas, «antecipando» em quatro anos a entrada de Salazar na chefia do Governo. Depois do coronel ainda houve dois outros militares na presidência do Ministério: o general Ivens Ferraz (1929-30) e o general Domingos de Oliveira (1930-32). Salazar só toma posse, como chefe do Executivo, a 5 de Julho de 1932. A incultura da nossa classe política é gritante.
Mais gritante ainda quando a classe política se refere à História política portuguesa.
O tomar posse é verdadeiramente secundário. A semente, desde 26/27 ESTAVA LANÇADA.
Não é de menosprezar o facto de o descalabro finanveiro de Portugal, segundo analistas, se deveu aos governos militares provenientes da revolta de 26.
Por isso …