Não será mais há cerca de 80 anos? E não, não era Salazar…


jmmcc,

«Este é um discurso feito em 9 de Junho de 1928, há cerca de 90 anos, e já nem me lembro quem era o primeiro-ministro na altura.»

(José Junqueiro num comício do PS em Viseu – nas televisões)

23 comentários em “Não será mais há cerca de 80 anos? E não, não era Salazar…”

  1. O primeiro-ministro – ou presidente do Ministério, como então se dizia – era o coronel José Vicente de Freitas. Liderava o 50º Governo desde a implantação da república, menos de 18 anos antes.

  2. João:

    Pois é, de tanto querer fazer graça, saiu-lhe o tiro pela culatra, mas nestes “iluminados da treta” do partido sócrates, o rigor, é coisa que não existe, têm apenas uma vaga ideia, daí ao estado em que o país está é um pequeno passo!!!

  3. Bem, quem disse essas palavras foi Salazar: “Os problemas Nacionais ea Ordem da sua Solução”.

    A passagem a que Junqueiro se refere pode ler-se no link abaixo

    http://3.bp.blogspot.com/_qTV_dZIgp2o/SqUPyxXUW7I/AAAAAAAABYI/FcGybAM4Vl4/s1600-h/sala.jpg

    E as palavras, todas essas palavras, podiam perfeitamente ser da autoria de MFL, não é?

      1. Não teria, se o post em si não fosse desprepositado, mas nos seu posts manda você, claro. Agora, neste em particular, o João preferiu focar-se em dois detalhes sem grande importância em que Junqueiro errou (a data e o cargo de S à época) e assim menosprezar/menorizar o essencial do que Junqueiro fez: a comparação entre as palavras de S e de MFL. Isso sim, essa comparação, é que é pertinente, compreende o meu ponto de vista?

        1. Compreendo perfeitamente. O Carlos encarregou-se de o fazer, focando-se no S (???) sem ser «desprepositado» como eu.

          Quanto a mim, anotei o que anotei e nada mais. Fiquei-me pelos «dois detalhes sem grande importância», que apenas indiciam o grau de cultura geral e de rigor histórico de Junqueiro. O importante, pelos vistos, era atirar a pedra. A cultura e o rigor de um deputado? Que disparate: são pormenores de somenos…

          1. Quanto ao “despropositado” tem toda a razão e agradeço a correcção. Por acaso dei logo fé dele assim que reli o comentário, só que o mal estava feito e pronto, até profissionais da língua, friso profissionais, por vezes metem água, ou não? Não me vai dizer é que não percebeu o que lhe escrevi e que isto indicia o meu «grau de cultura geral e de rigor», pois não?..

          2. Meu caro, não leve as coisas tão a peito. Garanto-lhe que aquilo da sua ‘gralha’ foi apenas a gracejar. Ou acha que também não me acontece o mesmo?

          3. Aqui entre nós, o “despropositado” inicial fora não só propositado como maquiavélico: era a ver se o João mordia a isca e assim eu fazia um paralelo com as “gralhas” do outro, eheheh…

            Abraço

          1. Pelo que sei foi um muito pouco interessante presidente do do conselho de ministros entre 1928/1929, cerca de um ano, e que o melhor que fez foi como ministro do interior em que dominou algumas tentativas revoltosas, claro, contra o movimento do 28 de Maio.
            Quer que o tenha em grande consideração ?
            Se houver algo mais abonatório, e nesse caso será falta minha, indique-me para me esclarecer.
            Saudações.

          2. Pela minha parte, não é preciso tirar nem pôr ao que acaba de dizer sobre José Vicente de Freitas: V. mesmo se encarregou de evidenciar a diferença imensa entre ele e Salazar.
            Mas o Pedro Correia lhe dirá o que melhor entender.

          3. O José Junqueiro tirou do anonimato, sem querer, a figura irrelevante do coronel José Vicente de Freitas, «antecipando» em quatro anos a entrada de Salazar na chefia do Governo. Depois do coronel ainda houve dois outros militares na presidência do Ministério: o general Ivens Ferraz (1929-30) e o general Domingos de Oliveira (1930-32). Salazar só toma posse, como chefe do Executivo, a 5 de Julho de 1932. A incultura da nossa classe política é gritante.

          4. O tomar posse é verdadeiramente secundário. A semente, desde 26/27 ESTAVA LANÇADA.
            Não é de menosprezar o facto de o descalabro finanveiro de Portugal, segundo analistas, se deveu aos governos militares provenientes da revolta de 26.
            Por isso …

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