Não são só os três grandes que andam à caça no mercado de Inverno


Sérgio de Almeida Correia,

É sempre motivo de satisfação ver portugueses ascenderem a posições de topo em instituições e empresas internacionais. Olhando para as suas actividades e a excelência dos conselhos que tem dado, nomeadamente em Portugal, assessorando o actual Governo e fazendo recomendações em matéria de salários, direitos laborais e privatizações, não é difícil perceber para que quer uma instituição como a Goldman Sachs, fundamentalmente um banco de investimento que já está em toda a parte, uma multidão no seu conselho consultivo. Mas vendo o currículo profissional e, em especial, político de José Luís Arnaut, é fácil perceber por que razões o querem lá. Da política ao desporto, passando pela banca, seguros, electricidade, propriedade intelectual, cidades, ordenamento do território, palops, e o que mais se lembrarem, não há nada que o homem não domine ou para que não esteja vocacionado. Português, simpático, com lugar cativo no comentário político das televisões, e amigos em todo o lado, são poucos. Com a sua polivalência, tirando um ou outro ministro do actual executivo e alguma gente ligada a uns bancos que todos andamos a pagar, ainda são menos. Um verdadeiro ponta-de-lança. Razões mais do que suficientes para lhe darmos os parabéns e acreditarmos, piamente, que será mais um na Goldman Sachs a trabalhar para a fraternidade e a filantropia universais. 

8 comentários em “Não são só os três grandes que andam à caça no mercado de Inverno”

  1. O ex-primeiro-ministro José Sócrates foi escolhido para presidir ao conselho consultivo da farmacêutica Octapharma para a América Latina pelo “conhecimento profundo” que tem da região e pela sua “vivência com os problemas de saúde pública”, segundo a empresa.
    Segundo a empresa, que é uma “das maiores empresas fraccionadoras de plasma humano do mundo” e está no mercado português desde 1992, o convite a José Sócrates foi feito há cerca de oito meses e este ocupa o cargo desde 01 de Janeiro de 2013.

    Segundo a Octapharma, o convite a José Sócrates para este cargo partiu “da empresa, através do ‘board member’ responsável pela América Latina”, Paulo Castro.

    A nova actividade profissional do ex-primeiro-ministro é “o aconselhamento da empresa em diversas matérias ligadas à saúde pública”, “não envolvendo qualquer actividade em Portugal”, nem “de âmbito comercial”.

    Questionada pela agência Lusa sobre os critérios que estiveram na base da escolha de José Sócrates para este cargo na saúde, a empresa justificou-a com o conhecimento que o ex-governante tem da região e a sua vivência nesta área.

    “A escolha teve a ver com o conhecimento profundo que o Eng. José Sócrates tem da região” e “a sua vivência com os problemas de saúde pública numa perspectiva de gestão”, explicou a Octapharma.

    Já no âmbito das suas novas funções, José Sócrates participou, “a pedido da empresa, numa reunião do Ministério da Saúde brasileiro”.

    A empresa – que em 2012 teve um volume de negócios de 1.123 mil milhões de francos suíços (mais de 912 milhões de euros) – levou ainda em conta “uma profunda preparação [de José Sócrates] que pode ser importante para o reforço do posicionamento da companhia na região onde se regista um dos maiores crescimentos do Produto Interno Bruto (PIB) a nível mundial”, adiantou a empresa à Lusa.

    A Octapharma fornece “com regularidade o mercado português” e distribui derivados do plasma humano “para todos os hospitais nacionais”.

  2. Como era de esperar temos mais um exemplo de dissonância cognitiva ou então é pura propaganda.
    O que a Goldman Sachs quer é que Portugal faça mais e mais dívida. Não menos.
    Com cortes a Goldman Sachs faz poucos negócios.
    Com défice zero a Goldman Sachs faz zero novos negócios de venda da dívida.

    Que o Estado Social seja ainda maior é o que é bom para as Goldman Sachs e Bancos deste mundo pois há muito mais dinheiro a rolar e os bónus são em consequência maiores.

  3. MUNDO MILHÕES E EURO MILHÕES LARANJA
    TALUDA CONJUNTA
    SORTEIO DE JANEIRO DE 2014, RELATIVO A TRIÉNIO 2011-2014

    1.º PRÉMIO: GOLDMAN SACHS
    2.º PRÉMIO: FMI
    3.º PRÉMIO: OCDE

    ASCO!

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