Não há coincidências (8)


Ana Vidal,

 

 


Little Atoms (1996) – Elvis Costello


O curriculum musical de Elvis Costello é de tal maneira impressionante que ele já ganhou o epíteto de “enciclopédia da pop”. Colaborou ou fez parcerias com quase todos os grandes músicos seus contemporâneos, faz crítica musical e escreve sobre música em reputadas publicações, fez e desfez diversas bandas e é um músico de refência, respeitado pelos seus pares. Faz parte, inclusivamente, do ranking dos “100 grandes artistas de todos os tempos”, uma selecção da Rolling Stone Magazine. Sugiro que siga o link acima – vale a pena, garanto – quem quiser conhecer toda a extensão da obra de Declan Patrick MacManus, o verdadeiro nome de Elvis Costello. Como todos os músicos, sofreu diversas influências musicais, das quais faz questão de salientar Joni Mitchel, uma das suas grandes musas. Tem com a cantora Diana Krall um casamento que ambos classificam de feliz e duradouro. Mas… apesar de tudo isto,  também ele se deixou tentar pelo plágio não confessado. Aconteceu em 1996, na segunda canção do álbum “All this useless beauty”: Little Atoms. No disco está bem explícita a informação “All songs written by Elvis Costello (AKA Declan MacManus) unless otherwise indicated”. E não há qualquer indicação de outro autor na canção Little Atoms. Pode dizer-se, neste caso, que não foi nada inútil a beleza criada por Haydn…

 

 

 

 

Deutschland Uber Alles – Joseph Haydn

 

(Nota: a melodia aqui representada faz parte do Haydn’s Kaiser Quarteto, de Haydn, e foi transformada no hino nacional alemão.)

12 comentários em “Não há coincidências (8)”

      1. É verdade – a Ana tem “ouvido” para dar e vender :))
        Tenho seguido a sua “série” com muito interesse, Ana. Nesse caso, confesso, não sou capaz de identificar a semelhança.

        1. Posso tentar ajudá-la limitando a sequência melódica de Haydn, mas primeiro vou ter de localizá-la no video e dizer-lhe para ouvir só essa parte. Mas se o exercício lhe interessa, Maria Ema, insista e tente sozinha. É assim que se treina o ouvido.

    1. Exacto, E também porque há a parte que é semelhante não é a mais “vigorosa” da melodia de Haydn, e por isso fica mais discreta. Também concordo que não é das melhores canções do Costello, e até vou mais longe: respeito-o muito como músico mas não o acho um intérprete fantástico. Nesse capítulo, prefiro a mulher dele.

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