Because (1969) – The Beatles
Chegaríamos fatalmente aos Beatles. Que não me trucidem os amantes incondicionais dos 4 magníficos (eu própria sou fã, embora não de tudo o que eles fizeram), mas também eles sucumbiram à tentação. Because é uma belíssima balada escrita por John Lennon (créditos, no álbum Abbey Road, para a dupla Lennon/McCartney). Uma das curiosidades desta canção é a tripla dobragem de vozes de Lennon, McCartney e Harrison, de maneira a obter um resultado final de nove vozes, que lhe dão uma projecção muito especial. Outra, é o facto de ter sido “inspirada” – a palavra usada por Lennon – na celebérrima Moonlight Sonata, de Beethoven. Segundo John Lennon, a sua mulher Yoko Ono estava a tocar essa peça musical quando ele lhe pediu, subitamente: “importas-te de tocar isso ao contrário”? E pronto, assim surgiu Because, uma espécie de luar invertido, seja lá isso o que for. Valha-nos a melodia, porque a letra é esta pobreza confrangedora:
Because the world is round it turns me on
Because the world is round…aaaaaahhhhhh
Because the wind is high it blows my mind
Because the wind is high……aaaaaaaahhhh
Love is all, love is new
Love is all, love is you
Because the sky is blue, it makes me cry
Because the sky is blue…….aaaaaaaahhhh
Aaaaahhhhhhhhhh….
Moonlight Sonata – Ludwig Van Beethoven
A melodia original, aqui ainda antes de ser virada do avesso...

Fascina-me esse teu ouvido. Hoje já aprendi uma coisa, portanto já ganhei o dia 🙂
Olha que bom! Valham-nos alguns temas light, para aliviar a pressão do dia-a-dia.
🙂
O certo é que a balada ficou muito bonita, apesar de muito simples, graças ao efeito coral. Já a letra, a parte melhor é o ‘aaaaaahhhhhh’.
E ficou mesmo. A letra é que é de uma profundidade que me ultrapassa. Talvez esteja invertida também…
A relação entre «Because» e a Sonata ao Luar é um pouco mais complexa do que isso, como pode ver aqui:
http://www.snopes.com/music/songs/becaus e.asp
Conheço a história completa, José Carlos. Nesta série, limito-me a fazer uma breve descrição dos factos ligados às canções, como pode comprovar nos posts anteriores. Mas tive (procuro ter sempre) o cuidado de deixar links para quem quiser explorar os temas mais a fundo. De qualquer maneira, obrigada pelo seu útil contributo.
No entanto, ao caricaturar a história da “melodia invertida” não me afastei em nada da verdade, como prova o próprio link que nos deixa. Está lá todo o diálogo em discurso directo entre John e Yoko, contado pelo próprio.
Olá Ana, já ouviu a peça ao contrário?
http://www.youtube.com/watch?v=3QoNrxKAo U8
hgrra!
(é arrgh! ao contrário) 🙂
Temos de concordar… foi uma ideia genial e para John e Yoko deve ter sido uma noite de luar muito divertida.
sjb (sim, bjs) !!! 🙂
Disso não duvido, Ana. É um exercício criativo que deve dar o maior gozo para um músico (dois, no caso). E com o génio musical de Lennon a ajudar, o resultado ficou excelente.
A sua sugestão é que é de arrepiar os tímpanos! Mas olhe também esta, já agora. Até o pobre do Ludwig, que era surdo, está com cara de quem arrancou um dente sem anestesia!
LOL (esta é capicua, não dá para inverter)
Sjb!
(-:
Esqueci-me do link. Aqui está: QfY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=jph-b_wP
LOL
E a sua de deixar os cabelos em pé !
(ai agora …. como é que eu vou ter lata para aparecer assim depois do almoço?!)
Sjb!
(-:
Odna mes opmet, Ana. Sam, adnia missa, ietsog ed siam etse olpmexe od ues odivuo ocinú e ad aus edadisoiruc.
Losdm
)))):
Seugertne oãres.
(o:
arviL… uotsuc, sam il ohnidut!
(-:
uotse aiehc ed ajevni Ana, euq oleb odivuo met…
:))
(a apluc é ad Losdm…)
De tísica, Ariel… mas só para a música.
🙂
Adireuq Leira:
Uos amu asopluc! Adnia arap siam mes opmet.
:)))
Muito bom (como é hábito). Inveja (como é hábito). “Suporta e abstém-te”, dizem os 20% de estóico que há em mim (se queres saber, 30% são de epicurista; os restantes 75%, de céptico).
[Eu controlando-me]
Lembra-me os pintores de antigamente, quando lhes faltava o dinheiro para modelos e eles invertiam as figuras que copiavam dos quadros dos mestres para as incorporarem nos seus quadros. Há quem se dedique, hoje, a esse tipo de caça :o)
Gargalhadas (como é hábito). De matemático é que não há grande percentagem em ti… lol
2+2=4,3.
Ok?
Espero não ter que voltar a fazer uma demonstração como esta.
;o)
Claro que não! Já me convenceste, é claro como água. E eu que tenho andado ceguinha estes anos todos… tss, tss.
Etnelecxe.
adagirbO.
Eu por esta nunca daria, Ana.
Esta saíu das minhas pesquisas, Paulo. A partir de uma dica aqui ou ali, investigo mais e oiço com atenção. Nem sempre concordo, claro. Olha, começo a sentir-me uma espécie de Poirot especialista em crimes musicais… é trabalhoso mas divertido.
Segue uma dica, Ana. Portuguesa. No início dos anos 40, o Fernando Curado Ribeiro teve um mega-sucesso na telefonia, depois passado a disco, chamado “Concerto para Dois”. Esta canção era um plágio descarado o concerto nº 1 para piano e orquestra de Tchaikovsky (se não me engano), com arranjos do maestro António Melo (o mesmo que compôs a ‘Cantiga da Rua’ e tantos outros sucessos da música portuguesa).
Se não estou enganado, a Rita Ribeiro, filha do Curado Ribeiro, gravou igualmente, há poucos anos, uma versão desse tema popularizado pelo pai.
Boa dica, Pedro, não conheço. Vou procurar os videos (se houver) e ouvir com atenção. Obrigada.