– Nos casos de salvamento de empresas tem que haver compromissos. Lá fora opta-se pela redução do capital dos accionistas e das condições dos trabalhadores, assumindo comportamentos diferentes. Por cá, a noção de salvamento é “la vem o Estado gastar dinheiro dos contribuintes para que todos continuem a fazer as mesmas coisas”.
– Ninguém consegue cobrar nada de quem não quer pagar e isso é dramático, sobretudo para as pequenas e médias empresas.
– Não se avaliam os investimentos que são feitos, quando se gasta. Rouba-se muito. O país não tem dimensão para se roubar tanto – Pedro Ferraz da Costa ao Expresso em 15 de Agosto de 2009
– Estamos absolutamente sufocados. O Estado não pode andar a tirar 50% da produção do país para ir gastar mal gasto.
– Estou desanimadíssimo quanto ao PEC, esperava que o ministro das Finanças, que é uma pessoa séria, apresentasse o PEC e que para o cumprir definisse os orçamentos para os anos seguintes. Eu não posso admitir que haja um PEC que não seja apresentado ao mesmo tempo que um orçamento. O orçamento não deve ser mais que a aplicação do PEC para o primerio ano. Não é possível passar de um défice de 9,3% para 8,3% num ano para depois em 2013 estar abaixo dos 3%. Quem tem um mínimo de experiência sabe que isso é mentira. – Alexandre Soares dos Santos, ao Expresso, em Março de 2010


Palavras sábias. De ambos.
Há muita clarividência no que aqui trazes hoje. Boa selecção.
“O País não tem dimensão para se roubar tanto” é de todas as citações a mais demolidora. Acho que não vou porlongar esta série por muito mais tempo, porque é muito deprimente 🙁
Com a devida assinatura…
Absolutamente sufocados
por este Estado devorador,
ficamos deveras ressacados
com o seu engenho esbanjador.
Com a devida assinatura
carregada de leviandade
fica exposta a estatura
da nossa conaturalidade.