Não estou esclarecido


Rui Rocha,

Não posso confiar num primeiro-ministro que demora uma semana a lembrar-se se cumpriu ou não cumpriu a lei. Não confio num primeiro-ministro que diz ter recebido despesas de representação mas se recusa a revelar o respectivo valor. Passos Coelho teve tempo e condições para esclarecer integralmente a sua relação com a Tecnoforma e a ONG adjacente. Não o fez. Recuso ver o meu direito à opinião e ao sentido crítico prescrito por manobras infantis de ilusionismo e ocultação. Só posso presumir que seja culpado.

4 comentários em “Não estou esclarecido”

  1. Mermão, eu não confiava nele mesmo antes deste episódio, o que ele até agora (não) fez revela a afirmação. Por isto mesmo não necessito usá-lo para pedir que ele se afaste.

    Usar este episódio para correr com ele é simplesmente admitir alguma grandeza na sua governação.

  2. Alguma vez viste «Jagten (A Caça)»? Aconselho vivamente.

    Para mim todo o caso é uma telenovela da treta. Passos Coelho não é nem melhor, nem pior que os outros que lhe vão tomar o lugar. A opinião de cada um não muda nada com este caso ou com as justificações que possa dar, quem o considerava culpado e nefasto por tudo e por nada continua na mesma senda, quem não, não. A mim interessa-me a floresta e ela continua a reproduzir-se. Quando Passos desaparecer do palco político, puff, como por magia tudo desaparece. Estou farto de espuma. Parabéns ao Cerejo pelo bom trabalho que vai desenvolvendo como jornalista.Não há PM inocentes, nunca houve. Somos todos culpados, somos todos vítimas.

    Vamos ao caso e ao post:
    A tua primeira frase é falsa. Ele sempre disse que estava convicto de ter cumprido as suas obrigações legais. O que não quer dizer que esteja a mentir, claro. Aparentemente sempre cumpriu com o fisco, com ou sem artimanhas, também elas aparentemente legais. Por mim, uma comissão de inquérito era o mais útil para o país. Esclarecer tudo isto na tão propalada «casa da democracia». Vamos lá esclarecer o que é que era a CPPC. Tudo o resto é terror político-mediático do qual, como casos passados demonstram, o país não beneficia.

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