Há questões essenciais que devem ser respondidas por todos os que criticam as opções do governo que constam da Proposta de Orçamento/2012. A primeira delas é saber se concordam com o objectivo global de ajustamento. Isto é, importa saber se criticam o resultado ou os caminhos que permitem lá chegar. No caso de criticarem o resultado pretendido, importa que esclareçam quais as alternativas, a viabilidade da sua concretização e as respectivas consequências. Concretizando: pretendem uma renegociação dos calendários de ajustamento? Então que garantias podem dar de que os credores estão disponíveis para aceitar tal proposta? Ou, se defendem um default, quais as consequências dessa situação para os cidadãos e para o país? Depois, discutam-se os caminhos que levam ao resultado. Se a crítica é a falta de incentivo ao crescimento, digam por favor o que propõem e como financiam as medidas que apresentarem. O que falta são rotundas, aeroportos, auto-estradas, jardins interiores em escolas secundárias ou computadores para as crianças? Pois muito bem. Esclareçam onde está o dinheiro para isso. Finalmente, se o ponto não for nenhum desses, devem informar quais as alternativas que sugerem ao corte de salários da função pública:
a) despedimentos na função pública (explorando um pouco a temática do custo social implícito, se possível);
b) (ainda maior) agravamento de impostos, suportado por toda a população (analisando, por exemplo, o grau de certeza desta medida na concretização do objectivo orçamental quando comparado com o do corte de salários e os conceitos básicos de receita e despesa);
c) corte dos subsídios de natal e/ou de férias do sector privado para os funcionários públicos não ficarem sozinhos na aplicação dessa medida (debatendo quem, no final, suportará os aspectos mais gravosos do ajustamento em curso utilizando para o efeito – é uma sugestão – as previsões de desemprego para 2012; revisitar os conceitos básicos de despesa e receita pode revelar-se, outra vez, muito útil).
Na desgraçada situação em que nos encontramos qualquer crítica deve ser rigorosamente fundamentada. Não se pode exigir menos do que isso a António José Seguro na qualidade de líder do maior partido da oposição. E a Cavaco Silva, a Mário Soares e a todos os outros que já vieram pronunciar-se sobre a questão. É que, para além de tudo o mais, sabemos muito bem como aqui chegámos. E quem nos trouxe até aqui.

Certeiro. E quanto mais “responsaveis” mais detalhadas devem ser as propostas!
Ao..eu acho que… eu não concordo com… é injusto…é isto aquilo ou aquele outro… devem ser juntas as medidas alternativas!.
Exactamente, Io.
Subscrevo, Rui. Naturalmente.
Trata-se de senso comum, Pedro. Coisa que, apesar do nome, parece ser cada vez mais escassa.
muito bem.
Muito bem é rever-te por aqui, Joaquim.
Obrigado, Joaquim.
Olha lá, ó Rui, sabes como é que na plataforma dos blogues do Sapo um elemento de um blogue colectivo consegue alterar a assinatura de um post escrito por outro elemento do mesmo blogue?
Ainda estou a aprender a colocar tags.
(obrigado)
Drama na Assembleia.
Senhora Presidente
Senhor primeiro-Ministro
Senhores….e senhoras…
-Este orçamento é isto, aquilo ,mais aquilo, mais isto…Um roubo… uma vergonha… Cavaco Silva…nós temos alternativas sérias!
Senhor deputado Jose Seguro…
Ouvi-o com muita atenção… estou totalmente de acordo consigo.. e, como diz ter alternativas érias e crediveis, tomo, aqui, de imediato a decisão patriotica de pedir, hoje mesmo, a minha demissão…
Silêncio…. Silêncio… senhores deputados…da oposição… já providenciámos fraldas para todos…
-Liguem o ar condicionado… depressa!!
Este debate contou com o alto patrocinio da
DODOT
Não sei se as Huggies vão ficar contentes com isto.
Direi mesmo mais! Se não concordarem com o preconizado e apresentarem alternativas, deverão logo que possível implementá-las.
Dizer que está mal com a unica intenção de ir lá fazer mais do mesmo é desonesto!
Basta de políticos que dizem que têm as respostas enquanto estão na oposição e depois nos brindam com uma má solução e dizem que não têm outro remédio!
Se só estão lá para carimbar o invitável que vão para casa que para isso os seus motoristas chegam!
Nem mais.