Hoje aprendi que consigo dizer que não. Foi um acontecimento tardio mas muito desejado. Parece que a minha vida mudou. À conta de uma palavra tão pequena. Há esperança.
Não
Patrícia Reis,
Hoje aprendi que consigo dizer que não. Foi um acontecimento tardio mas muito desejado. Parece que a minha vida mudou. À conta de uma palavra tão pequena. Há esperança.
Não faço ideia do que falas mas apoio-te seja no que for.
É preciso, às vezes.
Mesmo que a vida, no seu cruel equilíbrio, não nos dispense do ocasional sapo que se engole, da hipocrisia estritamente inevitável e que a mais fria razão impõe. Desde que nunca nos esqueçamos – e cuidemos de o tornar educadamente claro, por entre as cortesias de estilo que a praxe imponha -, que sabemos que é hipocrisia.
Mas é imperativo: é o preço de nos encararmos no espelho sem vergonha.
Muito que (nos) doa.
Costa
Mil desculpas pela brincadeira :
Porque eu não insisti!
Felicidades pessoais e profissionais.
Ainda bem. Mas não passes ao extremo oposto. Dizer sempre “sim” é pedir que se aproveitem de nós, dizer sempre “não” é fugir a viver.
She hated saying yes. She was of those people for whom yes is always an admission of guilt or failure. No was power.
Jeanette Winterson, Lighthousekeeping (lançado há uns anos em Portugal com o título A Menina do Farol).
E quando uma mulher diz “não”, isso significa “não” mesmo. Ou, pelo menos, assim afirmam as feministas.
Dizem e sabem que mentem.
As feministas sabem que isso não é bem assim.
Não é a palavra da Liberdade.
Sim é a palavra da Política.
Minha querida
Ora aí está uma palavra que, para ter sentido, se aprende muito tarde.
Ainda foste a tempo. Eu aprendia-a com a mesma idade. Fez-me muito bem!
Fez bem. Mas dantes dizia sempre que sim?