Perdemos o “meu presidente”. Para além de ter cumprido os mandatos com rectidão, como pessoa, era exemplar. Era uma pessoa simples e descomplicada. Gostava de sair para comprar o jornal e tomar o pequeno almoço, sempre com um ” bom dia minha senhora e meus senhores”, popular sem ser popularucho, agradável e bem disposto. Era socialista. Ninguém é perfeito. Até sempre Sr. Presidente. Merece todas as honras que lhe dispensem os outros e nós que tivemos a honra de o ter como figura máxima da nação. Descanse em paz.
Muito me separa, separaria, de Jorge Sampaio (e poderia aqui ser ácido; mas agora, neste preciso momento, para quê?) ainda que me fosse apesar disso figura de certo modo afim. Nos modos, na – arrisco não me enganar – anglofilia (bastante para, creio, perante tantos portugueses, desqualificar liminarmente quem a processe). No imperativo de decência de modos, mesmo quando longe de mim. Agradeço-lhe, Pedro Correia, ainda que com este infeliz pretexto, pela breve resenha que fez de um período da nossa História política contemporânea. Por dever de ofício, ao início da manhã de 27 de Agosto passado, acompanhei brevemente, nas frequências de controlo de tráfego aéreo, um helicóptero em missão de evacuação médica. Transportava um qualquer cidadão. Um português. Era este.
Portugal deve ficar eternamente grato a Jorge Sampaio, em especial José Sócrates Pinto de Sousa. Antes de Marcelo Rebelo de Sousa considerava-o o pior presidente eleito em democracia.
Parabéns por tão exaustivo texto, Pedro. Posso estar enganado, mas creio que foi o único (que eu tivesse lido) que assinalou a pertença de Jorge Sampaio ao MAR. Francisco Seixas da Costa
Muito obrigado, meu caro. Este é o género de textos que preferia não fazer. Mas se as circunstâncias nos convocam há que cumprir a missão da melhor forma. Sem escrita burocrática ou preguiçosa. Escrevendo uma história, afinal. Assim deve ser sempre o jornalismo.
Perdemos o “meu presidente”. Para além de ter cumprido os mandatos com rectidão, como pessoa, era exemplar. Era uma pessoa simples e descomplicada. Gostava de sair para comprar o jornal e tomar o pequeno almoço, sempre com um ” bom dia minha senhora e meus senhores”, popular sem ser popularucho, agradável e bem disposto. Era socialista. Ninguém é perfeito.
Até sempre Sr. Presidente. Merece todas as honras que lhe dispensem os outros e nós que tivemos a honra de o ter como figura máxima da nação.
Descanse em paz.
Grato por este seu breve mas impressivo testemunho, Maria Dulce. Na linha do belo texto que dedicou no DELITO ao Presidente Sampaio.
Muito me separa, separaria, de Jorge Sampaio (e poderia aqui ser ácido; mas agora, neste preciso momento, para quê?) ainda que me fosse apesar disso figura de certo modo afim. Nos modos, na – arrisco não me enganar – anglofilia (bastante para, creio, perante tantos portugueses, desqualificar liminarmente quem a processe). No imperativo de decência de modos, mesmo quando longe de mim.
Agradeço-lhe, Pedro Correia, ainda que com este infeliz pretexto, pela breve resenha que fez de um período da nossa História política contemporânea.
Por dever de ofício, ao início da manhã de 27 de Agosto passado, acompanhei brevemente, nas frequências de controlo de tráfego aéreo, um helicóptero em missão de evacuação médica. Transportava um qualquer cidadão. Um português.
Era este.
Leia-se, bem entendido, “quem a professe”.
Grato pelas suas palavras, meu caro. Na substância e no tom – tudo adequado ao momento.
Chema Israel, Adonai elohenu, Adonai ehad…
Portugal deve ficar eternamente grato a Jorge Sampaio, em especial José Sócrates Pinto de Sousa. Antes de Marcelo Rebelo de Sousa considerava-o o pior presidente eleito em democracia.
Era um senhor!
Que envergonha todos estes politicos da actualidade sejam eles de que partido forem.
Parabéns por tão exaustivo texto, Pedro. Posso estar enganado, mas creio que foi o único (que eu tivesse lido) que assinalou a pertença de Jorge Sampaio ao MAR. Francisco Seixas da Costa
Muito obrigado, meu caro. Este é o género de textos que preferia não fazer. Mas se as circunstâncias nos convocam há que cumprir a missão da melhor forma. Sem escrita burocrática ou preguiçosa. Escrevendo uma história, afinal.
Assim deve ser sempre o jornalismo.