Para não variar, neste Verão os incêndios florestais multiplicaram-se de forma aflitiva. A estas calamidades pendulares costuma seguir-se o folclore das promessas dos governantes em como vão tomar medidas, sobretudo no que respeita à prevenção, mas este ano, apesar da área ardida ser muito superior à do ano passado, ainda não ouvi um sussurro por parte do governo.
Lembro-me de que em tempos prometeram pôr militares a vigiar as florestas. Pareceu-me uma boa ideia, mas pelos vistos destinou-se, como tantas outras, a fazer notícia. Em vésperas de eleições o que menos interessa aos responsáveis pela saison da queima 2015 é prestar contas. A comunicação social, convenhamos, tem sido um amor, poupando a coligação a explicações. Mas no sábado Marques Mendes surpreendeu-me com uma enorme censura à manifesta incapacidade de o governo zelar sequer pelas áreas protegidas, que estão sob a alçada do Estado.
A incúria, quando atinge elevadas proporções, é crime. Não sei como é que ainda existe país para arder.

![210712_Incendio-em-Portugal_0[1].jpg 210712_Incendio-em-Portugal_0[1].jpg](http://9.fotos.web.sapo.io/i/P48119b3c/18732294_wDIbY.jpeg)
Para o ano, se Deus quiser, conseguiremos dar cabo de mais uns hectares! Deus nos guarde algumas árvores! E isso de tirarem os militares dos quartéis para vigiar árvores, não acho nada boa ideia. Tenho uma bem melhor: que tal deixarmos um qualquer presidente de junta de freguesia da capital, cuidar da floresta? Hein? É uma razia tal, que os maluquinhos dos incêndios acabam curados, sem se gastar um tostão que seja. Repare-se na fúria da primavera na cidade: uma rua com árvores? Arranja-se uma doença qualquer com um nome complicado e toca de cortar todas, mas todas as ditas cujas afetadas. E em caso de protesto, vão as outras que estavam na rua paralela. O quê? É centenária? Vai também que neste país não há lugar para coisas velhas, quanto mais uma árvore. Podem crer que a nossa comunicação social (qual?! a sério, qual!?) estará atenta (nem por isso, mas o povo também não está para se aborrecer quando se encontra a banhos). Incúria? Ora essa! As florestas são para arder. Quem é que paga bem por madeira queimada? Quem é? Pois….M. Lopes
A floresta representa 3% do PIB e 10% das exportações,mas nem esta perspectiva meramente económica move quem nos governa. Não se entende.
Passando à frente as tiradas de Medina Carreira, que para este assunto pouco interessam, aconselho vivamente a ver esta entrevista/programa sobre a referida matéria.
https://www.youtube.com/watch?v=C36zzdKo a9o
Obrigada,gostei muito. E também recomendo.
Não consigo entender como há pessoas que destroem aquilo que nos dá o oxigénio, que todos os seres vivos necessitam para sobreviver.
Não há explicação lógica possível!
É a mesma lógica do “escape do automóvel”!
Pois é verdade. Tem toda a razão.
Teresa
Esta ministra põe-me os cabelos em pé!
E vão duas!
A “ministra”
A mim poe-me em baixo!
Uma calamidade que todos os anos se repete, desde que as florestas foram abandonadas enquanto fonte de rendimento porque as pessoas arranjaram outro tipo de rendimentos.
O que não se compreende é que perante um fenómeno já identificado (nenhuma prevenção / ordenamento florestal) e que começa a deixar de ser sazonal ( últimos 3 anos) se opte unicamente por canalizar recursos no combate aos efeitos e não se gaste nada em prevenção e no ordenamento florestal.
Haveria muitas formas de começar a atacar este problema de frente mas isso iria colidir com muitos interesses instalados e por isso não interessa.
A comunicação social que obviamente sabe mais que aquilo que diz tem estado “calada” sobre esta temática e outras porque isso lhe interessa.
http :/ http://www.jornaldenegocios.pt /empresas/detalhe s_para_a_comunicacao_social.html
governo_prepara_novo_regime_de_incentivo
Pois,isto anda tudo ligado.