Mulheres do Mundo (4)


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Rugiatu Turay

 

Rugiatu Turay nasceu na Serra Leoa . É jornalista, tem 32 anos  e foi sujeita à excisão feminina. Tinha apenas 12 anos e era órfã.

Inconformada, iniciou uma luta para evitar o sofrimento das crianças africanas a esta prática ignominiosa.

Sabe que o peço a pagar pode ser a morte, mas embora conhecendo o perigo que corre, fundou em 2002  o Amazonian Initiative Movement, com um grupo de mulheres  que conheceu num campo de refugiados na Guiné, onde esteve durante a guerra civil na Serra Leoa. Desde a criação do movimento, quatro activistas  receberam ameaças de morte e abandonaram o movimento. Apesar de ameaçada- e mesmo depois de ser raptada por outras mulheres que a obrigaram a caminhar nua pelas ruas da cidade de Knema- continua a sua luta. Visita aldeias e vai às escolas, onde esclarece as excisoras  sobre os perigos  e consequências da excisão  e tenta convencê-las   a renunciar à sua prática.

Afirma que já conseguiu demover cerca de 700 mulheres em 111 aldeias da Serra Leoa. Será  uma ínfima parte, mas é pelo menos um começo. 

Como estamos em tempo de Festival da Canção, a Mulher Portuguesa de hoje está ligada à música, mas não a estes festivais

 

6 comentários em “Mulheres do Mundo (4)”

  1. Que horror Carlos, este é um tema que eu não consigo comentar, não consigo, pronto. Não sei como é que estas mulheres têm força. É caso para dizer, “Que força é essa amiga que trazes contigo…”

  2. Mulher de armas, com uma missão solitária mas de elevado valor humanitário. Com todos os riscos daí decorrentes.
    Também tem lugar no Belas e Talentosas Da Leonor!

  3. Sinto-me tão “pequenina”, impotente, perante a situação dessas meninas, Carlos e, ao mesmo tempo, acho os meus problemas tão insignificantes…È muito justa essa sua “nomeação” de Rugiatu Turay – estou, mais ou menos, a par da sua acção no AIM – uma mulher de coragem , sem dúvida, Carlos.

  4. A excisão é, para mim, algo aberrante.

    Mas os que mais me choca é, e como exemplificado, serem as próprias mulheres a querer eternizar esta prática…

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