
Rugiatu Turay
Rugiatu Turay nasceu na Serra Leoa . É jornalista, tem 32 anos e foi sujeita à excisão feminina. Tinha apenas 12 anos e era órfã.
Inconformada, iniciou uma luta para evitar o sofrimento das crianças africanas a esta prática ignominiosa.
Sabe que o peço a pagar pode ser a morte, mas embora conhecendo o perigo que corre, fundou em 2002 o Amazonian Initiative Movement, com um grupo de mulheres que conheceu num campo de refugiados na Guiné, onde esteve durante a guerra civil na Serra Leoa. Desde a criação do movimento, quatro activistas receberam ameaças de morte e abandonaram o movimento. Apesar de ameaçada- e mesmo depois de ser raptada por outras mulheres que a obrigaram a caminhar nua pelas ruas da cidade de Knema- continua a sua luta. Visita aldeias e vai às escolas, onde esclarece as excisoras sobre os perigos e consequências da excisão e tenta convencê-las a renunciar à sua prática.
Afirma que já conseguiu demover cerca de 700 mulheres em 111 aldeias da Serra Leoa. Será uma ínfima parte, mas é pelo menos um começo.

Grande MULHER! Se fosse homem diria que tinha uma grande “agricultura”!!!
Que horror Carlos, este é um tema que eu não consigo comentar, não consigo, pronto. Não sei como é que estas mulheres têm força. É caso para dizer, “Que força é essa amiga que trazes contigo…”
Mais uma mulher com uma causa, pela qual está disposta a arriscar a sua integridade física. Admirável!
Mulher de armas, com uma missão solitária mas de elevado valor humanitário. Com todos os riscos daí decorrentes.
Também tem lugar no Belas e Talentosas Da Leonor!
Sinto-me tão “pequenina”, impotente, perante a situação dessas meninas, Carlos e, ao mesmo tempo, acho os meus problemas tão insignificantes…È muito justa essa sua “nomeação” de Rugiatu Turay – estou, mais ou menos, a par da sua acção no AIM – uma mulher de coragem , sem dúvida, Carlos.
A excisão é, para mim, algo aberrante.
Mas os que mais me choca é, e como exemplificado, serem as próprias mulheres a querer eternizar esta prática…