Cerca de um mês após início da quarentena, duas coisas já estão confirmadas:
- Daqui a muito tempo, uma minoria ainda insistirá em usar máscara. Até lá, o seu uso será generalizado.
- Muita coisa terá de acontecer até que o aperto de mão regresse às rotinas diárias. Os abraços e os beijinhos ainda terão de esperar mais tempo.
Repete-se até à exaustão que vai ficar tudo bem, mas o “tudo bem” por que aspiramos será diferente do anterior.

Pode ser que apareça algo que nos tire mais depressa deste “aperto”:
http://cnpem.br/centro-nacional-de-pesqu isas-de-campinas-seleciona-2-remedios-pa ra-coquetel-contra-coronavirus-e-comeca-t estes-in-vitro/
https://www.timesofisrael.com/oxford-uni versity-scientists-starting-human-trials-f or-virus-vaccine-next-week/
Ficamos a esperar também pela vacina, esperando que seja definitiva e que não se venham a verificar frequentes mutações do vírus, como acontece com o da gripe.
Depois ainda faltará a sua distribuição à escala global.
Se realmente correr tudo mesmo bem, então irá ficar tudo bem, mas será sempre um tudo bem diferente ao anterior.
Mas que venha o Tudo bem. Mesmo diferente da aspiração, julgo ser melhor que vida confinada. Ou será que ainda vamos ter saudades a este tempo de estagnação…
Sou contra a banalização de beijos e abraços. O aperto de mão bastaria. E até, na maioria dos casos, um Olá, Boa tarde, Bom dia, são suficientes. Não entendo a mania de beijocar toda a gente quando se chega a um lugar se, bem feitas as contas, não temos prazer ou desprazer em encontrar pessoas que nos são mais ou menos indiferentes. Bem sei que os povos do sul são assim de proximidades generalizadas e logo impensadas. Defendo, para beijos e abraços, a existência de cumprimento de mérito, reserva endereçada do coração.
Depois de enfartar, este tempo de confinação ficará para o futuro como uma paragem forçada, que com o passar do tempo ganhará os tons sépia normais das memórias. E como acontece na maior parte delas, os detalhes entediantes acabarão por ser ultrapassados pelas coisas boas que agora ainda mal descortinamos. Ter mais tempo para nos virarmos para dentro não é definitivamente mau. Vamos acabar por ter saudades disso.
O esbanjo de beijinhos a desconhecidos era de facto uma coisa banal nesta zona do globo, e de pois disto, também na forma como nos cumprimentamos, iremos aproximar-nos das prácticas do norte da Europa. Na relação com o dinheiro público ainda vai demorar mais tempo a copia-los.
🙂
Boa tarde,
Espanha 400 mortos por milhão .
EUA 86 mortos por milhão .
Brasil 8 mortos por milhão .
Mas o Trump e o Bolsonaro é que são incompetentes , malucos e outras coisas mais .
Luis Almeida
A diferença entre o actual nr de mortos por milhão de habitantes dos EUA e Portugal é practicamente só a narrativa. tual-epidemiologica-portugal-e-um-dos-pa ises-mais-perigosos-do-mundo-na-covid-19/
https://observador.pt/opiniao/visao-fac
A caixa de comentários do artigo linkado é hilariante .
A quantidade de gente que gosta de ser enganada , não tem explicação .
Ainda dizem que temos a geração mais preparada de sempre .
Ou então o mais provável é ser gente paga para defender este estado de coisas .
Luis Almeida
A mim perece-me cada vez mais que é gente que paga para ter alguma coisa em que acreditar.
