Há, seguramente, milhões de estudos, teorias, propostas e abordagens ao tema. No fundo, trata-se de descobrir o mecanismo que faz com que um trabalhador tenha uma súbita vontade de esforçar-se (ainda) um pouco mais. De fazer (dizem os consultores) an extra mile. O clique que faz com que, diríamos nós em bom português que por alguma coisa não somos consultores, um trabalhador tenha um desejo genuíno, altruísta e indomável de correr pela sua empresa. Pois bem. Após anos e anos de trabalho de campo, estou em condições de revelar ao mundo (e a si, leitor do DELITO DE OPINIÃO, em estreia absoluta), o único método verdadeiramente infalível e com validade universal (aplicável a todos os níveis hierárquicos), testado em milhares de situações, para pôr um trabalhador de uma organização a correr. Na verdade, é muito simples. Basta seguir rigorosamente os seguintes passos.
- Escolha um corredor ou passagem da empresa com mais de 5 metros de comprimento
- Coloque-se estrategicamente junto de uma porta do corredor ou passagem
- Aguarde pacientemente que um trabalhador da empresa surja no horizonte
- Quando a pessoa em causa estiver ainda razoavelmente distante da sua posição (não menos de 3 metros), segure a porta, fazendo-a perceber, através de linguagem corporal contida mas explícita, que aguardará todo o tempo necessário pela respectiva passagem e só depois retomará o seu caminho.
Estou certo que conseguirá pôr a pessoa a deslocar-se em passo muito mais rápido ou até a correr, ainda que se trate do CEO da empresa. Nos milhares de casos em que testei o método, apenas não consegui resultados satisfatórios com o Lopes que tinha sido operado à coluna. Aqui fica pois esta partilha desinteressada. Apenas peço em troca que aplique o método e que nos traga, a benefício da ciência da motivação, notícia dos resultados alcançados.

Excelente metodoliga. Contabilizaste alguma alteração na performance homem/hora?
em tempo. metodologia.
Metodoliga também não estava mal.
Contabilizei. Na rúbrica de proveitos.
Confirmo. Pior que isso, tal procedimento faz-me dar um impulso tipo cachorrinho de Pavlov, e pronunciar o inevitável “obrigado”.
Esperemos que a Academia Sueca esteja atenta a este artigo revolucionário.
Não espero menos, da Maia.
Outra maneira de andar mais depressa, de progredir mais rapidamente, é correr a abrir a porta ao chefe. Sei quem utilizou este método com bom resultado.
Suponho que é a isso que se chama política de portas abertas, TA.