Mohammed Emídio al-Sarraf


Rui Rocha,

Pelo visto, Rui Pedro Soares e Emídio Rangel vão lançar um novo tempo de antena, digo, semanário, antes das eleições, digo, no início do próximo ano. Aqui no DO desejamos os maiores sucessos a esta parceria público-privada, digo, projecto jornalístico. E, para demonstrar o nosso apoio, atrevemo-nos a sugerir, com a subtileza que nos caracteriza, o perfil ideal para  Chefe de Redacção.

14 comentários em “Mohammed Emídio al-Sarraf”

      1. bela metafora

        Li agora a noticia no Publico

        é interessante criar um jornal com orientação de esquerdo, visto que em Portugal ainda existe a vergonha dos pasquins assumirem a sua “cor” politica.
        Fazem-no de forma camuflada….

        Seria interessante que alguem desse um passo nesse sentido.

        o que não percebo é o envolvimento de Rui Pedro Soares.
        ja ninguem lhe liga na PT….

        1. Se calhar, é mesmo por isso, Francisco. Ocupa-se o homem, promove-se a mensagem socrática e de caminho ainda se arranja mais uns lugares para ocupar os boys que começam a ficar nervosos.

  1. Caro Rui Rocha,

    Este é um comentário a despropósito do post (ou talvez não…).
    Mas gostaria de chamar a sua atenção para uma coisa aberrante, que, 36 anos depois do 25 de Abril e do 25 de Novembro, se mantém, tem o nome de “Tempo de Antena” e, por estes dias (ou não estivesse a acabar o ano), preenche largos minutos do horário nobre da RTP.
    Aquilo é inqualificável e insuportável. O certo, porém, é que custa a todos nós alguns milhões de euros por ano, os quais bem poderiam ser aplicados em algo de útil.
    Mas, claro, pôr termo ao disparate (que não tem paralelo em nenhum país democrático do mundo) afigura-se impossível: os partidos, sindicatos, etc., jamais o consentirão. E eis como a pseudo-democracia portuguesa continua refém de uma série de bonzos…

    1. Muito bem observado, caro Pensador. É uma daquelas coisas a que nem liga, que não tem efeito nenhum, mas em que não se pode mexer: uma vaca sagrada, portanto.

  2. Coimbra, 27 de Maio de 1958.
    …um ambicioso que sobe a um altar e se proclama divino, repugna-me como um cancro individual que crescesse no corpo colectivo a que pertenço; mas o sabujo que admite semelhante gigantismo detruidor, o solicita e aplaude, esse nega-se a meus olhos como ser humano, pura e simplesmente. É um mero autómato articulado, com a corda desafinada, que confunde os movimentos, e se prosterna quando devia erguer-se.
    Miguel Torga (Diário VIII)

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