Hoje de manhã, num corredor, encontrei um livro da Flannery O’ Connor pousado numa mesa. Se alguém um dia me quisesse fazer seguir um trilho seria assim, pensei eu, com vários livros, todos da Flannery, a indicar o caminho (os livros teriam de ser repetidos, claro, que ela por cá deixou poucos). Mas não havia mais livros por ali e fiquei à espera para saber a quem pertencia. E não esperei muito até perceber que, afinal, a vida nem sempre é mais interessante do que a ficção: que não, que não conhecia a autora; que não, que ainda não tinha começado sequer; que não, que ainda não tinha nada para dizer.
Modo de Vida (20)
Adolfo Mesquita Nunes,

E zut! Lá se foi o mistério do end of track… Ai, os nossos ícones 🙂
… que não, que não era mistério!
Tendo em conta quem me surgium será um mistério se de facto se deixar apaixonar pela Flannery. E é isso que me entusiasma nesta história. A absoluta falta de simetria entre a autora e a leitora.
O ícone só está bem num pedestal. Se desce, é o fim.
As pequenas desilusões, não é, Adolfo?
Veremos Ivone. É uma questão de voltar a passar pelo corredor 🙂