Gosto muito de idiomas que nos arranham a pele, feitos de violência, nem sempre triste, que sugerem uma caminhada cheia de paragens pelas bermas. A realidade é melhor carregada por idiomas que não a disfarçam melodiosamente, como o hebraico. Quando tiver tempo, e um dia vou ter, vou tentar aprendê-lo. Até lá, a música.

O polaco tb serve. Áspero e poderoso, sofrido. Já uma vez ouvi poesia num bar em Varsóvia e percebi tudo…
Polaco só mesmo cantado, falado não. A não ser que tenhamos uma especial devoção por perdigotos! 🙂
puro engano o seu! e o espontâneo aliás estava longe… cheio de zubrowka (o intérprete de serviço).
🙂 qd os vejo falar penso sempre que o perdigoto está prestes a sair. mas é de facto um idioma que carrega sofrimento.
Shalom! JM
Em versão feminina, também gosto muito do som hebraico das Habanot Nechama, por exemplo:
http://www.youtube.com/watch?v=iB-ao_cLG
Mais suave, mas também “arranhador” 🙂
שלום
boa sugestão 🙂
Tudo menos as línguas nórdicas, que também arranham mas não têm a densidade dramática das eslavas ou das do médio oriente.
Concordo Ana. Sobretudo faladas. Já o islândes me parece muito interessante, embora num outro registo.