Miserável


Teresa Ribeiro,

Quantas comissões, horas e horas de debates sobre o futuro da televisão estatal. Quanto capital intelectual perdido nas gavetas de gente estreita, frágil, sem rasgos, tolhida por compromissos. O dossier RTP é todo um tratado sobre o exercício do poder em Portugal. No essencial nada mudou. Nem a desfaçatez com que no fim nos apresentam a conta de tanta inépcia na factura da electricidade.

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5 comentários em “Miserável”

  1. Quando eu tomar posse como administrador delegado em Massamá (sem vencimento ) a primeira medida que tomarei:

    Mandar regressar à base todos os correspondentes no estrangeiro.
    Principalmente a drºa Marcia -jornalista-turista nos EUA… que se limita a retransmitir o que já ouvimos e vimos dezenas de vezes, através das várias cadeias noticiosas… Alguém se lembra de ter visto uma reportagem ou entrevista de autoria daquela sumidade?
    O outro é o anafado correspondente em Angola!

    Tenho outras medidas na manga, reservo-as para reunião geral da administração.

    Cumprimentos,

    O administrador indigitado

    Verde Maduro Podre da Silva.

  2. Tudo é feito pelas “elites”!
    Agora que o tempo é de vacas magras, seria bom que revitalizássemos a nossa pouco participativa democracia política tornando claras as escolhas. Queremos gastar centenas de milhões com a RTP ou prefere redução de impostos de montante equivalente na factura de electricidade? Queremos cortes no SNS, nas pensões e na escola pública ou preferimos escolher reduzir a dimensão do Estado (menos municípios, menos deputados municipais, regionais e nacionais, menos institutos públicos e fundações, menos associações e fundações financiadas por dinheiros públicos, menos mordomias para os políticos, etc) ou pagar mais impostos, taxas e contribuições. Este exercício tornaria claras as opções e deixaríamos de ser bombardeados com soluções únicas (como o governo designa na proposta de lei nº 171 o corte retroactivo das pensões da CGA).

    1. Não posso concordar mais com a Isabel. Chegados aqui, e no meu caso esperei metade da minha vida pelo 25/4, apetece perguntar se merecemos isto, e também o que é que fizemos para que as coisas fossem diferentes.
      No que à RTP diz respeito, é obvio que se há tanta gente em Portugal que quer aquele monstro na esfera do estado, têm de o sustentar. O pior é que, os que como eu não querem uma estação de tv do estado também têm de pagar. Por isso, acho que metade dos lucros da Impresa e da MediaCapital, deviam ser canalizados para a RTP.
      Só não concordo com a Isabel numa coisa: não há nada de retroactivo nos cortes das pensões da CGA. Os cortes serão feitos, se forem, no futuro.

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