Minority Report


Maria Dulce Fernandes,

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Terei sido apenas eu nos últimos dias a ter uma sensação recorrente de déjà vu?

Quer-me parecer que o pré-crime saltou da ficção de Philipe K. Dick para a realidade e em grande estilo.

Depois segue-se o maior espectáculo do mundo com anónimos e obscuros protagonistas a saltarem da realidade para a ficção. 

Ready when you are, mr DeMille.🙄

33 comentários em “Minority Report”

  1. republiqueta cada vez mais pobre, doente e afastada dos eleitores necessita desviar a atenção da triste realidade

  2. Eu até fico arrepiado só de pensar nos crimes que o rapaz podia ter cometido e não cometeu.
    A quantidade de coisas que se podem fazer com meia dúzia de facas e um gás de isqueiro.
    Ainda bem que o moço não falou com os peritos antes de ser detido, senão agora já não estávamos a falar no massacre da escola, mas estávamos a falar do extermínio dos portugueses.

      1. Eu já nem sei o que é mais perigoso, se é ter uma besta em casa ou se é ir para a televisão armado em besta.

  3. Aqui aplica-se melhor o menos conhecido filme “Elephant”, de Gus van Sant. Eu vi o Minority Report, e não tem nada a ver com o que está a suceder – se a referência é o que penso. Recorde que no filme de Spielberg os pré-criminosos são sumariamente presos perpetuamente, sem recurso, baseados num pré-julgamento.
    Faça a si mesma um favor e veja o Elephant. Depois conte-me.

  4. Nos filmes, por muito beras que sejam, a gente vê os polícias esperarem até ao último minuto para capturar o criminoso, para ter a certeza da condenação. Cá, vai-se a casa dele na véspera. Não dava para esperar até à manhã do dia “D”, para ver se, realmente, o indivíduo saía de casa com a besta e as bombas? É que, aviso já, daqui a uns anos, o rapaz (potencial criminoso) vai ser, obviamente, absolvido – porque ninguém é homicida de véspera (entre gabar-se num chat e comprar umas tralhas na net e, efectivamente, matar pessoas, vai um salto gigantesco -está tudo no mais famoso discurso da história: “And thus the native hue of resolution Is sicklied o’er with the pale cast of thought, And enterprises of great pith and moment With this regard their currents turn awry, And lose the name of action”). Ora, mesmo neste país de duas justiças, não é com bazófias, botijas e uma besta que se supera o “in dubio pro reo”. Claro que, nessa altura, não vai haver nenhum senhor da PJ a dar entrevistas e a passar documentos do processo para a CMTV, nem para envergonhar a cáfila mediática que nos leva a ver o mínimo de telejornais possíveis.

          1. Por isso é que não vejo filmes de super-heróis desde 2004 (“Spider Man 2”). Há um limite para a minha “suspension of disbelief”. PS: não conto com os “Guardiões da Galáxia”, que vi sem saber que eram da mesma fábrica, e me diverti à brava, e com o “Black Panther”, que vi por causa do “hype”, e, afinal, era exactamente a mesma porcaria, mas em versão africana.

          2. Já eu adoro ver estas produções da Marvel. Vejo os filmes com a mesma expectativa e o mesmo entusiasmo com que lia (e me deliciava ) a BD.
            Fui ao cinema ver este último Spiderman e tudo, veja lá!

  5. Intriga-me o porquê (perceba-se que nem perco tempo com o miúdo) o como e o agora..
    Não percebo se PJ e CS actuaram em concertação, se a primeira apenas deu um pontapé na bola e segunda decidiu correr atrás dela.
    No “show” Rendeiro havia um propósito. Melhorar a percepção pública da Justiça em vésperas de eleições. Agora não imagino nenhum.
    Sempre (que me lembre) que a CS empolou “casinhos” estava-se em períodos de carência noticiosa. Não será o caso agora entre novas ilegalidades do futebol, 9 assessores para um vereador sem pelouro e o Chega, que poderiam ter ocupado os editores.
    Também não vejo, entre muitos como inflação e juros, médicos e enfermeiros ou escolas inconstitucionalmente fechadas, nenhum com carácter tão decisivo que necessitasse de distracção urgente, pelo eficaz aparelho do PS.
    Admito assim que tudo possa ser enquadrado numa teoria do caos em que ocorrem efeitos sem causa. De facto a bolha política, nela incluindo a CS, está de tal forma alienada que possivelmente, poderá já movimentar-se fora dos domínios da racionalidade.

  6. Se a PJ soubesse o que é que eu já pensei em fazer à Graça Freitas de certeza que vinha cá a casa e levava o faqueiro que eu ofereci à mulher no Natal.

      1. Se você não percebe uma piada como é que há-de saber o que são prioridades?
        Descontraia, a vida são dois dias.

      1. A Judiciária toda devia ir para os Estados Unidos impedir massacres.
        Não sabem onde está a Maddie, não impediram o Rendeiro de fugir mas são fantásticos a impedir um miúdo de cometer um assassínio em massa (seria esparguete?) com umas facas de cozinha.

      2. É que nem a PJ nem o FBI fizeram alguma coisa que tivesse conduzido à detenção do rapaz. Quem fez isso foi o amigo americano do rapaz no Discord, que o denunciou depois de ele lhe ter dito o que planeava fazer.

  7. uma tristeza , a actuação da pj. suponho que o prenderam um dia antes porque perceberam que nunca haveria atentado e assim não iam aparecer na tv como uns campeões que apanharam o bin laden tuga. lamentável espectáculo.

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