“MInha querida” juíza e caríssimos comentadores anónimos


Patrícia Reis,

Por razões que são fáceis de entender não aprovei a publicação de comentários jocosos ou ofensivos, em especial de comentadores anónimos, relativos a um post interior com este titulo.

Desde o início da minha colaboração com o Delito de Opinião tenho libertado todo o género de comentários, dos mais elogiosos aos mais ofensivos. Hoje decidi que acaba a democracia disfarçada no anonimato e, no caso específico do comentador ou comentadora que me enviou uma mensagem com ameaça implícita, tratando-me por “minha menina”, chamando-me à atenção para o meu futuro, agradeço que tenha em conta que eu sou o tipo de pessoa que guarda estas coisas e vai à Polícia Judiciária sem qualquer problema.

Aos restantes, peço desculpa por este post. Sempre considerei o debate essencial. As redes sociais ao abrigo do anonimato não são exercícios de liberdade e de argumentação, são apenas cobardia.

11 comentários em ““MInha querida” juíza e caríssimos comentadores anónimos”

  1. Desculpe comentar. Mas, acho que se existissem mais pessoas como a Patrícia (e desculpe tratá-la pelo nome, uma vez que não a conheço e poderá não lhe ser simpático esta tom cordial) talvez as pessoas (certas pessoas) que por aqui e não só, se acobertam no anonimato para tecer e acontecer, pensassem duas vezes!
    Um blog é para nos podermos expressar sem ter de estar a ser ofendidas ou tratadas por “minha menina” ser ameaçadas por quem (provavelmente) não tem cara para levar dois bofetões!
    Acho muito bem que se proteja. E que denuncie! Não temos que estar aqui a ser “sacos de pancada” de gente que nada tem que fazer. Mais uma vez peço-lhe desculpa de comentar. Mas, gostei muito do seu post! Houvesse mais pessoas assim e certos comportamentos simplesmente eram banidos! Porque são, de todo, indesejáveis! Uma boa semana para si e um Bom Natal

  2. Então a Patrícia anda a ser ameaçada? Porque razão apaga os comentários? Não os apagando, talvez seja a melhor defesa. Na medida em que gente decente poderia zurzir nesses burgessos! Bem, burgesso ainda é pouco. talvez bronco. Não se arrelie, nem dê grande importância a esse imbecil. Cão que ladra, como diz o vulgo, não morde – porque é covarde!

  3. Quem vive em democracia não pode nem deve ter medo de dar a cara. Uma opinião vale o que vale, e tantas vezes vale muito.
    Quem vive em democracia em Portugal nos dias de hoje, também já pouco se espanta com as fabricações executivas e legislativas.
    Sempre depositei muita confiança no poder judicial, que achava o menos corrompido de todos.
    O caso que refere, sendo mais mediático, é mais um de muitos em que a justiça se rende à parcialidade.
    Já não bastava o juiz medieval que praticamente apoia a lapidação… a Sra. Juiza é inenarrável.
    A justiça continua cega , surda e muda perante as decisões baseadas em conhecimentos e trocas de favores, que afinal são a moeda de troca por excelência nesta sociedade em que vivemos.
    E a cobardia não é uma novidade é a lei do toca e foge com uma máscara de sky a esconder decapitação das palavras por pessoas sem espinha dorsal

  4. Há muito que defendo que o DO não devia aceitar comentadores anônimos. Podíamos perder leitores mas ganhávamos qualidade que é bem mais importante.
    Não vi o comentário. Mas conheço – te. Se o eliminaste é porque devia ser mais que ofensivo. Acabem= se com os anônimos submetendo esta proposta à Direção do DO

  5. Continuo a aceitar comentários anónimos mas tenho regras para os aceitar. Educação e decência são fundamentais. Não me importo com os anónimos por duas razões: os trolls que o sejam podem abrir 300 contas para continuarem a sê-lo, pelo que eliminar o anonimato não muda nada (e alguém pode assinar com o nome Manuel Silva e isso nada significar). Outra razão: alguns comentadores preferem não abrir contas mas acabam por assinar no fundo do comentário.

    Mas aplaudo sem reservas a não aprovação de comentários que consideres que ultrapassem os teus limites. Não é censura: essa só existe quando limitamos a liberdade de expressão de alguém. Uma vez que esses trolls têm a possibilidade de dizer ou escreverem o que quiserem, apenas podemos tratar esta limpeza de higiene.

    No entanto, se amanhã alguém propuser que os comentários deixam de poder ser anónimos, não colocarei qualquer objecção.

    Quanto a ameaças, há formas simples de tratar delas. E sabes bem quais – polícia. Esses energúmenos que compreendam que há consequências.

    1. Além das que indica, há razões muito substanciais para manter os anónimos. Se acabarem com os anónimos o Delito de Opinião perde e muito. Sei que admitir anónimos tem riscos mas os inconvenientes de acabar com eles ultrapassam de longe o peso desse risco. Até poderia não admitir comentários como muitos fazem. Mas os que fazem isso não são blogues.
      Quer que eu assine? Vai ficar desiludido com o meu nome: João Silva.

  6. A gestão dos comentários ficou sempre aqui determinada por consenso, à partida, da forma mais democrática possível: cada autor decide como muito bem entende.
    Por isso há comentários sujeitos a aprovação prévia. E por isso somos todos co-administradores do blogue.

    Eu já enviei para o lixo opiniões de pessoas identificadíssimas mas que eram de uma grosseria inqualificável para terceiros. Por vezes até para pessoas já falecidas.
    E certos “anónimos”, que assinam com iniciais ou pseudónimos, são-nos já muito familiares – desde logo porque acompanham o Delito desde a fundação, vai fazer nove anos.

    Cada caso é um caso. Por mim – e sem o menor reparo à decisão da Patrícia, que apoio – continuarei a ajuizar, tal como o João André, em função do conteúdo concreto das opiniões emitidas, anónimas ou identificadas com nome ou pseudónimo.
    O essencial é que todos nos sintamos confortáveis com a opção que tomamos, seja ela qual for. Porque esta é a nossa casa e cada um gere o seu aposento da maneira que entender segundo o seu critério – que é sempre livre e nem poderia ser de outra forma.

  7. Esta questão dos comentários lembra-me o que o pai de um amiga de infância nos dizia, e na altura nos divertia, mas com a idade fomos percebendo quão sábias aquelas palavras eram, apesar de não muito eloquentes: “Ninguém tem o direito de me chatear”.
    Faça cada um que entender com os comentários. E os autores dos mesmos devem contar com isto, não é censura, é sanidade mental.

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