Miguel Portas


jmmcc,

 

1 de Maio de 1958 – 24 de Abril de 2012

(Partilhamos grande tristeza com a amizade

que nos une nesta casa à nossa Helena)

23 comentários em “Miguel Portas”

  1. Uma das excepções ao desabafo de que os políticos são “todos iguais”. As sinceras condolências à família.

  2. Acabo de saber e ainda me sinto em estado de choque. Qualquer coisa que escrevesse agora, sobre qualquer outro tema, não teria o menor cabimento.
    Nesta hora tão dolorosa, um beijo terno e solidário à Mãe do Miguel, nossa querida colega de blogue. E um abraço amigo ao Paulo.

  3. Um adeus sentido ao homem culto, corajoso e humano que era Miguel Portas. Ao seus irmãos e, em especial à sua querida mãe, as minhas sentidas condolências.
    maria

  4. Sentidas condolencias para a Dra Helena Sacadura Cabral. Embora esperdo, é um dia muito triste para ela, e para a sua Familia.
    ACS

  5. Nunca os pais deveriam ver desaparecer os filhos. Mas a vida, o destino, seja o que for, não assenta neste pressuposto. Nunca fui do BE mas o Miguel (curiosamente o nome do meu filho mais velho) sempre me pareceu um político esclarecido, coerente frontal e sério.
    À mãe Helena um sentido beijo de condolências. E que o meu Deus receba o Miguel em seu seio.

    1. O Miguel Portas (trato-o assim por sentir certas afinidades de respiração comum) foi uma alma grande e inteira, feita de um corpo de inquietação pelo mais alto das nossas vidas: a justiça, sobretudo para os mais fracos.
      Os seus gestos públicos, marcados pela inteligência, tolerância, convicção e empenho, são afinal a expressão de um amor apaixonado por um Portugal, que queria livre e fraterno, a sua Mátria a quem serviu de cem maneiras, que foi também uma Pátria em construção no diálogo com o Outro, a Europa, o Mundo.
      As suas andanças pelo Médio Oriente, que a RTP transmitiu em programas, à procura das marcas que a nossa história aí deixou, apontam assim no mesmo sentido: elas falam de nós quando nos afastámos para além de nós, dão-nos a ver o Outro que já fomos, mas o Outro é o pano de fundo onde se inscreveram os nossos gestos.
      É assim no diálogo do presente com o nosso passado e de nós com o Outro que se encontra o caminho a trilhar para que Portugal possa hoje reorientar a sua situação debilitada. E é a reafirmação política da Europa que há-de condicionar a nossa reabilitação.
      Nós assistimos a este compromisso firme, que Miguel Portas traçou até ao fim, entre o destino da Europa na sua conexão orgânica com Portugal.
      Obrigado, Miguel, por tudo o que fizeste no plano público. Oxalá, bebamos a lição do teu exemplo.
      Vasco Tomás

  6. Um belo dia estava eu sentada num café aqui do burgo, já quase de madrugada, a desmontar o mundo com uma amiga. Havia pouco gente e o Miguel entrou de repente, assim do nada (vim depois a saber que a sede do BE era perto). Tentámos não olhar e não fazer de basbaques, claro… mas ele veio a sorrir direito a nós perguntando qualquer coisa (acho que era se ainda serviriam um prego ou coisa assim). Era desarmante de simpatia e naturalidade. Claro que a minha amiga Céu aproveitou logo para lhe pregar um beijo… e ele ainda conversou connosco um bocado. 🙂 “Boa sorte para a campanha” foram as nossas despedidas. Um tipo às direitas, no bom sentido do termo.

    1. É verdade Laura! Senti necessidade de lhe dar um beijo porque sempre o admirei pela sua coerência, pelo olhar transparente, pela forma como defendia aquilo em que acreditava de forma firme mas com a sensibilidade que o seu olhar nos transmitia, próprio de quem estava de bem com a vida. E apeteceu-nos estar ali na conversa com alguém que nos fazia sentir ‘familiares’ pela simplicidade e humanidade que o caracterizava. Há pessoas, raras, que deixam uma mais valia com a sua presença nesta curta passagem terrena e o Miguel Portas foi sem duvida uma delas…

      Céu Menezes

  7. Helena, muita força. Por mais que não a tenha, demonstre-o, principalmente para poder apoiar os seus netos, porque eles vão precisar. Também estou no lugar deles. Perdi a minha mãe há dois anos, vítima de doença, também na casa dos cinquenta. Um vazio que nunca se preenche, mas com o qual estou a aprender a viver. Um grande abraço. Cristina Silva

    P.S.: Ficam os bons momentos. São a eles que nos amarramos, para podermos continuar. Aprender a sorrir, quando os vemos e lembramos a sorrir também. São os nossos “anjinhos”. Acompanham-nos sempre.

    http://www.youtube.com/watch?v=nWf6lOriUPY

  8. Fiquei muito, muito triste com a notícia.
    Admirava-lhe a coragem, a dignidade, a coerência.
    Acho que todos nós perdemos muito, porque eram precisos muitos Migueis.
    À sua Família, em especial à Helena, colaboradora deste blogue, os meus sentidos pêsames, a minha solidariedade com a sua dor.

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