Meu amor vou-te deixar


letraspequenas,

Tão convincente és no abandono e nunca cumpres. Acabas sempre aqui. Sufocado de saudades, a roer queixumes, atraiçoado pela voz maldita que reivindica o que é teu. Só teu, dizes. A posse é a conquista deste vai e vem.

Tão convincente eu no teu abandono que me vence. Na aceitação com que remato o desespero, na persistência que imprimo à esperança, na culpa sacudida docemente dos teus ombros, dos meus. Voamos outra vez.

Tão convincentes somos neste embalo, que a nenhum ocorreu ainda – meu amor, para a alma, cada abandono é sem sentido e o nosso voo perde altura.

 

 

Já só o Amor nos salva.

Sereno ou esgroviado, insano ou bem aprumado, indo e vindo como os ventos, nunca lhe cortem as asas, nem lhe fujam aos tormentos.

Cumprindo a missiva do ‘Cão’, deixo o meu pedido de contribuição ao José Anjos e ao IzNotMeIzYou para tão bela iniciativa – cantar o Amor, como lhes aprouver, lá na casota do canito.

7 comentários em “Meu amor vou-te deixar”

    1. Eu é que lhe estou grata, pelo convite tão simpático, pela confiança 🙂
      Mande sempre, Eugénia.
      Grande abraço!

      A ver se os meus convidados se juntam.
      Agora vou correndo até ao Cais do Sodré, que há um Slam de Poesia Music Box, onde uns marmanjos escrevem e recitam bem.
      Bora aí. É às 22h.

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