Tão convincente és no abandono e nunca cumpres. Acabas sempre aqui. Sufocado de saudades, a roer queixumes, atraiçoado pela voz maldita que reivindica o que é teu. Só teu, dizes. A posse é a conquista deste vai e vem.
Tão convincente eu no teu abandono que me vence. Na aceitação com que remato o desespero, na persistência que imprimo à esperança, na culpa sacudida docemente dos teus ombros, dos meus. Voamos outra vez.
Tão convincentes somos neste embalo, que a nenhum ocorreu ainda – meu amor, para a alma, cada abandono é sem sentido e o nosso voo perde altura.
Já só o Amor nos salva.
Sereno ou esgroviado, insano ou bem aprumado, indo e vindo como os ventos, nunca lhe cortem as asas, nem lhe fujam aos tormentos.
Cumprindo a missiva do ‘Cão’, deixo o meu pedido de contribuição ao José Anjos e ao IzNotMeIzYou para tão bela iniciativa – cantar o Amor, como lhes aprouver, lá na casota do canito.


Então deixa.
goela, goela :p
então tome. para curtir na solidão:
https://www.youtube.com/watch?v=-ljaTJ5 mX2Y
Obrigado, e, desejando, ofereço-lhe:
http://www.youtube.com/watch?hl=en&hl=en&v=uwDRty6NT6g
Olá Gui,
obrigada por ter levado o Cão a passeio pelo Amor.
Um beijinho
eugénia
Eu é que lhe estou grata, pelo convite tão simpático, pela confiança 🙂
Mande sempre, Eugénia.
Grande abraço!
A ver se os meus convidados se juntam.
Agora vou correndo até ao Cais do Sodré, que há um Slam de Poesia Music Box, onde uns marmanjos escrevem e recitam bem.
Bora aí. É às 22h.
no Music Box, queria eu dizer