
Um ano e tal depois:

Via O Insurgente
As sumidades que pastam nos verdes campos do komentariado português são dadas a uma desfaçatez lendária. Daniel Oliveira, como bem nota João Cortez n’O Insurgente, é um caso flagrante.
Mas o seu a seu dono: em matéria de mortais encarpados à retaguarda, ninguém bate Nuno Saraiva, antigo jornalista do Diário de Notícias. Foi de A a B em tempo recorde e sem que o víssemos a percorrer o caminho que separa os dois pontos. Parece que se deixou de jornalismo – o que é um desafio ontológico notável, já que não é fácil abandonar o que nunca se fez – e se dedicou à bola. Parafraseando Gore Vidal, foi uma boa mudança de carreira.

É o que dá escrever a metro, sem se lembrar do que escreveu anteriormente. Em suma em democracia manda a maioria se eu concordar com a maioria, se concordar com a minoria esta é que deve mandar.
Melhor seria dizer que a vontade da maioria na democracia não pode prevalecer contra a minoria se o objectivo da 1ª for inocular a minoria. Neste caso existirão órgãos de soberania para evitar que a tirania da maioria se imponha e viole direitos da minoria.
Melhor era reformar-se: nunca acertou uma. Mas pior é o colega do lado na SIC: um vira-casacas amiguista de primeira água.
Não é consequência de escrever a metro é consequência do utilitarismo Marxista do Daniel Oliveira a funcionar.
Quando se não tem Poder convém dizer que há muito direitos para lá do poder do voto. Inclusive direitos inventados.
Já quando se tem Poder a minoria é para abater e a Constituição que se lixe como se vê na Lei do Aborto, no IRS, ADSE etc.. por exemplo.
Bem gostaria eu de saber a lista dos seus Direitos. Já estou a ver um conjunto de “direitos naturais” do Neodarwinismo social, baseados na lei do mais “selvagem”.
Um videirinho que faz pela vidinha – com cuidado meticuloso em não ir contra o ar do tempo”, em tradução manhosa.
Uma praga muito portuguesa, convenhamos…
“Uma praga muito portuguesa”
Caro Cabeça Redonda, veja se esta, praga, também é a sua:
“Eu gosto desta terra. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto”
A maioria escolhe sempre o que a Minoria considera aceitável no que respeita ao que a dignidade humana confere. Desde Roma foi uma minoria que apoiava a República. Foi uma Minoria na Roma Imperial que se opunha à escravatura. Foi uma Minoria que criou o século das Luzes. Foi uma Minoria que combateu o Absolutismo mais abjecto em Portugal. em jeito de conclusão o povo, a maioria, os eleitores, devem ser protegidos da sua ignorância, pela sagacidade da Maioria. E nesta sequência de raciocínio Daniel Oliveira têm razão. Em nome da maioria não se podem violar princípios básicos, mesmo que defendidos por essa mesma maioria, de cidadania e de direitos humanos.
Correcção:
Foi uma Minoria que combateu o Absolutismo mais abjecto em Portugal. em jeito de conclusão o povo, a maioria, os eleitores, devem ser protegidos da sua ignorância, pela sagacidade da Minoria
nesta sequência de raciocínio Daniel Oliveira têm razão. Em nome da maioria não se podem violar princípios básicos
Exatamente, Daniel Oliveira tem toda a razão. E muito me choca que pessoas como o Diogo Noivo, que é (creio) um cientista político, não entendam isso. É o que dá o ódio político – cega,
Ahhhhhh! Cientista politico. A politica, ou as disciplinas, ditas sociais, Ciências??!!
Ciências são a Biologia, Matemática, Medicina, Genética….
Diga-me, que estou curioso, a politica também se faz “in vitro”, e em câmaras de fluxo laminar?
Não acredite, Lavoura. Eles, os cientistas sociais, fazem uso do adjetivo “cientifico” só para tornar a “coisa” mais digna de credibilidade. No fundo os vendedores de banha da cobra
Sim, é cientista político mas é de direita. Logo defende aquilo em que acredita. Não acho mal. Eu também defendo as minhas ideias (um bocado diferentes).
Eu só ataco as dos outros. Minhas não tenho nenhuma
“minhas não tenho nenhuma”
Tens sim: cagança e pretensiosismo .
“a maioria, os eleitores, devem ser protegidos da sua ignorância, pela sagacidade da Maioria. E nesta sequência de raciocínio Daniel Oliveira têm razão.”
Todos os Ditadores dizem o mesmo. Ou seja você tal como o Daniel Oliveira quer em vez da Ditadura da Maioria a Ditadura da Minoria.
Pois você como DO não tolera o que seria a consequência do respeito da Liberdade: a Secessão
Ou seja a Maioria não pode votar pelo Direito ao Aborto pois ataca a vida de um ser humano que não ameaça ninguém.
Ou seja não podem obrigar pessoas a sustentar outras pessoas por quem não têm responsabilidade.
Claro que nada disto conta para você.
Sim, Luck. Sou um aristocrático, adepto do despotismo iluminado à la Frederico da Prússia.
Sim prefiro a Ditadura da minoria porque estatisticamente os estultos são em maior número que os iluminados.
A Liberdade não é um valor absoluto. Uma liberdade assim encontra-se, apenas, na Selva.
Quanto ao Aborto, um embrião não é um ser humano, tal como a semente não é um fruto
É com alguma ternura que vejo o Luís Lavoura acusar terceiros de cegueira política. Mas vamos lá ver: quando defendo ideias que o Luís partilha sou um tipo recomendável; quando defendo outras já sou um tendencioso. Está claro que o tendencioso sou eu.
Tenho a certeza de que, quando alguém lhe apontar a inconsistência argumentativa, o rapaz Oliveira responderá que “as circunstâncias são diferentes”. Esta desculpa é muito popular entre a rapaziada de esquerda.
“Nada é mais repugnante do que a maioria, pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos; velhacos que se acomodam; de fracos, que se assimilam, e da massa que vai atrás de rastros, sem nem de longe saber o que quer.”
“Esta desculpa é muito popular entre a rapaziada de esquerda [os maus].” Os da direita (isto é, os bons) costumam argumentar “as circunstâncias são as mesmas mas…”
Daniel Oliveira tem toda a razão em ambos os artigos, tal como qualquer pessoa sabe. A democracia em que vivemos é uma democracia liberal. A palavra “liberal” significa que as pessoas têm certas liberdades e direitos inalienáveis, os quais não lhes podem ser retirados. Há portanto democracia, mas essa democracia tem certos limites: a maioria não pode retirar direitos a uma pessoa.
Não. Liberal quer dizer que tem iniciativa privada (onde aliás vão buscar o dinheiro para alimentar os sobas da FP e o Estado).
A democracia seria mais útil se, ao invés de eleger os połíticos, pudéssemos recusá-los. ( Georges Najjar Jr)
Esse Jorge era facho?
Já Oscar Wilde dizia, “Consistency is the last resort of the unimaginative.”
“Those are my principles, and if you don’t like them… well, I have others”, Groucho Marx.
Sem comentar este caso em particular, não vejo qual o problema em dizer o contrário do que se disse há 1 dia atrás ou 1 semana atrás etc, caso haja novos dados que mudem a maneira como pensamos.
Direi até que ficar parado no tempo é bem pior.
De acordo. O que não pode acontecer é defender sempre o mesmo, seleccionando argumentos segundo a conveniência. Ou melhor, até pode acontecer isto, mas não podem esperar que o leve a sério.
Não vejo qualquer contradição entre os dois textos do Daniel Oliveira. E tem razão em ambos.
Que não há contradição é óbvio. O problema é ideológico.
Se houvesse contradição, uma das frases seria falsa. Qual? Quem se atreve a dizer que uma das frases é falsa? Só o Senhor Noivo pode (e deve) responder.
Por mim concordo com o Senhor amarante.
Não, não tem. O problema é que, para variar, os assuntos são discutidos pela rama – seja por incapacidade de ir a mais, seja por conveniência.
Mais do que discutir maiorias ou minorias, o que deveria ser discutido é a adesão dos diferentes intervenientes políticos aos valores e aos procedimentos do Estado de Direito Democrático (respeito pelas liberdades individuais, pela separação de poderes, etc). DO, de forma muito conviniente, esqueceu-se de abordar este tema no primeiro artigo, que versa sobre uma maioria que lhe é querida. Mas no segundo texto já se lembrou. Tivesse sido sério e veria que as conclusões num caso e no outro não são assim tão diferentes.
V o que vossa excelência chama Estado Liberal, eu designo por Anarquia. Quanto a sobas procure – os para além dos sátrapas dos políticos ( deixe lá a malta do guiche) a banca e os banksters.
Caro V
“vira casacas” é elogio:
Um vendido sem escrúpulos !
Quanto não custará este paquiderme?
Meu caro am! Cagança tive há bocado depois de emborcar 1 garrafa e meia de tinto. Só queria que tivesse visto. Tive que matar o magano
” Só aguentas garrafa e meia de vinho “
Está tudo dito: ” És da “juve” do PS… não digas mais!
Cumprimentos ao teu “padrinho” Galamba!