Mea maxima culpa


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Há quase um ano fiz esta promessa. Tamanho era o feito almejado, eliminar o Manchester City, que no frenesim da antevisão me obriguei: se o Sporting o conseguisse eu iria ao bairro de Namutequeliwa em Nampula, para cortar cabelo e barba a esta barbearia sportinguista (anunciada pelo Beijo-de-mulata).

 

Mas um comodismo tardoquarentão, aliado a este meu arreigado ateísmo, descrente nos efeitos de transcendências e romarias, vieram ao de cima, retiveram-me. E agora, ano passado, tamanha é a crise que grassa que intervalo o meu descrer, o meu inser. Creio, e sinceramente, que toda o desmando e toda a desgraça virão desta minha falha, mea maxima culpa, desonra, cruelmente castigadas.

 

Por isso parto amanhã em busca de Namutequeliwa, em busca do futuro, para preservar o passado, o afinal ser.

 

Viva o Sporting!

 

Voltarei aqui, cabelo cortado e barba aparada. E com a alma (sim, a alma) lavada. Daqui a uns tempos.

 

(até lá, e sem desprimor para outros, deixo o meu abraço ao Pedro Correia, leão …)

 

2 comentários em “Mea maxima culpa”

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