Apesar de Portugal pertencer ao triste grupo dos cinco países mais afectados pela pandemia, o Ministro dos Negócios Estrangeiros apressou-se a criticar a decisão do governo alemão de interditar a entrada de cidadãos portugueses naquele país, mesmo sabendo que, nesta proibição, não estão incluídos os portugueses residentes na Alemanha, nem está em causa a circulação de mercadorias.
Um dia mais tarde (hoje), foi anunciado que a Alemanha vai enviar profissionais de saúde e equipamento médico para Portugal.
Os portugueses costumam ser muito lestos a criticar os outros. Será para esconderem melhor os seus defeitos?
Portugal não é um país de brandos costumes. É um país de maus costumes.
Nota: sei que é duro uma crítica deste género, em momento catastrófico. Mas seria bom que Portugal olhasse mais para dentro de si, uma capacidade que certamente teria ajudado a evitar chegar ao estado a que chegou.
Adenda: Sim, é verdade o que esta infecciologista diz. Na Alemanha, por exemplo, a variante inglesa entrou antes do Natal.

Não é uma crítica dura. É uma análise óbvia.
Nunca será possível. Temos uma comunicação social que aniquila qualquer hipótese dos portugueses terem discernimento. Um dia quando se fizer a história portuguesa deste período o retrato dos nossos media será um filme “noir”. As televisões apresentam jornalistas que fazem o contraditório com chavões que ouviram cinco minutos antes da boca de Catarina Martins. José Alberto Carvalho nos comentários de Paulo Portas interrompe (fica literalmente em pânico) quando o governo é criticado. Estou confinado em casa, ouvir a jornalista do “Opinião Publica” na SIC é qualquer coisa de aberrante… Quem se atreve a opinar contra a degradação vigente é insultado, perseguido, marcado, difamado.Não há qualquer pudor. Não existe vergonha. Não temos salvação. Cada povo tem os líderes que merece.
Será uma crítica dura, mas pertinente e necessária. E concordo consigo, especialmente ao fim de um ano e meio fora: um país de maus costumes e péssimos hábitos. Por mim, estou genuinamente grata à Alemanha e à Áustria pela ajuda que nos vão dar.
Sem dúvida. Foi aquilo que se chama uma bofetada de luva branca. Mais uma dada a um ministro dos negócios estrangeiros medíocre. Talvez o mais medíocre que tivemos. E mais um exemplo dos amiguismos e das cunhas, pois sem influência, desconfio que nenhum chefe de estado escolhesse este indivíduo para o cargo, apenas com o seu currículum como factor de decisão.
No entanto, uma questão não pode ser deixada por fazer. Havendo 35 camas de UCI, preparadas para doentes covid nos hospitais do Minho, nomeadamente no hospital de Viana e da Póvoa de Lanhoso, porquê transferir doentes para o estrangeiro, sem esgotar primeiro a logística interna? Depois, havendo profissionais de saúde que se disponibilizaram para regressar à atividade profissional, abdicando da reforma, porquê pedir profissionais de outros países, sem esgotar as possibilidades a nível nacional. Segundo a DGS, isto seria colocar em perigo profissionais de idade mais avançada. Mas então porque não se optou por vacinar esses profissionais, logo de início, de modo a tê-los hoje disponíveis, garantida a sua segurança?
Entretanto, 336 frascos de vacinas ficaram inutilizados no hospital de Penafiel, pois não foram utilizados no hiato de tempo permitido, desde a retirada do frio. 336 frascos, que significam 1680 vacinas. Ninguém foi responsabilizado. A imprensa abafa o assunto. Já o diretor do INEM norte, de modo a evitar que tal acontecesse, vacinou civis, aqueles que conseguiu reunir, na meia disponível, antes que o medicamento perdesse as suas propriedades. Foi afastado. Se alguém perder tempo em saber quem era este indivíduo, verifica que não é um boy. Já o diretor do hospital de Penafiel, é um dos meninos de côro.
Pergunto, o que é feito dos jornalistas de investigação?
Quanto maior a provação, maior a relevância do espírito crítico.
Com todo o respeito por quem de mim discorde. Inclusive por quem pensa que criticar, mesmo que construtivamente, é só para quando está tudo bem…
António Costa garante que na altura não tinha conhecimento sobre variante inglesa quando definiu as regras para o Natal
Eu acredito no PM. Quem diz o contrário é um anti-patriota é um fascista de extrema direita ao serviço das grandes multinacionais.
O comportamento negligente também causa mortes, e isso hoje é por demais evidente.
Também é verdade. Dos negacionistas, que se recusam a obedecer às regras, até aos que obedecem, mas facilitam, ou usam a máscara de forma errada, tem-se muito por escolher. E existem em todos os países.
A crítica, se é construtiva é um momento necessário, quando se desenvolve em malevolência apenas ajuíza sobre quem a formula. E quem tem telhados de vidro…
Temos tantas Cassandras que quando aparece alguém a avisar dum perigo real tem dificuldade em ser levado a sério.
O Governo Costa – que fez o mesmo no Verão passado, em relação a vários outros países quando por cá se apregoava insensatamente o “milagre português” – fica agora melindrado porque outros países procedem da mesma forma.
Quando Portugal é notícia em todo o mundo pelos piores motivos.
Temos hoje 2,5 vezes mais óbitos Covid por cem mil habitantes (248) do que a média da UE (103).
Temos hoje 3,5 vezes mais novos casos Covid por cem mil habitantes (1429) do que a média da UE (421).
Espantaria é que a entrada de portugueses noutros países, face aos catastróficos números actuais, continuasse a ser autorizada como se nada se passasse.
Gostaria de ver quem está no Governo falar muito menos e governar muito melhor.
Será pedir-lhes demasiado?
Por motivos que me escapam, criou-se uma espécie de imunidade à volta de António Costa. Mas parece que está a quebrar. Ao ponto a que a situação aí chegou, houve obviamente algo que correu muito mal.
Entretanto, na Alemanha vão sendo detectadas mais variantes do vírus e os especialistas ainda não sabem calcular a sua perigosidade. Este vai ser outro ano difícil, sobretudo, com estes impasses das vacinas (não falo de falcatruas propriamente ditas, mas das dificuldades de fornecimento).
Há coisas que são geracionais — os jornalistas herdaram a psicose dos pais aldeões — e transformaram isso numa profissão. Andam sempre muito preocupados com o que dizem sobre nós e até arranjam umas estatísticas que não servem para nada para dar um ar sério à coisa.
Seria de esperar que gente da minha idade já não ligasse a isso — eu cá estou-me a borrifar sobre o que pensam os estrangeiros sobre os portugueses. Na verdade até acho piada a algumas coisas. Como por exemplo, dizerem que somos um povo que “frita muito peixe”.
“a borrifar sobre o que pensam os estrangeiros sobre os portugueses.”
E que as mulheres Portuguesas ainda hoje têm bigode!!
Mas há algum país que esta assim tão bem na Europa?
Até na Alemanha noticiado por cá( 28-12-2020 )já houve falcatruas na vacinação
Luís Pessoa
Não tenho conhecimento de falcatruas na vacinação, apenas de dificuldades de produção e fornecimento.
Mas, se nós falamos sempre tanto dos outros, porque não aceitamos que falem de nós? Muito do que dizemos sobre os outros países também não é verdade.
Mas, se nós falamos sempre tanto dos outros, porque não aceitamos que falem de nós? Muito do que dizemos sobre os outros países também não é verdade.
Eu não tenho problema nenhum com críticas de estrangeiros, até acho interessante analisar isso, embora normalmente não me sinta atingido porque nunca acreditei muito em psicologias colectivas — mesmo quando os clichés parecem ter um fundo de realidade são sempre observações parciais.
E que as mulheres Portuguesas ainda hoje têm bigode!!
Fenómeno quase extinto mas agora que jogam à bola (incluindo a boa cuspidela para o chão) e desgraçadamente comentam bola na TV como o resto dos saloios, provavelmente vai voltar a crescer outra vez
Não me diga…
[:-)>]
Aquele sinal esquisito saiu depois de eu ter clicado num destes bonequinhos Sapo. A ver se agora resulta.
[:-)>]
Não funciona. Vai outro:

Ahahah. Esse ainda não tinha visto
🦁 😉
Excepto se for sobre o Sporting, claro — isso não faz pêlos
Para: 12:37
Luís Pessoa
Pois, mas a Cristina também poderá, provavelmente, testemunhar que na Alemanha há partes do país muito afetados pela epidemia, outras partes não.
O que acontece, em Portugal, na Alemanha e em todo o lado, é que a epidemia cresce ou decresce de forma muito irregular, independentemente das restrições (confinamentos, etc) que são impostos.
Portugal não está muito afetado devido a quaisquer descuidos especiais, devido a quaisquer medidas que foram ou deixaram de ser tomada, mas sim, basicamente, por azar.
Pois claro, é como os fogos. Dezenas de aldeias arderam e 260 pessoas morreram não foi porque ninguém os foi acudir nem porque não os empurraram para uma estrada em chamas fechando todas as outras. Eles é que foram lá meter o nariz e tiveram azar.
Tem razão no que diz respeito às infecções. Mas no que diz respeito ao número de mortos, tanto covid como não covid, o governo já tem grandes responsabilidades. Por não ter se ter preparado e organizado atempadamente os recursos.
Mesmo o volume de infecções é controlável. Haverá sempre uma margem de erro, claro, mas os erros principais são conhecidos de todos menos do balio que continua a defender os socialistas (se calhar nem lhe pagam, é tipo al-qaida: é uma célula autónoma que avança sozinho, não precisa de um sinal do Costa):
– velhos fechados em lares (inacreditável como mantiveram as pessoas todas a monte à espera de serem infectados todos ao mesmo tempo)
– incapacidade de reforçar os transportes públicos (inacreditável como o ministro dos transporte, foi buscar uma pilecas velhas a Espanha por um preço absurdo, que precisam de 1 ano de oficina para serem recauchutadas, em vez de reforçar os transportes rodoviários
– aeroportos permanentemente abertos para o Brasil
– liberdade de circulação durante o Natal
– ausência de cercas sanitárias em bairros problemáticos (os desgraçados de Ovar não tiveram a mesma sorte. Deve ter sido por serem brancos, já não ficam traumatizados se forem maltratados.)
São um embaraço este tipo de declarações dos nossos governantes.
Infelizmente, já nos vamos habituando…