Vivemos tempos de espíritos agitados. Costuma dizer-se que é nas horas difíceis que se conhecem as pessoas e o mesmo se pode aplicar ao Estado, não fosse ele uma expressão do colectivo.
Bem sabemos que somos governados por gente que, à excepção de uns poucos, procura protagonismo e benefícios próprios. A selecção que fazemos no acesso aos lugares de responsabilidade não se baseia na competência nem na capacidade de decidir bem nas horas difíceis. Por isso demasiados deles, que nem para tempos das vacas gordas serviriam, andam agora em roda livre. Isto, não é válido apenas para os nossos governantes, pois em representação das instituições estão também pessoas com uma noção distorcida da autoridade.
No passado dia 18 de Junho, cumprindo uma ordem do Tribunal, a GNR retirou de sua casa uma criança de 12 anos. Sob ameaça de arrombamento, a mãe foi forçada a abrir a porta à polícia. A criança foi levada assim, à força, e entregue à sua avó paterna. O motivo de tudo isto prende-se com a recusa da menor em usar máscara na escola, alegando não se ter conseguido adaptar a ela e argumentando problemas de saúde. Perante isso, a mãe solicitou sem sucesso o ensino doméstico. Não entendi se a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens acompanhou o processo, nem se deveria pronunciar-se, mas a decisão foi soberana e foi exemplarmente cumprida.
Isto aconteceu no país em que a Valentina, mesmo estando sinalizada como criança de risco, acabou por ser assassinada. Desta vez, a prontidão e o afinco com que esta desumanidade foi perpetrada, teve como justificação o combate à pandemia.
O assunto teria merecido um acompanhamento mediático que não teve, e também por isso, esta brutalidade própria das ditaduras deve ficar registada na nossa memória para que um dia olhemos para trás e nos recordemos do sobressalto que é viver num país com instituições sem a noção da proporcionalidade.

O que é mau demais é serem as próprias pessoas a fazer queixinhas e obrigarem as instituições a agir de forma prepotente.
Por enquanto ainda podemos mostrar indignação, mas quando sair a lei digital acabou. Provavelmente só iremos notar que alguma coisa está mal quando começarmos a ver algumas pessoas com uma estrela amarela ao peito.
Estrela no peito não, deve ser mais um certificado digital, já para não falar daquelas pessoas que irão ficar só com a roupa que trazem vestida, tudo o resto lhes será retirado.
Em vez de encontrar-nos respostas para os problemas deve-mos é fazer perguntas pois diz o povo na sua sabedoria que perguntar não ofende.
Mais abaixo e num pertinente comentário pergunta-se onde andam os constitucionalistas do passado recente que impunham previdências cautelares por tudo e agora em que as liberdades Básicas são ameaçadas nem dizem nada quanto mais fazer.
A lei da informação irá em breve entrar em vigor, será aplicada de mansinho depois evoluindo para uma forma mais musculada bem ao estilo de ser forte com os fracos e fraco com os fortes.
WW
No 1984 do Orwell, os empecilhos simplesmente desapareciam durante a noite. Quem perguntasse por eles, entrava para a lista.
Estrela…funcionarios de restaurantes com estrela Michelin? E isso é mau? Inté parece que não vai provar a deliciosa comidinha globalista brevemente…a estrela prova que os gafanhotos,grilos,larvas,baratas são preparados na perfeição e pode comer sem riscos.
No noticiário da SIC passaram a história do GNR que aplicou um tabefe a um “meliante”.
O mais grave? Ter dito que isso da covid já não existia.
Ninguém o mandou não pertencer a uma minoria oprimida.
Noutros países, como a Espanha e o Reino Unido, a epidemia e as medidas restritivas que os governos optaram por tomar deram lugar a abusos bem piores. Pessoasm incluindo deficientes, foram violentamente agredidas pela polícia por andarem na rua, e coisas assim.
A sério? Que alívio então.
Tem piada que no Reino Unido e em Espanha as restrições agora são facultativas. Porque é que será?
Ó balio eu tambem li essa noticia mas foi de certeza em varios jornais online diferentes onde leu,onde em vez de deficientes todos mencionavam “travestis/transgenero en fiesta privada”. Deficientes…tenha vergonha seu transfóbico!
O comentário acima é meu,esqueci-me de assinar.Comi paté de gafanhoto com ervilhas de manhã e estava tão bom que comi,comi comi comi…estou tão enfartado que até estou tonto. Hoje vai apenas mais um copo de sumo de olhos de gafanhoto espremidos e mais nada e a seguir cama.Bô nôte e inté ó despois.
Ass: basilio xuxa das hortas de sintra
Onde é que eu li isto, talvez em pequenote, que se me varreu da memória o seu autor:
“A lei é para aplicar de olhos abertos”
É impensável esta história da criança retirada da casa da mãe. Até fiquei com dúvidas se seria verdade. Não é necessária uma ordem do tribunal para retirar uma criança aos pais?
Mas, vendo bem as coisas, não é necessário um estado de emergência para impor um recolher obrigatório?
Foram ordens do tribunal, Susana…
A sério?! 😳
Não se retiram os filhos aos pais por evidentes maus tratos, mas com questão da máscara ninguém brinca.
O assunto que não vi noticiado nos telejornais que vejo, foi alvo de um artigo de Diogo Prates no Observador. Entretanto um leitor publicou na caixa de comentários o seguinte:
“Juiz ignora atestado médico e tira filha de 12 anos à mãe em Vila Pouca de Aguiar
Magistrado fez tábua rasa do depoimento da menor em tribunal e considerou que a declaração escrita do médico “não tinha valor algum”.”
Se fôr verdade, a gravidade aumenta exponencialmente.
A mãe da menina é heterosexual e a menina brinca com bonecas e sonha com um principe para casar e criar uma familia = gado binário a abater!
Ass: basilio xuxa vira casacas das hortas de sintra
Passe a publicidade, esta notícia foi alvo de desenvolvido comentário e debate na “Crónica Criminal” da SIC, esta manhã. No entanto haverá elementos importantes que faltam na notícia: não terá sido este um estratagema para tirar a criança à mãe? quem estará por detrás da denúncia? como pode um juiz pôr em caus um documento médico? como é que três faltas à escola levam a retirar uma criança à mãe?
Crianças descontroladas que criam caos (sem eufemismos) nas escolas, está tudo bem, têm de ser seguidas, acompanhadas e tudo o mais. Não usa máscara, mesmo com atestado médico (o tal que serve para enfiar ritalina pelas goelas de meia comunidade escolar), tirada à progenitora fértil. Faz sentido.