A posição do PS: fechar centros de saúde no interior do país era um acto de boa gestão; fechar uma maternidade em Lisboa é um crime de lesa-majestade.
A posição de muita gente que protesta: sim, o governo deve cortar nos gastos; não, não deve fechar uma estrutura redundante.

Segundo o ministro, e não foi desmentido, a decisão de encerrar a MAC foi do governo do Socrates. Afinal em que ficamos? que o PS é um cata-vento já se sabia, mas há limites para a falta de decencia, mesmo em politica.
Tambem gostava de ouvir a opinião, sempre solicitada pelos midia, de Correia de Campos sobre o assunto.
Boas questões, Alexandre. Mas não devia haver bem uma decisão; devia haver, hmmm, um estudo.
Então e qual é a explicação para de todas as maternidades que há na Zona terem logo escolhido a que tem melhor serviço, melhores equipas, melhores condições?, porque não encerrar uma das outras com menos condições e capacidade?
Jorge Soares
Uma maternidade – qualquer que seja – não tem razão de existir quando há hospitais com capacidade suficiente (ou que facilmente a poderão adquirir) para realizar o número de partos necessário. Para além de eventuais razões médicas em que nem me vou meter, é uma questão de economias de escala e de disponibilização de espaços que podem ser rentabilizados.
uma estrutura redundante? Todos os dias uma novidade.
Se há capacidade para o número de partos necessário noutras unidades, há redundância. E, mesmo que não existisse, se os custos de a conseguir fossem inferiores aos custos de manter a estrutura em questão em funcionamento, haveria uma evidente vantagem económica.
se este governo defende o encerramento de urgências para as concentrar e assim melhorar os serviços, não se percebe a lógica agora de desmembrar e espalhar os serviços.
Se é redundante que feche a que redunda, porque esta é primeira.
O que ali vai é especulação imobiliária. Uma alienação dum bem colectivo tão vergonhosa quanto a entrega de metade do troço inferior da Rua Latino Coelho para uso particular do hotel Sheraton. É descarado esbulho aos lisboetas e, com ele, da sua memória, com contrapartidas sabe-se bem para quem. Lisboa esta num estado miserável. Os ganhos destas moscambilhas nunca ficam para a cidade nem para os lisboetas.
Cumpts.
Vender um bem não essencial quando se está falido parece-me apenas lógico. Se o edifício o merecer (admito que sim), que se venda sob condições. Ou então, em vez de o vender, que se transfiram para lá outros serviços e se vendam os edifícios de onde eles foram retirados.
A questão da rua Latino Coelho não conheço.