“Temos de matar o homem branco, assassino, colonial e racista” — Mamadou Ba (SOS Racismo)
Simpatizo com o dr. Ba. Na sua linha de acção política não gosto da demagoga e egocêntrica deputada Moreira e ainda menos dos “white (old) boys” histriónico-demagogos que folclorizam (e racializam) tudo isto, em particular os de coração socratista (delenda est carthago, nunca esquecer isso), obviamente com olhos sôfregos nos desejados subsídios para os “desfavorecidos” que eles partilharão, na condição de “compagnons de route”, aka “intelectuais orgânicos”. Mas simpatizo com o dr. Ba. Chamai-lhe “macholice” minha mas aprecio um tipo que vem de fora, negro ainda para mais, e assume posições públicas difíceis. Dele discordo, imenso – o que o homem acaba de dizer do Mithá Ribeiro é uma verdadeira vergonha -, mas tiro-lhe o chapéu ao vê-lo sozinho a andar na rua, sem tergiversar, ainda que rodeado de alguns holigões fascistóides aos gritos provocatórios. Entenda-se bem, esses gajos costumam ser perigosos …
Dito isto, vejo partilhada na imprensa e nas redes sociais (e também aqui), em regime de invectivas, esta sessão académica do dr. Ba, um convívio via zoom. Na qual ele repega Fanon e considera que “é preciso matar o homem branco”. Erguem-se as vozes contra este “evidente” discurso de ódio. Acontece que o homem não está a apelar à constituição de milícias “negras” dedicadas a matar-me, ou a outros tipos com a minha indigna cor de pele. Está a citar, glosar, está a aludir à sua vontade de destruir uma narrativa histórica. Eu discordo dele, mesmo, e até sorrio diante do monumento ao anacronismo. Mas este homem não me quer dar um tiro, quer sim devastar a minha compreensão do mundo, e minar-me(nos) o proselitismo. O que é uma coisa completamente diferente.
Mas o problema fundamental é encontrar alguém que o conheça e que ele ouça, acate. E que lhe explique que, com zoom ou sem zoom, ele não está num campus pois optou pela praça pública. E qu’isto não é uma faculdade (por mais que os burguesotes “radicais de campus” comunitaristas o sonhem). Ou seja, que ele pode usar o Fanon, ou outros quaisquer, pode citá-lo(s), pode glosá-lo(s). Mas depois tem que explicar tintin por tintin o que quer dizer – ele fá-lo um pouco mas não o suficiente. Para aqueles que não estão no campus …
Porque assim, com esta candura, isto ainda descamba. A não ser que seja esse o objectivo, uma martirofilia. Mas não creio, é mesmo só …

Eu concordo com Ba sobre o conceito de “matar o homem branco”. Pois matar o homem branco é matar o homem e mulher negra ocidentalizada, traumatizado(a) por ser negro(a) e aculturar-se renegando suas raízes.
Todavia, só no mundo de brancos de uma cultura greco-romana-judeo-cristã, ainda conhecedora do direito e da justiça, é possível qualquer um(a), como Ba, apelar a essa “destruição de Cartago”, que se dirige contra o homem/mulher negro(a).
Em conclusão, Ba deu inicio a um regresso às origens a partir da Europa. Duvido que seja possível ao homem/mulher negro na Europa concretizar esse regresso.
A humanização do homem é um conceito cristão, pois o cristianismo propõe que deixemos de ser homem, isto é, carne, para ser humano, isto é, que nos transformemos pela consciência e não pela razão que a(s) cultura(s) produzem.
Assim, o discurso de Ba ainda é confuso. Mas é um bom começo.
“A África é dos africanos”.
(Quem o diz é o Sérgio Godinho).
África é dos africanos tal como minha casa me pertence e nela acolho diferenças. E muitos outros nela viverão.
Dar importância ao que diz Godinho é o mesmo que atribuir importância a Ba naquilo que ele diz na Europa mas não é capaz de o dizer vivendo em África.
“Porque assim, com esta candura, isto ainda descamba. A não ser que seja esse o objectivo, … .”
É.
O homem até pode parecer burro, como qualquer outro marxista, mas o objetivo é o de que descambe. E a quantidade de incendiários que já por aí andam em “ambas as partes” não é nada saudável. É perigosa.
Para poder jurar que é exatamente isto só precisava saber como é que uma “conversa” destas – manifestamente tribal – vai parar às redes em roda livre…
Retirar as palavras de BA no seu sentido literal, é de uma profunda estupidez. Ao contrário do autor, não nutro simpatia pela figura, no entanto consigo perceber o que a expressão quer alcançar.
E não simpatizo com BA porque acho que o indivíduo tem um enorme potencial de congregação e não o aproveita. Poderia optar por um discurso de tolerância e de elevação, que levasse de facto a uma atitude geral de positivismo, mas prefere o tom copy paste de alguns fundamentalistas americanos, de quem obviamente vai beber a sua inspiração.
Isto não é absolutamente nada comparado com o que se diz nesses encontros online. Chegam-me várias destas conversas online e o que mais choca não são as palavras de BA, o que choca é o silêncio de BA para com algumas alarvidades que são ditas pelos seus companheiros de painel desconhecidos. Quem tiver curiosidade de assistir, vai ver o que é o discurso de ódio ao português. E tudo perante o silêncio de quem obviamente é mais letrado e deveria ter o dever moral de influenciar positivamente estas pessoas.
Mais grave que as palavras de BA, é por exemplo, o apoio de Katar a um rapper que lançou recentemente um música, cuja letra é do mais vil que se possa imaginar.
Mas seja como for, se é permitido e socialmente aceite que se interprete de forma literal as expressões de outros e se contextualize de forma errada e tendenciosa, também BA pode sofrer da mesma medida. O problema é que não sofre. Mas BA é que está bem ,os outros é que estão mal.
Ventura foi recentemente multado por ter comentado um gráfico sobre a comunidade cigana.
A notícia foi difundida por toda a gente e chegou a aparecer na 1a página dos jornais, não em destaque, mas apareceu. Mas apenas num jornal online consegui ter acesso ao gráfico. E o certo é que o gráfico não deixa margem para dúvidas. A maior parte desta comunidade vive de facto de subsídios públicos. Ainda por cima o gráfico foi resultado de um estudo de uma entidade credenciada, o ISCTE. O próprio instituto faz a mesma interpretação. O caso vai para tribunal e lá vai morrer, porque é tão óbvio, que chega a ser ridículo.
Discutir o que leva a este resultado, já são outros quinhentos.
Seja como for, a multa a Ventura por uma análise óbvia, é absurda, quando BA diz isto, Katar comenta o rapper, o rapper canta o que canta e tudo sob o silêncio da entidade competente.
Lamento a minha “profunda estupidez”. Mas é algo da qual não me consigo libertar …
Compreendo. Mas interpretar aquela expressão, como se o autor estivesse de facto a apelar ao assassínio dos brancos, é descer ao nível a que ele muitas vezes desce e ao nível a que muitos opinadores descem. Existe aqui uma oportunidade de tentar exercer em BA uma atitude positiva. De lhe fazer ver como as suas palavras, retiradas do contexto e interpretadas no sentido literal, em nada beneficiam a sua retórica e as suas ideias.
Pode ser impossível, mas é urgente tentar reformatar esta pessoa, porque quer se queira quer não, é uma voz escutada por muita gente. Logo tem uma responsabilidade social.
Temo que ficar de braços cruzados possa vir a ser uma péssima estratégia no futuro. Somos um povo pacífico, mas até quando?
Julgo que não lhe percebi o comentário, percebi que a estupidez que aventava era a de retirar do sentido literal (o que eu fiz) enquanto V. atirava a estupidez para quem retirava um (recolhia) um sentido literal. Não vem grande mal ao mundo mas desculpe a minha incompreensão …
Afinal compreendeu bem. O senhor de estúpido não tem nada. E eu jamais seria tão frontal, mesmo com quem merece.
Por vezes, poucas, não concordo consigo, mas acho-o um indivíduo de grandes valores. E é um gosto trocar idéias inteligentes com pessoas como senhor, que as conseguem passar a escrito da forma como o faz.
Caro JPT: Com que então a branquear o discurso do Mamadu Ba !
https://www.youtube.com/watch?v=u54cAvqL RpA&feature=youtu.be
O caso da Universidade de Evergreen nos Estados Unidos, originou aquele documentário. Aconselho-o a vê-lo primeiro, e depois decida se o discurso do sr. Ba está ou não em sentido literal.
Cumprimentos
AP
Conheço o caso e assisti a várias entrevistas do professor assediado.
Mas mantenho que BA não difundiu a morte literal dos brancos. Ainda penso, ou quero continuar a pensar, que ele apenas traduziu pessimamente uma ideia. Como disse, BA não tem nada de original. Tudo o que diz, ou escreve, é baseado na cultura de extrema esquerda americana. E isso é facilmente percebido por quem tem algum interesse e acompanha a realidade americana de forma contínua e para lá do maistream.
Ou seja, BA revela antes de mais, uma pobre capacidade de tradução. E a sua pobreza na forma como traduziu o que ouviu, não pode ser copiada. Não podemos ser pobres na tradução das suas palavras.
Como disse, eu não quero crer que o intuito tenha sido tão vil. Tal como a multa do Ventura, uma multa sobre este episódio vai cair no arquivamento, pois qualquer defensor vai defender o sentido figurativo da expressão.
BA tem 3 processos crime por incitamento ao ódio, injúria a entidade pública e difamação. Se tiver mais este, acredito que vai ser o mais fácil de rebater.
Sim, com os juizes e jornalistas que temos qualquer crime do Mamadu é garantidamente arquivado. Até podia mandar os juízes à merda durante a audiência que eles riam-se muito pelo brilhantismo de mais essa metáfora.
É por isso que muita gente começa a dizer que o racismo sistémico de facto existe, mas é contra os brancos.
Sobre este documentário sobre a Univ. de Evergreen (que DEVIA SER VISUALIZADO), transcrevo parte do resumo feito por Paulo Tunhas:
“A história passa-se em 2017, com uma série de decisões do então reitor da universidade, George Bridges, que decide introduzir várias medidas no sentido genérico de promover a equidade e a justiça social no seio da universidade. Rapidamente se instaura um clima de terror em que um reduzido número de estudantes [negros], com o apoio de Bridges, passa a estabelecer uma espécie de ditadura sobre os seus colegas e os professores. A acusação de racismo, de culto da “supremacia branca”, pelos mais delirantes motivos, torna-se a justificação de base para toda a espécie de humilhações rituais e para um aturado exercício de auto-flagelação por parte dos professores, incluindo o próprio Bridges, sobre quem ela recai. A perseguição atinge proporções radicais. A lógica binária amigo/inimigo é levada às últimas consequências e o arbitrário e o grotesco na definição e na escolha do inimigo não tem limites. Qualquer negação de racismo por parte dos professores é automaticamente interpretada como prova conclusiva e indesmentível desse mesmo “racismo sistémico”. O grau de irrealidade naquilo que se observa atinge tais proporções que qualquer descrição que possa ser feita daquilo não passa de uma pálida cópia da loucura, não há outra palavra, do que é exibido no documentário.”
Não há nada a acrescentar. Apenas VEJAM o documentário.
O objectivo dos subsídios, é de retirar pessoas da salubridade, da pobreza e ajudar a integrar na sociedade, a comunidade judia usa muito isso entre essa mesma comunidade e funciona, quem foi ajudado e estabiliza passa a ajudar os outros. Mas algo não está a funcionar com o RSI português, demos subsidios aos avós, continuamos a dar aos pais, os filhos também recebem e vemos os netos e questionamos qual será o seu futuro, será que algum deles passará a ser um contribuinte para o RSI, para o próximo. Quatro gerações, isto é que se pode chamar capital a fundo perdido.
Mais um (seu) texto sobre tema melindroso, digno de leitura ponderada. Obg.
Dir-se-ia que “é mesmo só” imaturidade. Faz lembrar os miúdos quando descobrem a primeira asneira e ficam felizes com a reação que provocam nos adultos. Repetem-na, imaturamente, até o pai levantar a voz e acabar com a criancice. Numa criança estas criancices percebem-se, mas é só lá entre miúdos, entre eles, não é em publico.
O senhor , caro Doc., é profundamente civilizado…
E com um eurocentrismo bem arreigado – tal como o “sambo” do artigo, que , tal como os seus mentores, ainda não percebeu que está no fim de um ciclo que, infelizmente para ele (s) , se vai reiniciar de uma forma extremamente desfavorável.
E aí sim , aí vão poder falar ( se os deixarem…) em racismo – e nada a ver com o “homem branco”…
Mas , aqui à pontinha da Ibéria, “estas coisas” , incómodas e contra a narrativa , tanto oficial como oficiosa, tendem a ser ignoradas.
Será tão difícil perceber que aquele “matar” quer dizer: deixar de haver?
Será tão difícil perceber ou, saber perfeitamente o quer dizer, querer arranjar narrativa para não levar a sério o que o Ba diz.
“Será tão difícil perceber que aquele “matar” quer dizer: deixar de haver?”
É o que se diz “não querer ver” e denota uma grande parcialidade. Ou ingenuidade. Não pretenda adocicar a violência das palavras do Mamadu usando a lamechice “deixar de haver”. Que, já agora, significa também “banir”, “eliminar”, destruir”, “fazer desaparecer”. Não é difícil “ver” que todas as intervenções do sr. Ba estão carregadas de rancor, de ressentimento e um ódio recalcado aos brancos (pronto a explodir)? Ele nem sequer o esconde, pois diz-nos com muita clareza ( nas suas provocações constantes), ao que vem. E usa com toda a brutalidade as palavras, sem filtros e, estranhamente, sem qualquer pudor de ferir.
Não será difícil antever que, se os Mamadus tivessem oportunidade, adorariam “banir” e enviar um contingente selecionado de brancos para campos de reeducação (sabemos o que são, não sabemos?). Adivinhe-se o que lhes aconteceria a seguir: para usar a sua expressão doce, “deixariam de haver” num instante, pois desapareceriam “em parte incerta” como é norma nos regimes repressivos e totalitários com que os Mamadus sonham.
E já agora: seríamos tão tolerantes, tão falinhas mansas se ouvíssemos a mesma palavra “matar” no discurso do lado contrário? Também seríamos tão compreensivos(as) a achar que era em sentido metafórico?
Haja equidade e isenção nos juízos. Porque julgarmos actos semelhantes com critérios diferentes, denuncia injustiça e uma enorme desonestidade. Ou pior ainda, uma candura e uma puerilidade assustadoras.
O discurso do ódio é sempre de gente simplesmente nojenta e abjecta.
Este gente devia ser chamada atenção, pois andam a gozar com os Portugueses.
João Alves
Ele quer Paulada para depois armar-se em vitima.
Este fulano é uma vergonha,é um incitador de guerra em vez de um apaziguador.
Sim sou branco! e dá-me vontade de dizer: se ele esta mal que vá embora para onde veio.
Devia ler Mahatma Ghandi !!!!!
Está enganado, é muito mais complexo: o sr. Mamadu não quer paulada para se armar em vítima. Nunca promoveu a harmonia nem o consenso.
O que este homem pretende é DAR pauladas ao Homem branco, quer abrir um clima de confronto real e partir para a agressão física – “bater” como ele já o disse. Mas montou uma cilada: não quer ser acusado de ter iniciado as agressões. Portanto, a estratégia ardilosa é o recurso à provocação, com incitamento à violência em autênticos discursos de ódio (estranhamente não monitorizados!!!) .
Depois, como um felino, aguarda e espera para ver “os outros”, os provocados, darem o 1º passo nas agressões. Nessa altura “forma o salto” e a resposta não se faz esperar: devolve as “pauladas”, com legitimidade (isto é importante). Como planeado desde o início.
Caçam-se várias coelhos de uma assentada:
-por um lado pode-se afirmar que está “demonstrado” o racismo sistémico do homem branco;
-“comprova” a supremacia branca com laivos de instintos de defesa territorial e cultural, uma espécie de xenofobia;
-a sua vitimização através da qual pode “colher” diversos benefícios e “proteções”, explorando o sentimento de culpa do homem branco e complexado;
-e finalmente “matar” a supremacia cultural branca e tóxica e destruir a sua autoridade moral ;
-Até à submissão/sujeição do “outro” é um pequeno passo.
( Segue-se a auto-flagelação pública, com “mea culpa”? Estou a lembrar-me das imagens de humilhação pública durante a Revolução Cultural na China. Ou mais perto o caso de Evergreen).
É claro que nada disto é para ser tomado em sentido literal.
Concordo!!!
Não sei como esqueci (imperdoável!) de referir outro item nos “coelhos” que o sr Mamadu “caça”:
– garante-lhe emprego não- precário e para tal o truque é manter continuamente o discurso do racismo afinadinho. Com umas aparições aqui e acolá e tilintam uns cobres muito generosos para o SOS racismo.( Ao malabarista interessa manter os pratos todos a girar, a girar e a rodar no ar, com habilidade para que não caiam).
A sua análise é acutilante. Também penso que BA pretende instigar acima de tudo.
As expressões que utilizou e facilmente argumenta como figurativas, poderão de facto ter como objetivo instigar os menos ponderados.
Assim, BA consegue dois objetivos, levar a que outros mais suscetíveis façam o seu trabalho sujo, escudando-se no entanto na interpretação das suas palavras.
Não coloco de parte que BA pretenda que meia dúzia de seguidores mais influenciáveis e menos esclarecidos, interpretem literalmente o que disse e ponham em prática a sua sugestão, de forma literal.
E isso é de facto grave. Mais grave é, porque BA não consegue controlar o resultado das suas palavras, nem de que forma certas pessoas as podem interpretar. E o pior que podemos fazer é interpretar as suas opiniões dessa forma tão minimalista.
Se nos distinguirmos na interpretação das palavras de BA, estamos a demonstrar cultura, bom senso e espírito de tolerância. Se por outro lado entrarmos no seu jogo, apenas lhe estamos a fazer um favor e a alimentar a sua narrativa.
“estamos a demonstrar cultura, bom senso e espírito de tolerância. Se por outro lado entrarmos no seu jogo, apenas lhe estamos a fazer um favor e a alimentar a sua narrativa”.
Mas não esqueça que há limites para a paciência. e mesmo a tolerância tem dias… Porque a partir de certa altura, se os ofendidos ou insultados não reagirem, das duas uma: ou cobardia ou culpa. É muito difícil gerir a situação com bom senso e algum equilíbrio
Pessoalmente, nunca senti especial vocação para a violência, mas por outro lado, também não aprecio nada assistir à humilhação inflingida pelo sr. Mamadu, pois não tenho sentimentos masoquistas para aceitar insultos e enxovalhos ao nosso modo de viver, à nossa Cultura e à nossa História.
Mas enfim, um pouco de estoicismo e respirar fundo contando até 10.
Depois passa. Os Mamadus são passageiros, apareceram, mas hão-de passar como passam todas as modas.
Compreendo. Mas já reparou que quando alguém responde à letra é logo metralhado por todos os lados?
Há dias escrevi noutro post um exercício para se entender a tolerância com as extremas. E o cado Mamadou é um bom exemplo.
Imagine um segmento de reta, onde no meio está o zero e nas extremidades o 100. Para se ser extrema direita, basta passar o 20, mas para se ser extrema esquerda, só a partir do 95.
Mais tarde, noutro post, lembrei a forma como a opinião pública se refere a certos individuos. E a imprensa em particular. Se a vítima é negra, informam que um negro foi vítima, mas se for agressor, foi um jovem. Se ciganos forem violentados, são uma minoria étnica, mas se forem os violadores, foram membros de uma família.
Isto para dizer que gente como BA goza de uma certa proteção pública. Aproveita-se do politicamente correto.
Cabe-nos a nós, enquanto comunidade, não permitir tal. Mas o certo é que pouca gente está disposta a isso, porque percebe, pelos exemplos que têm, que acabam por se queimar.
BA já disse um monte de ofensas, esta é uma entre muitas, mas nunca vimos o executivo, ou alguém em nome do estado a exigir contenção.
O estado não é menos culpado que BA, porque aceita em silêncio. Todos os processos sobre BA vieram de queixas particulares, no entanto o incitamento ao racismo é crime público. Onde está o MP? Não está. E eu jamais quero crer que não esteja, por causa da ministra da justiça. Não quero crer.
sr. BA = BE
Vê a relação?
Lembre-se: nunca se deve incomodar aqueles que têm a palavra mágica
“abre-te sésamo!”—–» “Orçamento!”
Percebe por que motivo estas e outras criaturas têm uma protecção especial e têm passado com toda a impuniddade?
” Ba não consegue controlar o resultado das suas palavras”.
Acho o contrário, ele tem tudo sob controlo, porque M.Ba sabe exactamente o que quer e que resultado pretende.
Por isso ele usa, deliberadamente, as palavras como “ignição”, na ânsia de provocar uma explosão social-racial e propagar uma onda de choque de reacções violentas (semelhantes às que têm acontecido nos Estados Unidos).
Estes grupos vieram qual cavalo de Tróia, para dividir e fragmentar e se possível “implodir” a cultura e os valores ocidentais e fazer colapsar aquilo a que eles chamam a supremacia branca. Ou seja, “Matar” o homem pela cor errada da sua pele. A cor que carrega todos os crimes. À falta do “Proletário” espezinhado e explorado pelo “Burguês” na eterna luta de classes, substitui-se pelo “Escravizado” pelo “Colonialista” (o Branco, certamente). A eterna fórmula marxista “revista e adaptada” em todo o seu esplendor, em neo-marxismo cultural (gramsciano).
Talvez fosse melhor os Mamadous irem pregar para outra freguesia, ao que parece, contrariamos o preconceito, i.é. o discurso do ódio e do racismo não é tão frequente assim. Portanto, Portugal foi um erro de casting. Aqui não se “safam” nos seus intentos, pois apesar de toda a provocação, certo é que as palavras incendiárias não têm levantado grandes ondas. Existem casos de racismo, sem dúvida, mas são pontuais ou mesmo residuais e os discursos de ódio surgem meramente como reacção e bastante primária, em grande parte vinda de twiteleiros e feicebuquianos que mal conseguem alinhavar duas ideias. Não dá sequer para os levar a sério.
O M.Ba joga com a ambiguidade das palavras, usa-as intencionalmente, com sentido dúbio.
Tanto podem ser levadas à letra, como podem ser tomadas em sentido figurado. Palavras dúplices e escorregadias. São como ele quiser e lhe for conveniente, conforme as circunstâncias. Maneja a palavra e manipula-a. Controlo total. Não existe a Verdade, a verdade é subjetiva, é o que se queira, o limite não existe e não há interditos, porque a Ética e a Moral não existem.
O “Progressismo” (marxismo cultural) é isto: começa-se por domesticar e controlar a Linguagem, com duplicidade de critérios. Depois o Pensamento. A seguir…adivinham-se os planos.
O grupo de pessoas do seu círculo restrito, com quem priva este sr.Mamadu “conhecem” as palavras e as suas intenções secretas. “Sabem” o que elas pretendem realmente significar. E fazer. Têm um “programa” e um “projecto” (para nós enquanto sociedade). A questão é: Aceitamos? Queremos?
Por enquanto só vão “matando” estátuas. O pior é quando passarem à fase seguinte.
O problema é que a descolonização já aconteceu há décadas, mas este sujeito ainda não “descolonizou” a sua mente.
Mas foi o homem branco que criou o mundo. Depois ficavam sozinhos nas favelas. O Mamadou que largue o zoom, volte lá para o mato e ponha um osso no nariz se quer que haja justiça no Mundo.
‘Mas foi o homem branco que criou o mundo’ , que conceito é este?
Não é de certeza um conceito religioso, por isso é um conceito racista extremo ao nível kkk.
E, mesmo não sendo de conteúdo teológico, também não pode ser no aspecto evolutivo, por estar provado o homem ter origem africana e por isso não ser propriamente branco.
Quero lá saber que conceito é.
Está provado que viemos de África? Provado por quem? Prova lá.
E mesmo em África há várias criaturas com diferentes configurações, não canibalizes a África toda. Mais, viéssemos dos “afros” não havia “afros”, não ficavam os atrasados para trás. Manda o teu amigo Darwin.
O problema nunca é a cor da pele. O pior é a cor da alma. No caso, cor de cocó. Fedor de caca. Fraca tralha.
Onde está a SOS Racismo, para defender os Moçambicanos de Cabo Delgado vítimas reais de racismo, não apenas vítimas porque o terrorista chamou-lhe de preto ou foram atendidos depois de outro cliente com tom de pele mais clara. Portugal com tropas na República Centro-Africana, não está a fazer nada ajudar os cidadãos de um país irmão, um país PALOP, para que serve então a SOS Racismo, apenas um grupo para segregar as pessoas por cor de pele. Vamos ter de pedir à Robilac os seus códigos de cor para saber a partir de que número de cor se é considerado homem branco, para ser morto
É tudo jogos e diversão até ao dia em que alguém parte uma perna.
Fanon era um radical marxista, um apologista da revolução violência, da luta armada, da destruição real das actuais estruturas políticas, económicas, sociais como a única via para a libertação da opressão do colonialismo.
As balelas destas pessoas não deixa de ser discurso de ódio, e o deles é grande, mas este é do “fofinho”, do “bem”, que o mamadou é um tipo porreiro, inofensivo. Do tipo que toleramos, mesmo que seja este o tipo de gente, que dependendo do tempo e das circunstâncias, não hesitam em puxar o gatilho, assim o prova a história.
Eu fico estupefacto com as justificações e racionalizações no comentário “vamos matar o homem branco”. Então não está a vista de todos que esse comentário é profundamente racista e ofensivo e sinto que é proferido com ódio e se esse senhor pudesse matava-me á catanada ou metia-me dentro de uma jaula. Eu como homem branco se disse-se que “temos que matar o homem preto”. Era logo a hipocrisia do costume, era RACISTA e FASCISTA. Como é o Dr Mamadu e reparem bem , representante do SOS RACISMO, esta tudo bem, já não é racismo, é uma força de expressão. Tenho vergonha de viver no meio de gente que não tem um pingo de respeito e brio por si própria e pela historia deste país em que nasceu e que ainda não compreendeu que um dia as ditas “minorias” serão as maiorias e o homem branco terá que emigrar, se calhar para africa ou metida em jaulas.
Realmente é preciso muita candura para engolir incitamentos ao ódio racista e acreditar que são beijinhos.
Que na academia seria diferente não espanta nada. Controlada como está pelo marxismo o Mamadu até podia acrescentar que além de os querer matar também queria violar as mães dos distintos professores de esquerda que eles veriam nisso uma alegre
metáfora e aplaudiriam de pé tamanho brilhantismo oratório.
Claro que uma metáfora idêntica dita nestes termos por um branco em relação a um preto seria considerada crime racista fosse metáfora ou não. Mas os esquerdistas fingem que não percebem quando lhes apontam a contradição.
Entretanto a desculpa de ser uma citação do Fanon mum livro prefaciado por Sartre como se isso desulpasse alguna coisa é ainda mais nojento.
Até podia ter sido a madre teresa, para dizer uma barbaridade destas é porque é uma besta.
E já que a esquerda anda sempre armada em intelectual, informo que sei perfeitamente quem foram o Fanon e o Sartre. Pelo visto muito mais do que os ignorantes académicos de esquerda.
O Fanon defendeu a luta armada e até o terrorismo contra os ocidentais, pelo que é hoje uma referência de terroristas como os fundamentalistas islâmicos.
Sartre idem aspas. Defendeu o terrorismo ao ponto de apoiar especificamente grupos terroristas como o Baader Meinhof.
Por isso vá enganar outro quando pretende que por se referir a esses individuos a citação não pode ser conotada com violência.
Não só pode como foi e continua a ser usada como justificativa ideológica de grupos terroristas.
Os académicos esquerdistas ou são muito ignorantes ou muito mentirosos. Nem para lavar as retretes da universidade eatão à altura quanto mais dar lições de arrogância pseudo- intelectual.
Olhe, vão morrer longe que só fazem é porcaria.
Metafóricamente, claro.