Mas que cambalhota!!


modosdever,

“A palavra racionamento, no jargão da política da Saúde, Economia da Saúde e Bioética é um termo absolutamente benigno, e significa otimizar os recursos racionalmente, não desperdiçar e não haver ineficiência”, ou seja, não significa cortar no essencial. Extraordinário! Mas que cambalhota! Miguel Oliveira da Silva é bem um artista português! Palmas! Quando sair do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida tem emprego assegurado.

6 comentários em “Mas que cambalhota!!”

  1. Nem sequer a dignidade de assumir o que disse tem. porque não há qualquer forma de compatibilizar o que ele diz agora com o que disse ontem, designadamente com «não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo». Se dúvidas houvesse (e eu não as tinha), é agora claríssimo que estamos perante um ser ignóbil.

  2. Há situações em que as palavras que querem sair-nos boca fora são em catadupa e em tão grande fluxo que nem as conseguimos articular de modo a serem perceptíveis; são uma mistura de adjectivos vernáculos, substantivos asneirosos, tudo misturado com artigos, preposições e advérbios numa amalgama cacofónica mas nem por isso menos verdadeira no sentido de invectivar (ou mesmo ofender o próprio e seus familiares) a “sumidade” que intenta dizer que a cor amarela não é amarela mas sim azul.
    Ou seja, depois da explicação da tal “sumidade” ficámos a saber que racionar não é o mesmo que racionar; é mais do género de “é pá, vejam lá se gastamm menos disso”.

    Cumprimentos.

  3. Faz lembrar Alice:

    ‘When I use a word,’ Humpty Dumpty said, in rather a scornful tone, ‘it means just what I choose it to mean — neither more nor less.’

    ‘The question is,’ said Alice, ‘whether you can make words mean so many different things.’

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