16 comentários em “Mariúpol, a nova Guernica”

  1. Há diferenças muito grandes.
    Em Guernica houve um bombardeamento: vieram aviões que bombardearam e depois foram-se embora e não voltaram.
    Em Mariupol há um cerco, tipo Idade Média. Também há bombardeamentos, mas essencialmente o que há é uma guerra de desgaste.
    Uma diferença, porém, é que na Idade Média os habitantes de uma fortaleza sitiada não podiam fugir dela, porque as portas estavam fechadas tanto para quem quisesse entrar como para quem quisesse sair. Em Mariupol, pelo contrário, não há portas. Questiono então, porque é que os civis que lá estão cercados não tentam fugir?

    1. Não há diferença nenhuma. Num lado e noutro, há vida humanas absurdamente ceifadas, criminosamente ceifadas.
      Relativizar os crimes contra a Humanidade que a Rússia de Putin tem vindo a cometer há 21 dias na Ucrânia é justificá-los.
      Quem o faz torna-se cúmplice desses crimes.

    2. porque é que os civis que lá estão cercados não tentam fugir?

      Porque não querem entregar a cidade aos russos

      Os russos se tiverem oportunidade, deslocam para lá à força uma população qualquer que fala russo e depois dizem que aquilo sempre foi Rússia. Foi assim que fizeram na URSS com a Estónia, com a Letónia e muitos outros sítios como na Crimeia e nestas “repúblicas separatistas” inventadas pelo Kremlin. E não foram inventadas à pressa, como dizem os comentadores. Já tinham a coisa preparada há muito tempo.

      Aliás é um truque soviético que foi replicado noutros contextos, como na Palestina — e é daí que vem a simpatia infinita que o PCP e os neo-comunistas têm pela Palestina. Aliás, eles próprios replicam essa estratégia dentro estado português, aproveitando-se da simpatia política que nunca mereceram.

  2. Si se pudiera rescatar
    un solo retrato del siglo veinte
    sería “Guernica”.
    No se divisan los aviones,
    no se ve caer las bombas
    no se escucha el estruendo de los bombardeos;
    pero el dolor crece como una ola
    y el hombre que yace con la espada rota
    y la madre con el hijo muerto entre los brazos
    nos recuerdan que desde hace milenios
    han pretendido apagar con fuego
    la sed del pueblo.

    Fernando Lamberg

  3. Aplica-se a qualquer cidade bombardeada, temos tido muito disso Grozni, Alepo, Falujah, Belgrado, Gaza …. Sem contar com as localidades menores em África e na Ásia que nem aparecem nas notícias.

  4. E o horror da invasão do Iraque, onde como de sabe, foi descoberto um vastíssimo arsenal de armas de destruição massiva! Não me recordo porém, na altura, de uma massiva condenação por parte dos outros países, da vox populi e da própria ONU (excepção feita a Villepin), nem sanções de índole diversa aos agressores. Vi sim os cães de fila todos alinhados ao lado dos Senhores da Guerra num conflito de consequências nefastas para a região, o mundo e, sobretudo, para todos os que nele, perderam a vida. O cherne, o submarino, o grasnar, o toni, o arbusto, o pilas, o collants, por aí continuam, tranquilos, acomodados e abastados, sem nunca terem sido beliscados sequer por potenciais crimes de guerra e contra a humanidade.
    The west is the best!
    RP

    1. Quanto mais aumenta o número de vítimas e o grau de destruição na Ucrânia mais vocês falam do Iraque e de outras guerras. Para desviar as atenções da tragédia actual – a maior violação do direitos internacional no continente europeu desde a II Guerra Mundial, já com cinco milhões de desalojados e pelo menos 3,2 milhões de refugiados.
      Putinescos. Não conseguem enganar ninguém.

      1. Putinesco é a tua prima!
        Não sou é sectário nem míope nem acólito como tu, nem julgo questões similares com critérios diferentes, conforme os ventos e as marés que mais te convém!
        RP

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