
«Portugal sem pessoas invejosas seria quase o paraíso»
Já liberto das funções de ministro, que exerceu entre 2005 e 2009, o economista acedeu em responder a este inquérito telefónico que não permitia fugas às perguntas. Mais contido de início, foi-se soltando. Fazendo questão de acentuar, para destinatários incertos: «Sou Escorpião e esqueço, mas não desculpo.»
Tem medo de quê?
De um dia ter medo.
Gostaria de viver num hotel?
Não, porque nesse próprio dia deixaria de ser um dos meus hotéis favoritos. Hotéis como o Cipriani em Veneza, o St. Regis em Nova Iorque e o Pestana Palace e o Hotel do Bairro Alto em Lisboa.
A sua bebida preferida?
Vinho de grande qualidade em pequena quantidade..
Tem alguma pedra no sapato?
Sou Escorpião e esqueço, mas não desculpo. Ter pedras no sapato seria dar demasiada importância a quem não merece.
Que número calça?
Sapato por medida do Carlos Santos, tamanho 40.
Que livro anda a ler?
Não vejo televisão nem leio jornais, salvo a Sport TV e o Financial Times. Acabei de ler a Política e o Aquecimento Global, de Anthony Giddens.
Tem muitos livros à cabeceira?
Não tenho nenhum. A cama não é para ler.
A sua personagem de ficção favorita?
Prefiro personagens reais, como Lula da Silva e Barack Obama.
Rir é o melhor remédio?
É importante saber rir, sobretudo de nós próprios.
Lembra-se da última vez em que chorou?
Nunca choro por tristeza, mas por vezes deito uma lágrima por emoções boas. Emocionei-me recentemente, quando o New York Times publicou um artigo a três colunas na primeira página dizendo que a política de energia em Portugal devia servir de exemplo a Obama.
Gosta mais de conduzir ou de ser conduzido?
Depende do meio de transporte, mas na vida não gosto nada de ser conduzido e raramente deixo que tal aconteça.
É bom transgredir os limites?
É bom recuar os limites, mas é mau transgredir os limites e procuro não o fazer.
Qual é o seu prato favorito?
Sopa de bacalhau no Trempe, em Campo de Ourique, costeletas de cordeiro no Tavares e comida japonesa.
Qual é o pecado capital que pratica com mais frequência?
Não se trata de um pecado capital, mas fumo em excesso.
A sua cor preferida?
O azul do céu. No futebol, prefiro o vermelho, mesmo nos maus dias.
Costuma cantar no duche?
Nem a brincar.
E a música da sua vida?
Vem-me à cabeça a letra do My Way, de Frank Sinatra, e o solo de guitarra de Sultans of Swing, dos Dire Straits,
Sugere alguma alteração ao hino nacional?
Ouvir o hino nacional mexe comigo e a única alteração era ouvi-lo em mais ocasiões, como acontece nos Estados Unidos.
Mudaria a actual bandeira nacional?
De forma alguma, porque é um símbolo da nossa identidade.
Com que figura pública gostaria de jantar esta noite?
Nelson Mandela [faleceu em 2013].
As aparências iludem?
Normalmente só se engana quem quer ser enganado.
O que é que um verdadeiro cavalheiro nunca faz?
Passar à frente de uma senhora e falar mal à sua frente.
Qual é a peça de vestuário que prefere?
Devemos ter cuidado a vestir porque a imagem exterior é, de certa maneira, o espelho da interior.
Qual é o seu maior sonho?
O sonho é uma constante da vida. Felizmente, tenho capacidade para sonhar, para concretizar muitos dos meus sonhos e, mais do que isso, para não ficar amargo com os que não se realizam.
E o maior pesadelo?
Perder um ente querido.
O que o irrita profundamente?
Tenho alguma dificuldade em lidar com pessoas pouco inteligentes e invejosas que se tomam por inteligentes e generosas.
Qual a melhor forma de relaxar?
Jogar golfe e ganhar.
O que faria se fosse milionário?
Não faço ideia, porque não sou nem nunca serei milionário, embora tenha o suficiente.
Casamentos gay: de acordo?
Tenho vários amigos gay e não me agrada nada a ideia de eles poderem ser discriminados.
Uma mulher bonita?
É um conjunto muito delicado de atributos interiores e exteriores e uma certa forma de estar.
Acredita no paraíso?
Julho no Algarve, Agosto em Lisboa e Setembro em Nova Iorque. A família à volta, ter amigos. Portugal sem pessoas invejosas seria quase o paraíso.
Tem um lema?
Não me lamentar porque cada desafio é uma oportunidade.
Entrevista publicada no Diário de Notícias (28 de Agosto de 2010)

Manuel Pinho um Trambiqueiro sem vergonha.
Tem dificuldade em lidar com pessoas pouco inteligentes e invejosas, tem muitos amigos gays,e a mulher bonita é apenas uma questão de atributos.
Minha nossa senhora!!! Este homem é um decadente e um enrabador de tretas.
Maria
Ó Maria, este seu tipo de linguagem parece mais a de um Manel, ou Jaquim, sei lá…
Mas pode ser só impressão minha.
🌻
Maria
Ó Maria as vezes solto o animal que há dentro de mim!!!
Cansada da imundice e da parolice do homem…
Maria
Um certo pretensiosismo pouco condizente com o signo.
Parcialmente desculpado pela gloriosa cor adoptada.
O indicador e o mendinho adiantados, os outros três, recolhidos ao centro com o polegar a segurar, e este sinhor já tem créditos que não vai honrar.
Nós semos bons mas ele não é melhor.
Pois eu cá não sei o meu signo, mas não esqueço nem perdoo
Caro V.
do meu conhecimento de Escorpiões, diria que são pessoas que às vezes até perdoam… mas NUNCA esquecem!
Ah, e também seguem muito aquela do “Antes quebrar que torcer”.
🌻
Maria
O lacrau deve ser um ascendente pq eu cá sou dos signos aquáticos 😉
Não me diga que é Peixes…
Mas o Escorpião também é um signo aquático 😉
🐠
Maria
O V é Tubarão.
Eu é que sou Peixes
Ai é? Então seja muito bem-vindo ao clube dos mais charmosos do Zodíaco

Tubarão não consta nos signos desta galáxia, talvez numa outra far far away…
O V só pode ser our brother… ou então é “cangarejo” e não quer admitir que anda de lado…
🐠
Maria
Não sei… Eu tenho andado é para trás, parece-me.
Tubarão? Jamais, barão é um título republicano. Eu cá sou é Tuconde.
Não me diga que é Castelo Branco?
Tuconde é muito bom!
Obrigada por me fazer rir 😂
Saudações aquáticas.
🐳
Maria
É verdade.
(inadmissível não haver um emoji no sapo com uma sardinha 🐠🐟)
Mas o Escorpião também é um signo aquático 😉
Prontos, está tudo explicado. Não sabia.
O socratismo no seu melhor: arrogância de dinheiro novo, vaidade incontida, hábitos e locais de luxo invocados – derramados altivamente sobre as massas – com a naturalidade das coisas mais banais.
Costa
Caro Costa, não me parece que essas “qualidades” que refere sejam exclusivas de um determinado partido.
Antes fossem. Era sinal que todos os outros só tinham homens exemplares e Portugal estaria bem melhor.
Mas concordo com a apreciação que fez desta entrevista.
🌻
Maria
Não o são, claro. Mas conceda-me que nesse particular partido e período (período que, receio, será imprudente dar por, em absoluto, ultrapassado) esses vícios de conduta, foram (são) especialmente descarados e impantes. E tão mais penosos de suportar quanto, vícios e pessoas, nos levaram onde se sabe.
Nunca nos esqueçamos, por exemplo, de certa e inflamada declaração, coeva desta entrevista, segundo a qual o dinheiro sendo do estado era do PS. Quem a proferiu seguiu a sua paulatina carreira e tem por estes dias, parece, uma palavra a dizer a nível europeu, em matérias de “reforma e coesão”.
Mas, uma vez mais, o Soberano quer – e quer reiteradamente – assim.
Costa
Sr.Costa
“….Vícios e pessoas, nos levaram onde sabe…”
Acha que é exclusividade do PS?
Pergunte a Comissão Europeia, talvez lhe digam alguma coisa, que pelos vistos,o Sr.Costa não sabe.
E o partido que veio a seguir o tal que insultou permanentemente as pessoas já era bom, que se gabou de dizer, ir para além da troika, os resultados também são conhecidos…
Não ataque de forma cega. Pois a responsabilidade não morre solteira.
Raul Alves
Bom, o sr. R. Alves dir-me-á então, por favor, em que passagem daquilo que escrevi acima eu isento outras organizações ou pessoas singulares das responsabilidades que tenham no estado a que se chegou (e se está). Não a encontrará. O sr. corre pressuroso, na verdade precipitado, a presumir. Nada mais. Diz o sr. que eu ataco de forma cega. Não é crítica menor e desqualifica seriamente quem é dela alvo: assim, queira então demonstrar onde e como o faço.
Há uma coisa que eu não faço: usar sem mais as responsabilidades de uns para desresponsabilizar os outros. O sr., todavia parece refugiar-se nisso e incomodar-se seriamente com a liberdade de expressão alheia (há coisas para si, decorre do que escreve, que não podendo manifestamente ser negadas têm então que ser cuidadosamente esquecidas). O que é bem revelador sobre a independência do seu pensamento.
Não estamos aqui a elaborar sobre um mal-entendido familiar menor, um qualquer desaguisado inconsequente. Trata-se, e já nos desviamos do “post”, do rumo dado a um país pelos seus governantes, em dado período – e com duradouras consequências – e do comportamento público, social, desses mesmos governantes.
Mas alegre-se o sr. Alves. Como eu escrevo acima, o Soberano gosta das coisas como o PS as conduz. Manifestamente, excepto talvez, e apenas talvez, quando um (o) novo descalabro das contas não for mais sustentável, a sua permanência no poder não está em causa.
Isso decerto deixa-lo-á, a si, feliz. Que é o que, suponho, no fundo lhe interessa.
Costa
Ps: o pedido que lhe faço acima, na verdade, é essencialmente retórico. Não desejo continuar uma polémica que parece ter tudo para redundar num mero cruzamento de monólogos inconciliáveis. Além de que os lamaçais sujam.
Sr. Costa respondo-lhe apenas por isto:
(sem alongamentos)
” … queira então demonstrar onde e como o faço.”
A questão é apenas só uma!
“… nesse particular partido e período… “
Não deixa de ser uma generalização em relação ao partido que estava no poder na altura.(…)
Aliás a resposta da Maria as 20H25 é perfeita.
Ps: Polémica é a sua observação.(na caixa de comentário das 17:45… )
Mas concordo consigo, é melhor ficarmos por aqui.
Raul Alves
Maria
Haja alguém com bom senso!!!
Pensei o mesmo. Magnificamente colocado: “derramados altivamente sobre as massas”… que raio, costeletas de cordeiro no Tavares hão de saber ao mesmo que as costeletas de borrego na tasca do Zé! Ai, e não dizer palavras feias à frente das senhoras… a minha avó, que era uma senhora, mandava-o logo pró ….lho
Não é isso que ele responde.
Ele não diz: pronunciar palavrões ou palavras feias; responde: “falar mal (duma senhora) à sua frente”.
A minha interpretação é que um cavalheiro não deve (na opinião dele) falar mal duma senhora à frente dela mas quando a cavalheira se for embora pode dar largas à maledicência.
É uma prática comum, que a cultura popular define do seguinte modo: “nas costas dos outros vês as tuas”.
Palavras para quê? Uma humildade sem limites !
Os cretinos perante o desagrado dos “miseráveis”, perante os clamores de um “faça-se justiça”, justificam-se, sempre, com a inveja, e não a pobreza, dos muitos com pouca coisa.
Os portugueses são invejosos,
rematou igualmente um dia o prometedor Mexia, já electrão de sucesso.
Mexia é um gozão de Higgs
ahahah
OK. Só li até à terceira resposta. Um cagão.
Transpira pretensiosismo por todos os poros e revela não ter a mais pequena noção do que é ser um Senhor ou uma Senhora. Mais patente ainda ao empregar a expressão ‘falar mal’.
Gostei particularmente-
A sua bebida preferida?
Vinho de grande qualidade em pequena quantidade..
Tem alguma pedra no sapato?
Sou Escorpião e esqueço, mas não desculpo. Ter pedras no sapato seria dar demasiada importância a quem não merece.
Que número calça?
Sapato por medida do Carlos Santos, tamanho 40.
Também sou escorpião e sou exactamente o oposto. Não esqueço mas desculpo.
Não desculpar é ter a vingançazinha à mão, coisa que a um escorpião repugna.
Enfim; há Homens e homenzinhos.
Há Escorpiões e escorpiõezinhos.
É quase divertido ler estas respostas à luz daquilo que entretanto tem vindo a ser destapado…
Não sou fã do Senhor. Isso de a cama não ser para ler, é um bocado para armar aos cucos. Bastante meh, mas está bem para mãozinha fechada. Next!
Este tipo com as suas referências pretensiosas a coisas caras ilustra bem a distância entre o povo e estes políticos de oportunidade, que nunca tiveram uma ideia concreta para o desenvolvimento do País — nem nunca fizeram menção de o deixar melhor do que o encontraram. Foi só alinhar a carreira com as pessoas certas, começar a sacar e encher-se de privilégios.
E notem bem como 1 minuto depois do início da entrevista indica logo o seu clube sem lhe ter sido perguntado. É como o secret hand-shake dos Monty Python.
Ah! e também gostei muito:
Gostaria de viver num hotel?
Não, porque nesse próprio dia deixaria de ser um dos meus hotéis favoritos. Hotéis como o Cipriani em Veneza, o St. Regis em Nova Iorque e o Pestana Palace e o Hotel do Bairro Alto em Lisboa.
Fiquei deslumbrado.
E por acaso ele não se incomodou de baixar a sua grandeza para gente de baixa condição?
O seu camarada de clube é uma espécie de Luís Filipe Vieira da política sem jacto particular mas com uma particular destreza de dedos para imitar gado vacum que o conduziram ao despedimento.
Muita “finesse” incompatível com a cena dos corninhos

Dno
Escorpião? Diria que era Touro…
Mas tem razão neste aspecto: as duas características que os estrangeiros com quem me relaciono, ou relacionei, mais criticam nos portugueses são a inveja e a mesquinhez. Búlgaros, polacos, alemães, dinamarqueses e norte-americanos, todos eles concordam.
Claro que na Bulgária, Polónia, Alemanha, Dinamarca and in the US-of-fucking-A não existe inveja.
Aliás, pegamos num qualquer dicionário nesses países e a def. de inveja é “condição psíquica portuguesa”
Mesquinhez
Q.E.D.