DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Sérgio de Almeida Correia: «Já que não era viável um mergulho em Santa Luzia, em especial depois daquela magnífica imersão no afundado Mackário, em plena baía do Mindelo, entre o Monte Cara e o Ilhéu, optei por passar o dia em Santo Antão. Inicialmente baptizada de Santo António, a ilha é a segunda maior do arquipélago e foi descoberta em 17 de Janeiro de 1462 por Diogo Afonso. Ficou famosa por a linha imaginária de Tordesilhas passar 370 léguas a oeste, mas só a partir de 1548 começaria a ser colonizada. A paisagem é marcada pelo contraste ente uma parte semi-desértica e uma zona fortemente arborizada, onde é possível ver pinheiros e eucaliptos. A névoa e a chuva que caiu impediram-me de tirar todo o partido da visita. Só que foram as condições atmosféricas adversas que encontrei, as magníficas paisagens entre a Ponta do Sol e o Paúl e o recorte da costa, que me deixaram com vontade de voltar e de mergulhar nos seus fundos.»

 

Eu: «Faz agora meio século, a Europa impunha-se como alternativa de sucesso aos EUA nas bilheteiras de cinema. Com filmes como Disparem sobre o Pianista, de François Truffaut (com um magnífico Charles Aznavour no principal papel), A Fonte da Virgem, de Ingmar Bergman (que viria a ganhar um Óscar em Hollywood), A Aventura, de Michelangelo Antonioni, O Comediante, de Tony Richardson, Sábado à Noite, Domingo de Manhã, de Karel Reisz, e Rocco e os Seus Irmãos, de Luchino Visconti (que fez de Alain Delon uma vedeta, tal como no ano anterior sucedera com Jean-Paul Belmondo em O Acossado, de Jean-Luc Godard). É ainda em 1960 que Federico Fellini estreia A Doce Vida. Dando fama mundial a Marcello Mastroianni, tornou a Via Veneto tão célebre como a Quinta Avenida nova-iorquina e transformou Anita Ekberg num ícone.»

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