Manual da Internacional Autoritária: impedir revoluções


Rui Rocha,

1 – Decretar o estado de excepção e mantê-lo pelo período mais longo que for possível;

2 – Impedir qualquer manifestação (caso não seja possível, passar para o ponto seguinte);

3 – Proibir a cobertura jornalística, sobretudo televisiva, de qualquer manifestação (caso não seja possível, passar para o ponto seguinte);

4 – Reprimir duramente qualquer manifestação (matar não é conveniente, mas às vezes tem que ser);

4 – Não renovar as acreditações de enviados especiais e recusar a aprovação de novos pedidos;

5 – Reduzir a velocidade da Internet, filtrar os conteúdos da rede e das ferramentas sociais ou, cancelar o serviço;

6 – Cortar o serviço de comunicações móveis: voz e sms;

7 – Em caso de dúvida sobre a dureza das medidas a aplicar, ter presente os recentes e maus exemplos da Túnisia e do Egipto. 

 

*A designação Internacional Autoritária é da autoria de Vitali Silitski e encontrei-a aqui, a partir daqui, sendo que recomendo vivamente a leitura de ambos os textos.

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