Mais vinte rios de Portugal (1)


Pedro Correia,

 

RIO ALMONDA

 

Nascente: Serra de Aire, 5km a noroeste de Torres Novas

Foz: Rio Tejo, no síto da Igreja Grande, concelho da Golegã

Extensão: cerca de 30km

 

"Dizem que o rio chora toda a noite / Nas lágrimas tombadas dos salgueiros. / (…) E as pedras nuas da distância? / Almonda! Almonda! Almonda! / Um eco… // São as rãs da memória que chamam as cigarras / Quando o Verão se chega mais à terra / E a cidade amanhece ao som do rio que canta. // Dizem que o rio canta / Nos olhos molhados dos salgueiros!"

Maria Sarmento, Almondinas

(o meu agradecimento ao leitor José Catarino, que aqui trouxe estes versos)

8 comentários em “Mais vinte rios de Portugal (1)”

  1. Devia ter posto uma fotografia da nascente, que é uma cascata que nasce diretamente, com enorme caudal, de dentro das rochas.

    Valeria a pena referir que essa nascente é diretamente aproveitada para uma fábrica de papel, a Renova – Fábrica de Papel do Almonda.

    1. Podia ter feito essa opção, Luís. Mas esta (sub)série vai ser mais ‘minimal’ que a anterior, só com uma foto e sem citação de autor. Optei por Torres Novas por ser a cidade emblemática do Almonda. É uma cidade de que gosto muito. Infelizmente muitos portugueses não a conhecem – nem à região envolvente.

  2. Pedro, o rio Almonda (aos anos que não ouvia esse nome) segue tão bem por essas belas margens em tons de Outono e, já agora, a míni série…

  3. “Dizem que o rio chora toda a noite
    Nas lágrimas tombadas dos salgueiros.
    (…)
    E as pedras nuas da distância?
    Almonda! Almonda! Almonda!
    Um eco…

    São as rãs da memória que chamam as cigarras
    Quando o Verão se chega mais à terra
    E a cidade amanhece ao som do rio que canta.

    Dizem que o rio canta
    Nos olhos molhados dos salgueiros!”
    (Maria Sarmento), “Almondinas”, in 3 Poetas, 30 Poemas)

  4. A apresentação está feita. Em querendo, cada um bisbilhota ou esmiuça conforme lhe aprouver. Que o Pedro Correia não recebe por estas horas extraordinárias, a bem dizer… Não é? Pois, pela minha parte só posso parabenizá-lo e agradecer-lhe a continuação… da série.

    :))))

    [Não vale o João Carvalho vir a correr corrigir a prosa, nem o Pedro Correia referir as palavras e expressões que detesta…]

  5. É pena é estar quase “morto” pelas indústrias de curtumes da região. Também como o Alviela, onde o meu Pai em rapaz novo, a caçar patos, bebia da água tirada directamente do rio…

  6. É o rio da minha terra, e a minha terra, Torres Novas.
    Não está morto, já esteve. Creio que chegou a ser considerado o rio mais poluído da Europa, 20 anos depois de ser palco de concursos de pesca, de que a minha mãe se lembra.

    Na parte do rio que passa pela cidade, teve a câmara municipal a infeliz ideia de colocar umas populações de patos e gansos. Desapareceram as rãs ibéricas, que resistiram à poluição, e agora há mais melgas e moscas. Peixes, só se vêem as omnipresentes carpas.

    Dentro da cidade, perto do Açude, ainda é possivel sermos surpreendidos por uma garça ou outra, perdida ou vinda rio acima, do Paul de Boquilobo, reserva natural alimentada pelo Almonda.

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