Bela fotografia. Nesta caso é ao contrário de como se diz: já não é do meu tempo. O meu tempo foi de 1972 a 2006, ainda existia o grande Caís da Franquia dos barcos de pesca e outros de maior calado. Agora, como se vê na imagem, está um pequeno cais metálico. A praia era só a da Franquia (do rio) a seguir à barbacã do Castelo e para ir até ao Farol atravessava-se as dunasl agora a avenida marginal. A praia das Furnas só começou a ser frequentada a partir de 1979, construção da Ponte é em 1978, e só para quem tinha carro e principalmente para turistas alemãs oriundos da Base de Beja e mais alguns por lá fixados pagos pelo Governo Alemão. Em 1982, com as carreiras ‘Expresso’ de Lisboa às Praias do Sudoeste (Sines, Milfontes,Almograve e Zambujeira do Mar) com paragem apenas em Setúbal e Santiago do Cacém. começou a grande desenvolvimento de toda aquela região que vemos hoje. Para se ter uma ideia de quem não conheceu antes, toda aquela zona da Mabi dos croissants era um descampado com acampamento de ciganos. Bons tempos, em que era ‘obrigatório’ a seguir ao jantar toda a gente encontrar-se na barbacã o mais não fosse ver as osgas na casa amarela.
Também estamos na minha região durante 10 felizes anos. Linda, linda! Estava com esperança que aparecesse e apareceu; e pode ser que ainda apareçam mais… 🏖️ Maria
Bom dia Pedro Correia Que continue tudo bem consigo e família. Releve o atrevimento, quase a impertinência, mas com a fotografia, belíssima, de VNMFontes, o Pedro esqueceu-se de dizer se viu por lá a Cristina….he….he… Saúde. António Cabral
Foi aqui que passei alguns anos de “Verão Azul” na minha infância — nessa altura era uma terra pequenina e a vida girava à volta de um pequeno supermercado e do Café Central. Às vezes havia cinema no sítio dos bailaricos. Um dia voltarei, talvez.
Estive acampado, em campismo selvagem, nas dunas entre esta povoação e o mar, há muitíssimos anos. Defecava nas dunas, em buracos que escavava com as mãos no chão de areia. Não me pareceu que a povoação em si mesma fosse muito bonita. O enquadramento paisagístico, sim.
O Castelo é propriedade privada, julgo que ainda é um Hotel de clientela muito seleccionada. Com a excepção da barbacá, tudo aquilo era um pardieiro de ruínas, nem sequer foi arranjado como quase todos os Castelos em 1940, nessa altura foi adquirido por um D. qualquer coisa que fez obras e passou lá a viver e nos anos 80 foi transformado em Hotel. Creio que ainda funciona assim.
Lembro-me de Vila Nova de Milfontes (e Porto Covo) em estado quase “selvagem”; na última visita, num Agosto (pensava eu que ainda estava por descobrir), já sofria dos males do Algarve. Excesso de gente, para as estruturas da vila. Ainda assim, uma localidade simpática, com uma praia 5 estrelas.
Nos anos de 1980, quem não tivesse carro, era muito difícil chegar a Porto Covo. Havia uma única carreira por dia (manhã/tarde) entre Sines e Milfontes e nem sequer ia a Porto Covo parava na estrada cerca de 2 km.
Nos anos de 1980 eu cheguei a sítios bem mais difíceis de alcançar do que Porto Covo. Ia a pé, ou à boleia, ou em camionetas de carreira, ou numa mistura das três. E fazia isso com uma mochila às costas, por vezes algo pesada.
Julgo que em 1980 já existia o Parque de Campismo do SITAVA, na estrada que vinha de Porto Covo antes do cruzamento das Brunheiras, e que frequentavam a melhor praia de toda costa alentejana, a Praia do Malhão. Por esse tempo, ou talvez antes, ia-se a pé por um caminho junto ao mar até ao Malhão, quando dava a grande maré de Agosto que deixava as colónias de grandes mexilhões a descoberto. Regressava-se com grandes ‘carradas’ de mexilhões que a Ti Gertrudes, da Rua do Pinhal, fazia de cebolada e outros depois de abertos ao lume fritos com farinha.
Leopedro já fiz vários comentários, mas ainda não lhe agradeci ter escolhido Milfontes como os ‘Mais de vinte motivos para amar Portugal. Obrigado, no ano anterior ao começar a ir de férias para Milfontes tinha chegado da guerra da Guiné, e todos os anos por lá fiquei por quase 35 anos.
O ano passado estivemos lá uma semana, com a filha mais nova, recém-chegada de Bissau, em trânsito para Bruxelas, num simpático alojamento de hóspedes. Belas praias, excelente peixe,boas gente, algo congestionado mas com vontade de regressar.
Sobre Santa Cruz, peço-lhe que não publique nada… explico, a minha praia, desde o Verão de 1956(tinha 6 meses), até 1993, ininterruptamente. Depois ficámos fartos, demasiada gente, infraestruturas que não davam conta do recado,carnaval de Verão(!!), sim, uma ideia da câmara de Torres, barulheira com fartura e animação a rodos, para quem ache que tem que ser animado durante as férias, enfim, só não havia esplanadas no meio do areal porque não calhou. Egoísmo meu ? Talvez, de praia quase só frequentada por gente de Torres e de pouco mais, indo nós de Santarém, o crescimento foi feito sem qualquer planeamento e a A-8 colocou-a a escasso tempo de viagem de Lisboa. Resta uma praia extensa, o mar de sempre, onde aprendi a nadar, os nevoeiros e nortadas e os “longes” avistados do Alto da Vela ou da Riba Amarela. O aeroclube, onde me iniciei nos planadores, alguns passeios pelos arredores, e os fantasmas de família e amigos que partiram antes.
Conto lá ir um destes dias, picar o ponto, não me atrevo a mais
Aqui já estamos na minha região. Fui tantas vezes em miúdo à praia das Furnas, do outro lado da belíssima foz do Mira.
Bela fotografia.
Nesta caso é ao contrário de como se diz: já não é do meu tempo.
O meu tempo foi de 1972 a 2006, ainda existia o grande Caís da Franquia dos barcos de pesca e outros de maior calado. Agora, como se vê na imagem, está um pequeno cais metálico.
A praia era só a da Franquia (do rio) a seguir à barbacã do Castelo e para ir até ao Farol atravessava-se as dunasl agora a avenida marginal.
A praia das Furnas só começou a ser frequentada a partir de 1979, construção da Ponte é em 1978, e só para quem tinha carro e principalmente para turistas alemãs oriundos da Base de Beja e mais alguns por lá fixados pagos pelo Governo Alemão.
Em 1982, com as carreiras ‘Expresso’ de Lisboa às Praias do Sudoeste (Sines, Milfontes,Almograve e Zambujeira do Mar) com paragem apenas em Setúbal e Santiago do Cacém. começou a grande desenvolvimento de toda aquela região que vemos hoje. Para se ter uma ideia de quem não conheceu antes, toda aquela zona da Mabi dos croissants era um descampado com acampamento de ciganos.
Bons tempos, em que era ‘obrigatório’ a seguir ao jantar toda a gente encontrar-se na barbacã o mais não fosse ver as osgas na casa amarela.
Bons tempos, em que era ‘obrigatório’ a seguir ao jantar toda a gente encontrar-se na barbacã o mais não fosse ver as osgas na casa amarela.
Exacto. Era simples e perfeito.
Também estamos na minha região durante 10 felizes anos.
Linda, linda!
Estava com esperança que aparecesse e apareceu; e pode ser que ainda apareçam mais…
🏖️
Maria
Bom dia Pedro Correia
Que continue tudo bem consigo e família.
Releve o atrevimento, quase a impertinência, mas com a fotografia, belíssima, de VNMFontes, o Pedro esqueceu-se de dizer se viu por lá a Cristina….he….he…
Saúde.
António Cabral
Foi aqui que passei alguns anos de “Verão Azul” na minha infância — nessa altura era uma terra pequenina e a vida girava à volta de um pequeno supermercado e do Café Central. Às vezes havia cinema no sítio dos bailaricos. Um dia voltarei, talvez.
Estive acampado, em campismo selvagem, nas dunas entre esta povoação e o mar, há muitíssimos anos. Defecava nas dunas, em buracos que escavava com as mãos no chão de areia.
Não me pareceu que a povoação em si mesma fosse muito bonita. O enquadramento paisagístico, sim.
Num fim de tarde de verão, avistar o estuário e a barra do rio Mira da barbacã do Castelo é uma das paisagens mais excepcionais de Portugal.
Quando estive lá nunca entrei no castelo. Devia estar fechado ao público. Sabe, já foi há muito tempo.
O Castelo é propriedade privada, julgo que ainda é um Hotel de clientela muito seleccionada.
Com a excepção da barbacá, tudo aquilo era um pardieiro de ruínas, nem sequer foi arranjado como quase todos os Castelos em 1940, nessa altura foi adquirido por um D. qualquer coisa que fez obras e passou lá a viver e nos anos 80 foi transformado em Hotel. Creio que ainda funciona assim.
Confirmo 🙂
🍁
Maria
Confirmo a vista espectacular do castelo, porque jantei lá uma vez.
(entretanto apareceu um comentário do Lavoura/balio aqui pelo meio…)
🍁
Maria
Defecava nas dunas, em buracos que escavava com as mãos no chão de areia.
Poema muito lindo. Verifico que você no fundo continua a fazer isto, mas agora é com a ortografia.
Ó Lavoura, eu já sabia que as dunas eram como divãs, agora como sanitas é uma novidade
Vou já pedir ao Reininho para alterar a letra…
🚽
Maria
Quase o mesmo. Até pode funcionar como dois-em-um: sanivã ou divanita. Misto de sanita e divã.
Lembro-me de Vila Nova de Milfontes (e Porto Covo) em estado quase “selvagem”; na última visita, num Agosto (pensava eu que ainda estava por descobrir), já sofria dos males do Algarve.
Excesso de gente, para as estruturas da vila.
Ainda assim, uma localidade simpática, com uma praia 5 estrelas.
Nos anos de 1980, quem não tivesse carro, era muito difícil chegar a Porto Covo. Havia uma única carreira por dia (manhã/tarde) entre Sines e Milfontes e nem sequer ia a Porto Covo parava na estrada cerca de 2 km.
Nos anos de 1980 eu cheguei a sítios bem mais difíceis de alcançar do que Porto Covo. Ia a pé, ou à boleia, ou em camionetas de carreira, ou numa mistura das três. E fazia isso com uma mochila às costas, por vezes algo pesada.
Julgo que em 1980 já existia o Parque de Campismo do SITAVA, na estrada que vinha de Porto Covo antes do cruzamento das Brunheiras, e que frequentavam a melhor praia de toda costa alentejana, a Praia do Malhão.
Por esse tempo, ou talvez antes, ia-se a pé por um caminho junto ao mar até ao Malhão, quando dava a grande maré de Agosto que deixava as colónias de grandes mexilhões a descoberto. Regressava-se com grandes ‘carradas’ de mexilhões que a Ti Gertrudes, da Rua do Pinhal, fazia de cebolada e outros depois de abertos ao lume fritos com farinha.
Não me diga que também ia ao 31 em Porto Covo…
🏖️
Maria
Leopedro já fiz vários comentários, mas ainda não lhe agradeci ter escolhido Milfontes como os ‘Mais de vinte motivos para amar Portugal.
Obrigado, no ano anterior ao começar a ir de férias para Milfontes tinha chegado da guerra da Guiné, e todos os anos por lá fiquei por quase 35 anos.
Boa tarde, Pedro
O ano passado estivemos lá uma semana, com a filha mais nova, recém-chegada de Bissau, em trânsito para Bruxelas, num simpático alojamento de hóspedes.
Belas praias, excelente peixe,boas gente, algo congestionado mas com vontade de regressar.
Sobre Santa Cruz, peço-lhe que não publique nada… explico, a minha praia, desde o Verão de 1956(tinha 6 meses), até 1993, ininterruptamente. Depois ficámos fartos, demasiada gente, infraestruturas que não davam conta do recado,carnaval de Verão(!!), sim, uma ideia da câmara de Torres, barulheira com fartura e animação a rodos, para quem ache que tem que ser animado durante as férias, enfim, só não havia esplanadas no meio do areal porque não calhou. Egoísmo meu ? Talvez, de praia quase só frequentada por gente de Torres e de pouco mais, indo nós de Santarém, o crescimento foi feito sem qualquer planeamento e a A-8 colocou-a a escasso tempo de viagem de Lisboa. Resta uma praia extensa, o mar de sempre, onde aprendi a nadar, os nevoeiros e nortadas e os “longes” avistados do Alto da Vela ou da Riba Amarela. O aeroclube, onde me iniciei nos planadores, alguns passeios pelos arredores, e os fantasmas de família e amigos que partiram antes.
Conto lá ir um destes dias, picar o ponto, não me atrevo a mais
Abraço amigo
Fernando Antolin