
Ana Vidal: «Alguém me explica em que número de barris de petróleo este homem passou de louco fanático a “líder carismático“? Dêem-lhe muita corda e depois queixem-se.»
João Carvalho: «Com as cem creches prometidas (isto de promessas do primeiro-ministro é o diabo) até Dezembro, não faltarão palcos para José Sócrates continuar a falar por muito tempo. É só ir agendando as creches que estiverem a funcionar. Mas nunca a funcionar há muitos meses, que pode parecer mal.»
José Gomes André: «Com vinte anos fiz um inter-rail. Munido da arrogância – e da ingenuidade – próprias da idade, fiz-me à estrada (ou melhor, aos carris) e visitei meia Europa. Que me lembre, passei por Paris, Frankfurt, Praga, Cracóvia, Budapeste, Bratislava, Viena, Salzburgo, Veneza, Florença e Siena. Gastei dois anos de poupança, comi sandes mistas até ficar mortalmente enjoado de queijo, dormi em hotéis de uma estrela, fui assaltado três vezes. E ganhei uma companhia para a vida.»
Miguel Marujo: «Agora que só se sai à rua de cravo na mão a horas certas, fica arrumada na memória a frase tantas vezes pintada nas paredes, os ricos que paguem a crise, mesmo que agora ela permaneça actual. É verdade que os ricos deste país, na altura em que frase era mote pichado, se tinham pisgado para o Brasil, regressando anos depois sem grandes mazelas na conta e na sobranceria. Hoje, os ricos confundem-se com um IRS de 40, 42 ou 45 por cento, coisa mal pensada, que belmiros e amorins são poucos nos 45 e zés e marias que chegam aos 40 não podem sonhar com a lista da Forbes – talvez com a foto de férias no Jornal da Noite da SIC.»
Sérgio de Almeida Correia: «O que está a acontecer com Carlos Queiroz não vai mudar em nada a imagem do futebol português e dos seus dirigentes. Tenho sérias dúvidas que venha a servir para alguma coisa, para lá do linchamento do agora execrável seleccionador nacional. É que no estado de putrefacção em que vivemos, ainda que as moscas sejam enxotadas, amanhã outras virão.»
Eu: «Parece que andam aí umas almas muito alvoroçadas por haver quem registe presenças e ausências numa manifestação. Gostaria de tranquilizá-las: isso é comum fazer-se em qualquer manifestação – e acreditem que percebo alguma coisa desta matéria. Recordo-me, por exemplo, de o DN ter publicado na capa a fotografia da mulher de um destacado dirigente socialista numa manifestação de professores contra o Governo. É um facto tão relevante como a ausência, numa manifestação pelos direitos humanos, de pessoas conotadas com partidos que fazem profissão de fé “humanista”.»
