Mais um tiro no pé.


Luís Menezes Leitão,

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Está explicada a proximidade de Rui Rio com António Costa e o alinhamento que tem tido com este governo. Já sabemos também que o actual PSD pretende passar a ser a muleta do PS. Não venham é dizer que isto é o pensamento de Sá Carneiro. Sá Carneiro, num período em que a direita era fortemente atacada, quis demonstrar que a mesma podia ser governo. Fez uma coligação com esse propósito e chegou a primeiro-ministro. Rui Rio com estas declarações cada vez mais se afasta desse objectivo. O problema é que parece que não lhe faltam balas para continuar a dar tiros nos pés.

0 comentários em “Mais um tiro no pé.”

  1. Meu caro:

    Rui Rio “sempre defendeu que era justo repor todo o tempo de serviço” e recordou que a proposta apresentada pelo PSD no Parlamento tinha “uma série de normas travão” que permitiam controlar o impacto da reposição do tempo, nomeadamente ao nível da revisão das carreiras, regime de aposentações e da avaliação dos professores, criticando o PS por ter chumbado essas propostas”

    Qual o impacto da reposição dos rendimentos dos professores?

    Centeno – 200 milhões
    Costa – 340 milhões
    Santos Silva – 800 milhões.

    https://youtu.be/Ehji7g3SDyE

    (Minuto – 7:45)

    Epá, deixem-se de tretas!!! E larguem o PSD.

  2. Rui rio deve ter-se inspirado em Macron. Juntamente com Costa, iriam criar un centrão livre da ala direita do PSD e da ala esquerda do PS.
    Só que, ao contrário de Macron que actuou sozinho ( com o apoio dos grandes empresários franceses e uma campanha planeada pelos profissionais mais competentes ) e criou um novo partido, Rui rio pretendia montar esse cenário em conjunto com Costa. Não pesou o facto de que Costa não teria nada a ganhar, em termos de poder pessoal, com uma solução desse tipo.
    Concedo que, talvez ingenuamente, Rui rio tenha pensado que o centrão corresponderia melhor à ideologia do PS. Puro engano. Costa não quer saber de ideologia como o prova a existência da geringonça. Só o poder interessa a Costa.
    Moral da história: deixar aos ingénuos o governo das autarquias.

      1. Se também me permite, concordo que a ambição do poder faz parte da personalidade dos “leaders” de qualquer organização. No entanto, acho que há uma diferença entre os que querem o poder pelo poder e os que têm também a ambição de realizar um projecto. Só os últimos ficam, de vez em quando, para a história.
        Já agora acrescento que o grande problema que pode suceder aos últimos, é que o deslumbramento do exercício do poder os leve a cair no primeiro grupo. Espero que concorde. Mas se não concordar, direi que não serei eu quem o fará calar.

    1. “Costa não quer saber de ideologia como o prova a existência da geringonça. Só o poder interessa a Costa.” Esta afirmação é manifestamente exagerada.

      1. Para o PCP e para o BE a sociedade ideal é colectivista e deve estar fora da UE. Para o PS a sociedade ideal é liberal em economia e deve pertencer à UE
        ( não esqueçamos que o PS foi o partido que mais EP’s nacionalizou ).
        Só uma ausência de ideologia e uma grande apetência pelo poder podem justificar que Costa se associe a forças que vão em sentidos tão divergentes daquele que tem sido defendido pelo PS.

  3. Rui Rio provavelmente sabe que a direita está impedida de governar mesmo que ganhe com maioria as eleições por causa da violência política que ocorrerá com o incentivo e protecção do Jornalismo Marxista.
    .
    E por isso a única alternativa para a direita é coligar-se com o PS.

    lucklucky

  4. Nunca se percebeu, na política portuguesa, para que são necessários dois partidos de direita – PSD e CDS – que são ideologicamente intercambiáveis.

    Alternativamente, não se percebe, na política portuguesa, para que são necessários dois partidos social-democratas – PS e PSD – que são pragmaticamente intercambiáveis.

    Em Espanha, ao menos, têm um espetro político claro e transparente: um partido comunista (Podemos), um partido social-democrata (PSOE), um partido liberal (Cidadãos), um partido conservador (PP), e um partido nacionalista (Vox). Todos os partidos em áreas políticas diferentes.

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