DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Ninguém conhece a integração europeia sem ser pela crise permanente, de progressos “inevitáveis” e soluções “inadiáveis”. Se calhar, este medo imenso do fim já faz parte da nossa identidade europeia. É mau funcionar assim, com esta pressão? Sim, é péssimo, até porque tendemos a querer dar passos maiores que as pernas.»

 

Ana Vidal: «Acabei de ouvir uma coisa que dá pelo nome pomposo de “Amália Hoje”, e fiquei siderada. Não consigo chamar-lhe outra coisa que não seja uma “coisa”. É tão mau que dói.» 

 

André Couto: «Se o povo renovar a maioria absoluta, tanto melhor aos interesses do País, caso contrário o PS deve governar com acordos que se firmam ao longo da governação. Admitir frontalmente a hipótese de governar sem maioria é igualmente honrar a história e o ideário do partido.»

 

Cristina Ferreira de Almeida: «A notícia da chegada para breve da electricidade mais barata da espanhola Endesa deu-me um certo prazer, confesso. A pequena padeira de Aljubarrota que havia em mim há muito comprou uma carrocinha para vender churros nas praias da Andaluzia.»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Confesso que não me agrada nada saber que o nosso primeiro-ministro – o PM deste país sempre à beira do precipício – é cliente regular de uma das mais caras e exclusivas lojas de roupa do mundo, em Beverly Hills, onde só entra um cliente de cada vez, com hora marcada e todo o staff de empregados à sua diposição.» 

 

Eu: «“Nós, europeus” significa que somos europeus antes de ser portugueses? Isso exclui-me a mim, que me sinto português antes de ser europeu? Excluimos os africanos, asiáticos e americanos que vivem em Portugal e até podem já votar nas eleições autárquicas? E não há portugueses africanos? E não há portugueses asiáticos? E não há portugueses americanos?»

0 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. «Acabei de ouvir uma coisa que dá pelo nome pomposo de “Amália Hoje”, e fiquei siderada. Não consigo chamar-lhe outra coisa que não seja uma “coisa”. É tão mau que dói.»

    Que comentário exagerado. Mas há desgostos para tudo. Aqui fica uma excelente versão de Soledad:

    https://youtu.be/idWxmZt0Xfo

    “Ninguém conhece a integração europeia sem ser pela crise permanente, de progressos “inevitáveis” e soluções “inadiáveis”.

    Curioso! Essas, supostamente, são caracteristicas lusas.

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