Mais um palavroso


Sérgio de Almeida Correia,

É claro que de quem saltita da direita para esquerda e regressa à casa de partida dando o dito por não dito com a maior das facilidades, não era de esperar outra coisa que não fosse a repetição do que já se tinha visto e se aguardava de novo.

Está confirmado que o homem gostou de se ver sentado em S. Bento e quis ficar. 

Deram-lhe importância? Pois agora aturem-no.

7 comentários em “Mais um palavroso”

  1. Não fico triste nem preocupado com a não eleição de Fernando Nobre. Não simpatizo com o senhor, não me revejo no estilo nem na substância, mas acho que PPC fez bem em cumprir o acordado (que não o deveria ter sido) de propor o seu nome. Quanto ao mais, nenhum drama: o país nada perdeu e o episódio estará esquecido dentro de dias. E a galinha lá prosseguirá sem o seu pedacito de pão.

  2. Oh Serginho, como gosto deste blog e da maioria do que por aqui se escreve, dou comigo a ler as suas “baboseiras”.
    É incrível ver a forma como se julga superior a pessoas de elevadíssimo gabarito e inquestionável merecimento, tais como Nuno Crato, Fernando Nobre, Álvaro Santos Pereira, Vitor Gaspar, etc., etc..
    Por alguma razão fico com a estranha impressão que o amigo Sérgio deve ter uma licenciaturazita acabada ao domingo numa qualquer chafarica, dita universitária, como a Independente.
    “Enxergue-se homem! Enxergue-se!”

    1. Não sei quem V. Ex.ª é, mas está profundamente equivocado. E das duas uma: ou não lê o que eu escrevo e de vez em quando “manda umas bocas” para fazer número ou então se lê não compreende.
      Se quanto ao primeiro ponto posso recomendar-lhe mais atenção, já quanto ao segundo nada lhe posso dizer.
      E de mim não ouviu nem viu escrita uma linha que fosse a criticar Santos Pereira, Crato ou Vítor Gaspar. Bem pelo contrário. Mas pode ter a certeza que se for necessário fazê-lo não hesitarei.

    2. Esqueci-me de lhe dizer que sou um produto – genuíno – da escola pública (da melhor):
      Liceu Camões, Liceu de S. João do Estoril, fiz ano propedêutico, ultrapassei o numerus clausus, frequentei a FDL da Universidade de Lisboa, licenciei-me na altura em que é normal isso acontecer quando se vive em casa dos pais e não se faz mais nada do que estudar e conclui o mestrado no ISCTE (o doutoramento ficou pelo caminho, pois como calcula não é fácil fazê-lo em Tarragona ou em Florença quando se tem de viver e trabalhar no Algarve).
      Espero que tenha ficado esclarecido.
      Como vê, um percurso muito parecido com o de Passos Coelho, Miguel Relvas ou José Sócrates.

      1. Tendo em consideração a gentil e muito completa resposta, sinto-me na obrigação de lhe dar uma satisfação.
        Pelo detalhe do seu curriculum escolar percebi o nosso antagonismo, eu andei no Pedro Nunes vc no Camões, eu no Liceu de Oeiras vc no de S. João, eu licenciei-me no ISE (agora ISEG) vc mestrou-se no ISCTE. Esta última é mesmo uma MÁ referência, idêntica a uma que o Sócras tb pode apresentar…
        Olhe Sérgio espero sinceramente que tenha gostado tanto do nome da Assunção Esteves para Presindente da Assembleia da República como eu gostei.
        De resto, desejo-lhe sentido de humor e felicidades.

  3. Este post deve ser lido em conjugação com o anterior (“A dupla Coelho/Nobre já começou a fazer história”).
    Neste, é assinalada a contradição entre o anunciado (que não seria deputado) e o realizado (que afinal permanece como deputado), através do epíteto de “palavroso”.
    No anterior, é assinalada a coerência entre o anunciado (propor como Presidente da AR) e o realizado (foi cumprida a promessa feita), através do epíteto de “teimoso” (e, pior, uma comparação com o predecessor).

    Apesar de ser muito crítico em relação aos políticos, às vezes chego a ter pena deles na boca dos comentadores. Isto porque quase invariavelmente se encontram naquela desconfortável posição de serem presos: ora por terem cão, ora por não o terem.
    É nessas ocasiões que tendo a colocar-me na pele deles (salvo seja!) e pensar como reagiria. Invariavelmente concluo que também eu seria preso: uns prender-me-iam por ter cão; outros prender-me-iam por o não ter. Sendo certo que seria sempre previsível quem me iria prender.
    A única hipótese de não ser preso era, para além de tomar a decisão certa, que as observações e os comentários fossem imparciais…

    É por essas e por outras que aprecio os prognósticos sempre antes do jogo.
    Aprecio quando um comentador opina sobre o que o político deverá fazer, uma vez que nesse caso não o criticará se ele vier a proceder em conformidade.
    Caso o comentador espere para ver e só depois comentar, é como fazer um prognóstico no fim do jogo: tem sempre a possibilidade de criticar a opção tomada. Se o político optou por A, devia ter procedido conforme B, e vice-versa.

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