Um chumbo. Dois chumbos. Para começo não está nada mal.
Enquanto não chega a renúncia de Fernando Nobre, visto que se Passos Coelho cumpriu com a palavra dele (demonstrando que a sua teimosia é igual à do outro senhor que saiu), também Nobre deverá cumprir com a sua. De caminho, talvez seja melhor o PSD começar a pensar em apresentar um candidato decente (isto é, minimamente qualificado) para poder presidir aos destinos da Assembleia da República nesta fase difícil que o País atravessa. A hora do recreio já acabou.

Caro Sérgio,
A TSF acaba de dar a notícia: “Nobre desiste de candidatura a presidente da AR e confirma que será deputado.” Homem de palavra … só que diferente a cada dia.
Saudações cordiais.
Cumprir a palavra é ser teimoso? Só com alguma cegueira se pode afirmar isso. Pior: só por evidente cegueira se pode comparar PPC ao senhor que saiu. Haja bom senso, caro SAC.
“A hora do recreio já acabou”.
Mas durou mais de seis anos…
Eu diria que já dura há mais de 20.
“demonstrando que a sua teimosia é igual à do outro senhor que saiu”. Belo silogismo. Sobretudo porque manter a palavra sobre uma questão sem importância nenhuma é praticamente a mesma coisa do que faltar à palavra e ter teimosias que ascendem a 70 mil milhões de euros (fora as PPP’s).
Não concordo inteiramente, Sérgio. Teria puxado o tapete a FN?
PPC fez o que devia ter feito (uma vez tendo apoiado FN, o que evidentemente se pode contestar). Mostrou que tem palavra. Já FN, é inegável, mostrou exactamente o oposto. De resto, deveria ter-se retirado discretamente quando percebeu que a sua candidatura só prejudicaria um Governo em início de funções.
Também vou mais por aqui – mesmo não nutrindo qualquer simpatia por Nobre, e achando desde o início que a “candidatura” à presidência da AR era um perfeito disparate. Passos Coelho provou, de facto, ter palavra. Já é alguma coisa.
Meu caro,
Depois do primeiro chumbo não me parece que tenha sido um acto de inteligência ou de defesa da palavra insistir uma segunda vez.
E o resultado viu-se: não só não fez o pleno na sua própria bancada como ainda perdeu mais um voto.
E se Nobre não tem retirado (ou sido aconselhado a) iria haver uma 3ª vez?
Gostei deste post por 2 razões:
– Releva que o Passos Coelho é um homem de palavra; e
– Revela que a parcialidade pode ter por efeito confundir o cumprimento da palavra dada (promessa) com teimosia (persistir numa ideia – não numa promessa – errada).
PPC é, de facto e demonstrou-o, um homem de palavra.
Nada de teimosia, ainda menos de comparação, sequer lembrança do seu antecessor.
Palavra, coisa a que já não estávamos habituados, visto que vivíamos num circo.
Sobre FN, deveria ter sido mais lesto a anunciar a sua renúncia.
Bem ou mal, todos nós gostaríamos apenas que ele fosse o presidente da AMI, que tanto nos orgulha pelo seu trabalho meritório.
Não lhe reconhecemos qualidades políticas, mas se calhar não as queremos ver, queremos apenas que ele esteja no lugar certo, no que sempre fez bem.
Não era a escolha correcta ou consensual, concordo.
Devemos ter um outro nome que reuna essas mesmas condições e, já agora, várias outras mais. Afinal é a 2ª figura do Estado.
Não sou do PSD, nem nada que se pareça, mas acho curioso como toda a gente vai atrás do mainstream.
Qual é o problema do Nobre ser Presidente da Assembleia da República?
O Jaime Gama, que não foi julgado no processo Casa Pia e que aceitava as justificações de faltas dos deputados, era melhor porquê?
O Almeida Santos, que não tem nada a ver com Maçonarias e que acha normal os deputados faltarem à sexta-feira porque não dá jeito trabalhar à sexta, era melhor porquê?
Porque o Nobre criticava, precisamente, a classe política de que toda a gente se queixa?
Ah querem lá um, a vigiar os tipos, que seja igual a eles… ou seja «com experiência» e isso… está certo…
Que tal o experiente Armando Vara ou experiente José Lello?
Verdadeiramente lamentável. Numa altura destas põem-se com estas cenas.
Ainda com azia?