Este é o maior problema da Europa actual: a liberdade seriamente condicionada pelos seus mais encarniçados inimigos. Paris, outrora Cidade-Luz, é hoje cidade ensanguentada pelo fanatismo mais extremista.
Somos todos, a partir de agora, um pouco menos livres. E trocaremos cada vez mais parcelas de liberdade em troca de segurança. Dilema ilusório. Porque nos alicerces da nossa civilização – que o terrorismo islâmico combate sem tréguas – liberdade e segurança são conceitos indissociáveis. Um não faz sentido sem o outro.
Hoje estamos todos mais inseguros e menos livres. É um dia de júbilo para os cultores da barbárie, que não estão algures em parte incerta.
Estão aqui, no meio de nós.

![1447496876570096[1].jpg 1447496876570096[1].jpg](http://5.fotos.web.sapo.io/i/B5104d583/19006643_DJTZb.jpeg)
Comentei mais abaixo um post do Rui Rocha “Os atentados em Paris e a falência definitiva do argumento da provocação”. ( Creio que o comentário será publicado )
Com crueza talvez, mas a realidade é crua.
Concordo 100 % com o seu texto, Pedro. A multiplicar por N.
Haverá outros dias para falar do tabuleiro político internacional e de questões ideológicas. Hoje só me apetece reflectir sobre os crimes concretos que provocaram vítimas concretas num local concreto – não por acaso, a Cidade-Luz. Hoje mergulhada em trevas.
Vítimas concretas de uma campanha deliberada de terror.
Não dormi. Estive colada às notícias até o despertador me acordar para a minha realidade particular. Pensei nas minhas filhas, na minha neta… Nos filhos, netos, irmãos , esposos, país, mães, amigos… Pensei em pessoas como eu, como nós, que saem à noite para descomprimir e encontram o horror entre uma e outra garfada, entre um e outro beberico, entre duas notas musicais, e não regressam à vida, à sua vida , aos seus. Nunca mais. Por nada. Por nada mesmo, só por puro terror.
Vi nuas e aterrorizadas as ruas que palmilhei em Abril, em noites calmas, com gente alegre.
Dizem que devemos controlar a raiva e não nos deixarmos vencer pela emoção. Como é possível ? Hoje de bom grado inseriria todos os códigos e carregaria em todos os botões necessários à erradicação do mal. Porque o terror não é gente. Porque gente implica humanidade e o que aconteceu foi inumano.
Deixámos plantar as sementes do Diabo no nosso quintal . Sangue inocente fornece-lhes o adubo que acelera o processo do crescimento, o medo hidrata-as, o horror alimenta-as . É imperativo exterminar e erradicar não só toda a plantação, como também as sementes .
Hoje lembrei-me precisamente dos títulos de dois filmes que vi já há muitos anos: ‘A Semente do Diabo’ e ‘O Ovo da Serpente’.
Tem tudo a ver.
A culpa é dos assassinos não só das espingardas, das facas e das bombas. Mas também e ainda mais dos assassinos da seriedade, da transparência, da democracia, do carácter , do respeito e da honradez. Andam por cá uns assaltantes assassinos e canalhas a querer servir salada de frutas estragada, contaminar consciências e destruir a razão. A existência de tais energúmenos não justifica o terrorismo de sangue, mas estes são ainda mais selvagens, e só para poupar uma única vitima inocente do fanatismo eram todos bem atirados para a frente de pelotões de fuzilamento.
A culpa dos assassínios é dos assassinos.
A culpa dos genocídios é dos genocidas.
Apontar culpas a terceiros é compactuar com os crimes.
Para os comunas, o problema é a NATO.
Pois.
A intervenção da Rússia não convém mencionar.
Quantos morreram nos céus de Sharm el-Sheikh?
Pois.
E de quem será a culpa dos atentados de Beirute há dois dias?
O Hezbollah é agora o braço-armado da NATO?
Palhaços.
Politicamente correcto bem pensante.
Não é dilema ilusório é um dilema verdadeiro.
Pode-se ficar mais seguro com menos liberdade.
Você coloca controlos em todo o lado e fica mais seguro.
Mas depois esses controlos além de limitarem a liberdade pela sua natureza podem ser usados para oprimir.
Depois o problema é Quis custodiet ipsos custodes?
É uma ilusão comprarmos segurança abdicando de sucessivas parcelas de liberdade. Na nossa civilização estes são dois conceitos inseparáveis.
O que convém mencionar é o que tem feito o segundo maior exército da NATO nos últimos dois anos. Já lhe ocorreu tentar perceber?
Dou-lhe uma pista: é o Turco.
Hoje é o último dia em que me apetece fazer considerações de âmbito político ou geoestratégico. O sangue das vítimas ainda não secou.
Peço desculpa, o comentário dirigia-se a outro comentador que falou na nato e não ao post em si.
Boa tarde,
Isto foi (é) uma declaração de guerra? Hoje, lembrei-me da Canção de Rolando, de Carlos Martel…(foi só um lampejo), e do profundo cinismo de todos aqueles que hão de lamentar o ocorrido, sem que, no entanto, decidam abrir uma frente única de combate, a um grupo que não tem no meu léxico suficiente adjetivação.
Guerra, claro. Entre a civilização e a barbárie. Há um mês em Ancara, anteontem em Beirute, ontem em Paris, amanhã sabe-se lá onde.
Quem semeou ventos agora colhe tempestades.
Iraque, Síria , Líbia e Ucrânia pontos nevrálgicos de uma estratégia para criar o caos na Europa, alimentada por dinheiro e interesses obscuros que tem como resposta uma invasão sem controle por centenas de milhares de “refugiados” entre os quais milhares de homens altamente experimentados em guerra e guerrilha.
Potências Ocidentais que a coberto de pretensas boas acções (exportar democracia e direitos humanos) criaram num curto espaço várias nações falhadas além de terem destruído o flanco sul da Europa (Grécia) através de guerra económica com cariz punitivo.
Politicos que destruíram o exercito e as forças de seguranças tornando-os em meros apêndices do Estado que até podem ter sindicatos, já só falta privatiza-los (embora os USA já tenham começado isso), a cumplicidade da comunicação social em veicular as ideias do establishment maçónico.
Infelizmente são os inocentes a pagar os erros deliberados dos “líderes” que ainda por cima se dão ao luxo de atacar economicamente outras nações que querem pensar e agir por si caso não obedeçam aos ditames desses pseudo líderes.
A UE já morreu este ano com o que fez á Grécia (e a outros) em nome do deus mercado desregulado, a Inglaterra tem colocado alguns pregos no caixão assim como outros, eu pela minha parte só espero que em Portugal haja pessoas com inteligência e tomates para não sermos dos últimos a cair em nome de uma solidariedade que não existe nem nunca existiu.
Há que começar por não aceitar mais nenhum “refugiado” e recambiar os que já cá estão para a Alemanha de imediato e que Homens com H grande tomem conta dos destinos da Nação e não os putos maçónicos que nos são impingidos pela comunicação social e socializada.
Os Portugueses não podem continuar a ser silenciados, desprezados e governados por castas onde Honra, Educação, Honestidade, Pátria, Lealdade, Verdade são meras palavras que se dizem da boca para fora.
” A Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado.”
Cento e vinte mortos confirmados até agora, noventa e nove feridos em estado crítico neste preciso momento, e logo surge um revolucionário de sofá a perorar sobre ideologia, geopolítica e blablablá.
“O sangue seca depressa”, dizia o general De Gaulle. Frase confirmada até nesta caixa de comentários.
A retórica oca do Pedro Correia só confirma as minhas palavras e pela parte que me toca irei continuar no meu sofá, não cederei uma gota de suor ou mais para defender os palhaços que se governam á custa do SOFRIMENTO E MORTE DE CENTENAS DE MILHARES DE INOCENTES.
«Pois é preciso que gritemos tão alto a verdade, que demos tal relevo à verdade que os surdos a ouçam e os próprios cegos a vejam».
129 mortos, 99 feridos em estado crítico: não há retórica nenhuma nisto. É a nudez crua dos números.
Um crime será sempre um crime.
Pode escrever em letras maiúsculas as vezes que quiser, procurando justificar ou “compreender” os criminosos: não ganha um milímetro de razão com tal berraria gráfica.
Continue a “verter gotas de suor” no seu sofá.
Se já não estivesse habituado aos seus trocadilhos de ideias e palavras até poderia ficar ofendido.
Respeite os outros e não deturpe o que dizem só porque não lhe agrada.
Vá lá, ao menos desta vez não escreveu em letras garrafais.
Tem toda a razão; tambem me vem a lembrança o que sentem os Iraquianos, sirios, libios (alguns que eu conheci lá quando se podia andar na rua em chinelos e calçoes) antes das tropas dos ocidentais anti terroristas invadirem os seus países. Já não consigo falar com eles, infelizmente, mas não deixo de os irmanar na dor que muitos parisiences hoje sofrem, injustamente ,uns e outros.
As vítimas do terror devem merecer sempre a nossa solidariedade activa – ou, no mínimo, o nosso recolhimento respeitoso.
Nenhuma cartilha ideológica substitui uma só vida humana na sua irrepetível integridade.
Até onde chega a deturpação.
Ficou a certeza que nada perguntou aos opositores políticos de que cor sejam e aos povos não protegidos pelos regimes que tanto defende: curdos, aos assírios, aos shiitas, aos zoroastras etc…
“Os seus países”… que só existiam para alguns.
Não é o tempo de analisar as causas, a origem e as responsabilidades diversas do ocidente nesta realidade. É o tempo de condenar inequivocamente este acto terrorista.
Sim, este é o momento de condenar sem ambiguidades estes actos criminosos e respeitarmos a memória das pessoas assassinadas.